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Era quinta feira ultima
passada, estávamos à aproximadamente duas horas dentro da Cidade
de Marica, na área Retiro, local de sítios e fazendas, longe das
neuroses e violências que proliferam nos centros urbanos. Convivíamos
meio a gente humilde e modesta das vilas do interior, que ainda
sabe o que é viver em paz e harmonia com a natureza. Era a realização
de um sonho da minha mulher, voltar na casa que foi de seus avós
após 12 anos. Eram momentos de felicidade e desprendimento. A netinha
Manú, com cinco anos de idade dançava com a avó no terraço da casa
enquanto eu cantarolando tocando violão era envolvido pelos momentos
da felicidade de ser um filho de Deus agraciado com uma família
tão cheia de alegria. Nem as nossas malas estavam desfeitas, iríamos
ficar três dias, nesta casa simples defronte ao condomínio Fazendinha,
em cuja frente existe um pequeno Comercio misto, bar, mercearia
e padaria, onde aos finais de seus árduos dias de trabalho se reúnem
moradores locais para jogar conversa fora e molhar a boca com suas
bebidas preferidas. Um lugar como qualquer outro de nosso Brasil
onde reina a paz.
Esse nosso pequeno sonho tornou-se pesadelo. A casa que tem um portão
ao lado do comercio cujo proprietário do estabelecimento que é locatário
da parte frontal do imóvel tem acesso para armazenar caixas de garrafas,
mesas, cadeiras e outros utensílios no quintal da casa que fica
durante a semana aos seus cuidados. Residimos em Niterói. A entrada
do comerciante sem se anunciar nos causou certo espanto, visto que
o mesmo é uma pessoa humilde e educada, não dava para visualizar
perfeitamente na escuridão da tarde as feições seu acompanhante,
pois a distancia entre o portão e o terraço onde estávamos é de
cinco metros ou mais, mas ao se aproximar pude perceber que o mesmo
era refém de um homem armado, de capuz vermelho tipo ninja, que
anunciou o seu objetivo: "Assalto". Aturdido, pensando no pior,
pois tínhamos presente nesta situação uma criança de cinco anos.
Esses facínoras, em sua imensa covardia preferem sempre usar de
crianças ou mulheres como escudo, como em casos que ocorrem todos
os dias nas grandes cidades onde famílias sofrem todos os tipos
de barbáries. Mas a presença de Deus não permitiu tal fatalidade,
o bandido pediu nosso dinheiro, o que obviamente não tínhamos a
mão, ao ver o violão perguntou o que era no que respondi; pode levar
ele percebeu o note-book sobre a mureta e perguntou o que era e
a minha resposta foi a mesma, pode levar. Ele então preferiu levar
o laptop e saiu com o comerciante de dentro da nossa casa a sob
mira de sua arma dirigindo-se ao bar, onde seu comparsa estava espoliando
os freqüentadores.
Depois de concluído o assalto os bandidos se evadiram do local conduzindo
uma motocicleta não identificada que estacionaram em local próximo
ao bar. A policia Militar foi acionada de imediato pelas vitimas,
mas foi alegada a indisponibilidade de viaturas para cobrir a ocorrência,
só comparecendo ao local por volta das 23 horas 4 horas após o crime.
Pela manhã da sexta feira, pessoas da comunidade avistaram uma moto
em local suspeito e foi novamente acionada a policia, porem quem
compareceu ao local foi o pessoal da 82A. DP, que em atitude louvável
fez diligencias na região, inclusive tentando deter um suspeito
conhecido sem sucesso, pois o mesmo ao saber da presença de policiais
conseguiu se evadir para as matas. Na noite de desta mesma sexta
uma das vitimas que teve seu celular extraído durante o assalto,
fez contato com a pessoa que estava de posse dele, que a principio
alegou ter achado o objeto, que foi segundo informações de um segundo
contato fora objeto de troca por um passarinho.
O inspetor que cobre o caso acompanhou a recuperação do aparelho,
eu quero acreditar que os criminosos sejam detidos em breve e sejam
devidamente punidos pelos crimes que cometeram, pois são elementos
de alta periculosidade e não podem continuar ameaçando a vida dos
cidadãos de Maricá. Essa ocorrência está registrada na Delegacia
de Maricá.
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