02/01/2008
 
Recebido por mail de Márcia Benevides Leal
SALVE O POVO DE MARICA! SALVE O POVO BRASILEIRO!


 Somos o melhor povo do mundo, pois temos em nossas veias o DNA de todos os povos do planeta misturado.  Não apenas misturado, embolado, mas almagamado forjado na luta para sobreviver aos opressores que até hoje lutam para nos derrubar.

 Sem querer fazer referências aos povos mais antigos e já partindo para o que chamam de descobrimento, podemos dizer que temos o sangue do alemão Hans Staden, que trabalhou para a turma de Tordesilhas servindo as casas de Portugal e Espanha. Mas, que foi um bravo e muito lutou no inicio da ocupação. Temos sangue dos portugueses e espanhóis.   E apesar de dizerem que os ingleses não se misturavam aos povos nativos, quem poderá provar? Sabemos que os escravos foram à força de trabalho que ergueu está nação nos moldes europeus e que formaram geneticamente este povo brasileiro. Do norte da Nigéria vieram os malês tribos de muçulmanos de hábitos refinados. Os mestres malês encarregavam-se da transmissão da doutrina islâmica, bem como do ensino da língua e escrita árabes na Bahia e também nos deixaram melhores. O hábito de se usar branco nas segundas e sextas na Bahia não vem de religiões afro-brasileiras, mas da cultura mulçumana.  

E nossos antepassados índios, os donos desta terra? Que durante muito tempo foram depreciados e tratados como indolentes e preguiçosos. Hoje tem costumes e medicinas estudados para serem usados nas cidades grandes.  Corajosos e bravos guerreiros a quem Tordesilhas não conseguiu dominar e por isso com sua saga assassina partiu para dizimar tribos inteiras, fazendo arder em chamas 160 tribos de uma só vez. Claro que se tem de dizer a verdade: com a ajuda do traidor matador de índio o tal Arariboia, que não sei o que faz em pé na praça das barcas. Seduzido pelos espelhos dos franceses, logo se tornou amigo da turma de colonizadores protegidos pela Igreja Católica, o pessoal de Tordesilhas, que vinham com a licença para escravizar ou matar o povo nativo. Os que conseguiram sobreviver ao ataque fugiram para o interior e na fuga eles mesmos foram matando os feridos, os velhos e as crianças para que não caíssem em mãos dos brancos europeus.   Quem poderá julgar um povo que defende a sua liberdade a qualquer preço. Para fazer isto teríamos que entrar na cultura deles e não catequizá-los como tentaram fazer a força. No sul os jesuítas fizeram isto com o povo das Sete Missões, mas ao serem expulsos deixaram os índios jogados a própria sorte, como fazem os veranistas de Marica que deixam seus cachorros jogados nas ruas quando acaba o verão e os mesmo já cresceram.  

Temos o sangue dos holandeses que tentando sobreviver as duas Batalhas dos Guararapes correram para o interior fazendo o povo sertanejo. Todos loiros e de feições finas como os povos das areias, os mocorongos como aprendi no livro dos professores Mello e Vogel.  

Temos o sangue dos judeus ou cristãos novos que para fugirem a   Santa Inquisição , um movimento  apoiado pelo povo português aceitavam ser reconhecidos como convertidos e erguiam igrejas, uma delas aqui em Marica. Mesmo antes da chegada dos Beneditinos.  

Não se iludam os que pensam que vão entrar e fazer o que querem. Aqui tem gente que luta e sabe dos seus direitos e temos leis.  

Constituição Federal  de 1988.

 TÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

I - a soberania;

II - a cidadania;

III - a dignidade da pessoa humana;

IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V - o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

 Salve o povo brasileiro!

Márcia Benevides Leal uma cidadã brasileira e moradora em Maricá.