09/05/2008
Recebido por mail de Izidro Paes Leme Arthou
FALTA DE DECORO

          Já ouvimos falar muito neste termo, porém nem sempre nos atentamos ao que realmente se quer dizer, já que parece sempre tão distante de nós. Originado do latim "decoru", significa: correção moral, compostura, decência. Olhando pelo significado, podemos dizer, sem medo de errar, que decoro é algo que anda faltando em Maricá.
          Imaginem que, por infelicidade, passei alguns dias sem poder acessar este ótimo informativo Território Livre. Hoje, fazendo uma leitura geral, encontrei reclamações e perguntas de alguns munícipes sobre a apresentação pública de um grupo que diz ser do Conselho Comunitário de Maricá. Pois bem, o CCM é uma organização não governamental, legalmente constituída e com CNPJ próprio, formado por organizações igualmente constituídas do município. São Associações de Moradores, Associações Religiosas, Associações e Sindicatos de Classe, Federação de Produtores, Cooperativas de Serviço e de Trabalho, Organizações de Defesa da Cidadania, Organizações de Defesa do Meio Ambiente, Organizações Carnavalescas, Organizações Culturais e Movimentos Populares Organizados. É uma gama bem representativa da sociedade maricaense. O CCM não segue política partidária alguma, não tem nenhuma tendência religiosa, nem discrimina qualquer tipo de organização ou pessoa, exceto as indecorosas. Suas reuniões são públicas e todos podem participar com direito a voz. Como realizações podemos citar inclusive a organização do Fórum Social Mundial realizado aqui e a participação efetiva na construção da "Carta de Maricá", resultante daquele fórum. Existem vários projetos sendo tocados pelo CMM. Mas nenhum deles é apresentado com falsas promessas.
          O que me relataram e as informações aqui postadas dão conta de uma série de apresentações de pessoas que se diziam do CCM e da Petrobrás, mas que trata-se simplesmente de um engodo de um grupo caracteristicamente politiqueiro, que desligou-se do CCM, por este não ter a configuração partidária que desejavam para suas aspirações políticas e de pessoas que foram defenestradas do referido Conselho por comportamento anti-ético. Um grupo ao qual falta correção moral, pois convoca o povo para algo que não pode oferecer por não ter capacidade técnica; ao qual falta compostura, por falsificar e imitar idéias e títulos; e ao qual falta decência por não ser conveniente, por se apresentar de forma inescrupulosa e através de propaganda enganosa. O senhor Antônio Carneiro é tão somente o presidente de uma associação de moradores, e a senhora Penha Maria, pelo que me consta, não representa nenhuma organização séria, mas apenas a ela mesmo. Quando ambos, e mais o grupo que os acompanha, se apresentam como sendo do CCM e pior ainda, como se falassem também pela Petrobrás, estão cometendo um crime de falsidade ideológica. Não é de admirar que, junto a eles, estivesse um ex-presidente de associação de moradores atualmente processado por irregularidades envolvendo o patrimônio da organização.
          Com relação ao CONCRECOMPERJ, é verdade que o dito senhor Antônio faz parte deste seguimento, tanto quanto eu. Porém, assim como não falo por aquela organização, por não ter autoridade referendada para tal, ele também não poderia estar falando sozinho em nome dela, já que existem cinco Coordenadores Municipais eleitos em Assembléia Geral.
          Então, respondendo à pergunta feita, quem representa o CCM hoje, sou eu, Arthou que estou Coordenador Geral e, em meus impedimentos, Conceição Koide, que está Sub-Coordenadora Geral. Notem que usamos o verbo estar, já que não nos consideramos donos dos cargos, e sim apenas representantes dele que, por estatuto, pode ser de qualquer cidadão de Maricá não envolvido com política partidária, nem com cargos públicos e também por serem todas as decisões tomadas em Assembléia Geral, como manda a boa democracia. Qualquer outra pessoa que se apresente como representante do CCM, sem nossa expressa autorização é um criminoso comum, nos termos da lei.
          Peço desculpas a todos pelos transtornos, mas também peço encarecidamente que não considerem como sendo do CCM estes descalabros criados por pré-candidatos a cargos eletivos (alguns até bastante conhecidos da população) e seus asseclas.
          Por fim, analisando friamente, não posso afirmar que o desvio de conduta apresentado por estas pessoas seja apenas falta de decoro. Talvez algo muito mais sério. Quiçá, um caso de polícia.