|
Já
ouvimos falar muito neste termo, porém nem sempre nos atentamos
ao que realmente se quer dizer, já que parece sempre tão distante
de nós. Originado do latim "decoru", significa: correção moral,
compostura, decência. Olhando pelo significado, podemos dizer, sem
medo de errar, que decoro é algo que anda faltando em Maricá.
Imaginem
que, por infelicidade, passei alguns dias sem poder acessar este
ótimo informativo Território Livre. Hoje, fazendo uma leitura geral,
encontrei reclamações e perguntas de alguns munícipes sobre a apresentação
pública de um grupo que diz ser do Conselho Comunitário de Maricá.
Pois bem, o CCM é uma organização não governamental, legalmente
constituída e com CNPJ próprio, formado por organizações igualmente
constituídas do município. São Associações de Moradores, Associações
Religiosas, Associações e Sindicatos de Classe, Federação de Produtores,
Cooperativas de Serviço e de Trabalho, Organizações de Defesa da
Cidadania, Organizações de Defesa do Meio Ambiente, Organizações
Carnavalescas, Organizações Culturais e Movimentos Populares Organizados.
É uma gama bem representativa da sociedade maricaense. O CCM não
segue política partidária alguma, não tem nenhuma tendência religiosa,
nem discrimina qualquer tipo de organização ou pessoa, exceto as
indecorosas. Suas reuniões são públicas e todos podem participar
com direito a voz. Como realizações podemos citar inclusive a organização
do Fórum Social Mundial realizado aqui e a participação efetiva
na construção da "Carta de Maricá", resultante daquele fórum. Existem
vários projetos sendo tocados pelo CMM. Mas nenhum deles é apresentado
com falsas promessas.
O que
me relataram e as informações aqui postadas dão conta de uma série
de apresentações de pessoas que se diziam do CCM e da Petrobrás,
mas que trata-se simplesmente de um engodo de um grupo caracteristicamente
politiqueiro, que desligou-se do CCM, por este não ter a configuração
partidária que desejavam para suas aspirações políticas e de pessoas
que foram defenestradas do referido Conselho por comportamento anti-ético.
Um grupo ao qual falta correção moral, pois convoca o povo para
algo que não pode oferecer por não ter capacidade técnica; ao qual
falta compostura, por falsificar e imitar idéias e títulos; e ao
qual falta decência por não ser conveniente, por se apresentar de
forma inescrupulosa e através de propaganda enganosa. O senhor Antônio
Carneiro é tão somente o presidente de uma associação de moradores,
e a senhora Penha Maria, pelo que me consta, não representa nenhuma
organização séria, mas apenas a ela mesmo. Quando ambos, e mais
o grupo que os acompanha, se apresentam como sendo do CCM e pior
ainda, como se falassem também pela Petrobrás, estão cometendo um
crime de falsidade ideológica. Não é de admirar que, junto a eles,
estivesse um ex-presidente de associação de moradores atualmente
processado por irregularidades envolvendo o patrimônio da organização.
Com
relação ao CONCRECOMPERJ, é verdade que o dito senhor Antônio faz
parte deste seguimento, tanto quanto eu. Porém, assim como não falo
por aquela organização, por não ter autoridade referendada para
tal, ele também não poderia estar falando sozinho em nome dela,
já que existem cinco Coordenadores Municipais eleitos em Assembléia
Geral.
Então,
respondendo à pergunta feita, quem representa o CCM hoje, sou eu,
Arthou que estou Coordenador Geral e, em meus impedimentos, Conceição
Koide, que está Sub-Coordenadora Geral. Notem que usamos o verbo
estar, já que não nos consideramos donos dos cargos, e sim
apenas representantes dele que, por estatuto, pode ser de qualquer
cidadão de Maricá não envolvido com política partidária, nem com
cargos públicos e também por serem todas as decisões tomadas em
Assembléia Geral, como manda a boa democracia. Qualquer outra pessoa
que se apresente como representante do CCM, sem nossa expressa autorização
é um criminoso comum, nos termos da lei.
Peço
desculpas a todos pelos transtornos, mas também peço encarecidamente
que não considerem como sendo do CCM estes descalabros criados por
pré-candidatos a cargos eletivos (alguns até bastante conhecidos
da população) e seus asseclas.
Por
fim, analisando friamente, não posso afirmar que o desvio de conduta
apresentado por estas pessoas seja apenas falta de decoro. Talvez
algo muito mais sério. Quiçá, um caso de polícia.
|