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Com certeza este Ministério
da Pesca nos dias de hoje será uma forma de cegar a população que
vem sendo alertada em relação a compromissos anteriormente assinados
pelo Brasil. Onde nosso país tem a obrigação de não quebrar a cadeia
alimentar dos mares, não poluir e guardá-lo. Hoje a pesca também
deve ser tratada como um assunto de segurança nacional: mas a pesca
artesanal que proporciona a desova de espécimes de alto mar que
usam sistemas lagunares, estuários, baías, ao redor das ilhas para
este fim. Tendo nos manguezais a certeza de continuidade destes
sistemas. Pescadores artesanais é parte importante de tudo isto
e podem exercer uma vigilância em toda costa e rios continente adentro.
Mas, tem sido até mesmo acusados pela diminuição da vida marinha.
Isto é muito hilário ao vermos a situação das Baías de Sepetiba
e da Guanabara e quando ficamos sabendo da INGA e seus resíduos,
da REDUC e seu descarte na baía há mais de 50 anos, do Comperj da
Petrobras, de Gramacho e de uma serie de procedimentos errados,
como acreditar que pescadores possam ser responsabilizados pela
tal pesca pedratoria?
A tentativa de expandir a aqüicultura usando as águas interiores
nada mais é do que cumprir a cota de pesca com a FAO, mas não contribuí
para o cumprimento da Convenção das Nações Unidas Para o Direito
do Mar , pelo contrario. O poder dos produtores da carcinicultura
em alguns estados é inegável, mas dizer que é bom para o Brasil
em relação ao acordo, não é! E se fizermos as contas de custo e
beneficio, mesmo se tratado não é uma atividade que promova renda
a população . Mas, aqui se tem governado apenas para alguns. Os
outro são curatelados e nem todos recebem a bolsa familia.
O cuidado em acabar com os pescadores artesanais é tanto que em
2006 quando o atual Ministro já era o secretario, o Globo publicou:
"Para fazer o recadastramento de todos os pescadores do Brasil,
o governo contratou uma empresa mais conhecida pela experiência
no ramo de limpeza. A Conservo que terceiriza faxineiros para boa
parte da Esplanada dos Ministérios, recebeu dos cofres públicos
quase R$3 milhões pelo serviço. O resultado do trabalho deixou a
desejar. Em 16 estados, foram encontrados no banco de dados erros
em informações pessoais de pelo menos 58.600 pescadores. Funcionários
da própria Secretaria Especial da Aqüicultura e Pesca ligada à Presidência
da República, estimam que o número de equívocos possa chegar a 150
mil - que correspondem a 38% dos 390.761 pescadores cadastrados
no país". Alguem deve ter dito"sinto muito" " foi sem querer" e
vamos para frente.
Já em 3/4/007 na Agencia Senado tivemos a matéria:
" O senador José Agripino (DEM-RN) apresentou requerimento de informações
pedindo à Secretaria Especial de Agricultura e Pesca que explique
as razões de ter contratado a empresa de limpeza Conservo para fazer
recadastramento de pescadores em todo o país. O senador explicou
que o cadastro foi feito de maneira insatisfatória, com 38% de erros,
o que ele considerou muito grave, uma vez que os pescadores cadastrados
recebem uma espécie de salário-desemprego em época de entressafra.
Erros no cadastro podem impedir esse pagamento"!
Nada está escondido o suficiente para que não se saiba da verdade:
esta situação já foi longe demais e vai custar muito cara a todos
nós. Mas, é claro que até que alguém grite e num ano político ninguém
faz isto, este providencial Ministério pode render bons votos. Podem
inventar ministérios, frotas pesqueiras e todo o tipo de artimanha,
mas se não vão cuidar de saneamento, pois toda água vai chegar ao
mar; se vão continuar a aumentar o ar que faz diminuir a ressurgência
em Cabo Frio e, portanto a vida marinha, se não pretender despoluir
as baias, estuários e nem recuperar as lagunas costeiras para que
mais está despesa?
No Peru que tem um litoral bem menor o que o nosso a pesca faz parte
do orçamento do país que retira 9 milhões de toneladas e nós apenas
um milhão de pescados.
Bom, enquanto falo da pesca artesanal, as áreas de reprodução estão
comprometidas. Mas, este Ministério vai falar em muitas atividades
de pesca, mas nenhuma sustentável que é a precisamos agora. Mas,
a Convenção está em curso devidamente ratificada em 1995 e com todos
os prazos definidos segue em curso:
Direito Internacional , ratificação : "é o ato unilateral com que
o sujeito de Direito Internacional, signatário de um tratado, exprime
definitivamente, no plano internacional, sua vontade de obrigar-se"
(Rezek, J. F. Direito Internacional Público. 6 ed. rev. at. Saraiva.
São Paulo: 1996. p. 53). As características da ratificação são:
a) competência, incumbência de cada Estado soberano de determinar
a competência de seus órgãos para a assunção, em nome do Estado,
de compromissos internacionais; b) discricionariedade, já que a
ratificação é tão discricionária quanto o Estado soberano é livre
para celebrar tratados internacionais; c) irretratabilidade: é princípio
que opera desde que formalizada a expressão individual do consentimento
definitivo.
Se entre os anos 50 e 60 trocamos navios de tório por trigo, o que
trocaremos agora? Com certeza nada!
Quem souber lerá: Cumpra-se!
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