07/08/2008
Recebido por mail de Luis V.
ANÁTOMIA DE UM ASSALTO EM MARICÁ

Era quinta feira ultima passada, estávamos à aproximadamente duas horas dentro da Cidade de Marica, na área Retiro, local de sítios e fazendas, longe das neuroses e violências que proliferam nos centros urbanos. Convivíamos meio a gente humilde e modesta das vilas do interior, que ainda sabe o que é viver em paz e harmonia com a natureza. Era a realização de um sonho da minha mulher, voltar na casa que foi de seus avós após 12 anos. Eram momentos de felicidade e desprendimento. A netinha Manú, com cinco anos de idade dançava com a avó no terraço da casa enquanto eu cantarolando tocando violão era envolvido pelos momentos da felicidade de ser um filho de Deus agraciado com uma família tão cheia de alegria. Nem as nossas malas estavam desfeitas, iríamos ficar três dias, nesta casa simples defronte ao condomínio Fazendinha, em cuja frente existe um pequeno Comercio misto, bar, mercearia e padaria, onde aos finais de seus árduos dias de trabalho se reúnem moradores locais para jogar conversa fora e molhar a boca com suas bebidas preferidas. Um lugar como qualquer outro de nosso Brasil onde reina a paz.
Esse nosso pequeno sonho tornou-se pesadelo. A casa que tem um portão ao lado do comercio cujo proprietário do estabelecimento que é locatário da parte frontal do imóvel tem acesso para armazenar caixas de garrafas, mesas, cadeiras e outros utensílios no quintal da casa que fica durante a semana aos seus cuidados. Residimos em Niterói. A entrada do comerciante sem se anunciar nos causou certo espanto, visto que o mesmo é uma pessoa humilde e educada, não dava para visualizar perfeitamente na escuridão da tarde as feições seu acompanhante, pois a distancia entre o portão e o terraço onde estávamos é de cinco metros ou mais, mas ao se aproximar pude perceber que o mesmo era refém de um homem armado, de capuz vermelho tipo ninja, que anunciou o seu objetivo: "Assalto". Aturdido, pensando no pior, pois tínhamos presente nesta situação uma criança de cinco anos. Esses facínoras, em sua imensa covardia preferem sempre usar de crianças ou mulheres como escudo, como em casos que ocorrem todos os dias nas grandes cidades onde famílias sofrem todos os tipos de barbáries. Mas a presença de Deus não permitiu tal fatalidade, o bandido pediu nosso dinheiro, o que obviamente não tínhamos a mão, ao ver o violão perguntou o que era no que respondi; pode levar ele percebeu o note-book sobre a mureta e perguntou o que era e a minha resposta foi a mesma, pode levar. Ele então preferiu levar o laptop e saiu com o comerciante de dentro da nossa casa a sob mira de sua arma dirigindo-se ao bar, onde seu comparsa estava espoliando os freqüentadores.
Depois de concluído o assalto os bandidos se evadiram do local conduzindo uma motocicleta não identificada que estacionaram em local próximo ao bar. A policia Militar foi acionada de imediato pelas vitimas, mas foi alegada a indisponibilidade de viaturas para cobrir a ocorrência, só comparecendo ao local por volta das 23 horas 4 horas após o crime. Pela manhã da sexta feira, pessoas da comunidade avistaram uma moto em local suspeito e foi novamente acionada a policia, porem quem compareceu ao local foi o pessoal da 82A. DP, que em atitude louvável fez diligencias na região, inclusive tentando deter um suspeito conhecido sem sucesso, pois o mesmo ao saber da presença de policiais conseguiu se evadir para as matas. Na noite de desta mesma sexta uma das vitimas que teve seu celular extraído durante o assalto, fez contato com a pessoa que estava de posse dele, que a principio alegou ter achado o objeto, que foi segundo informações de um segundo contato fora objeto de troca por um passarinho.
O inspetor que cobre o caso acompanhou a recuperação do aparelho, eu quero acreditar que os criminosos sejam detidos em breve e sejam devidamente punidos pelos crimes que cometeram, pois são elementos de alta periculosidade e não podem continuar ameaçando a vida dos cidadãos de Maricá. Essa ocorrência está registrada na Delegacia de Maricá.