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Somos o melhor povo do mundo, pois temos em nossas veias o DNA
de todos os povos do planeta misturado. Não apenas misturado, embolado,
mas almagamado forjado na luta para sobreviver aos opressores que
até hoje lutam para nos derrubar.
Sem querer fazer referências
aos povos mais antigos e já partindo para o que chamam de descobrimento,
podemos dizer que temos o sangue do alemão Hans Staden, que trabalhou
para a turma de Tordesilhas servindo as casas de Portugal e Espanha.
Mas, que foi um bravo e muito lutou no inicio da ocupação. Temos
sangue dos portugueses e espanhóis. E apesar de dizerem que os
ingleses não se misturavam aos povos nativos, quem poderá provar?
Sabemos que os escravos foram à força de trabalho que ergueu está
nação nos moldes europeus e que formaram geneticamente este povo
brasileiro. Do norte da Nigéria vieram os malês tribos de muçulmanos
de hábitos refinados. Os mestres malês encarregavam-se da transmissão
da doutrina islâmica, bem como do ensino da língua e escrita árabes
na Bahia e também nos deixaram melhores. O hábito de se usar branco
nas segundas e sextas na Bahia não vem de religiões afro-brasileiras,
mas da cultura mulçumana.
E nossos antepassados
índios, os donos desta terra? Que durante muito tempo foram depreciados
e tratados como indolentes e preguiçosos. Hoje tem costumes e medicinas
estudados para serem usados nas cidades grandes. Corajosos e bravos
guerreiros a quem Tordesilhas não conseguiu dominar e por isso com
sua saga assassina partiu para dizimar tribos inteiras, fazendo
arder em chamas 160 tribos de uma só vez. Claro que se tem de dizer
a verdade: com a ajuda do traidor matador de índio o tal Arariboia,
que não sei o que faz em pé na praça das barcas. Seduzido pelos
espelhos dos franceses, logo se tornou amigo da turma de colonizadores
protegidos pela Igreja Católica, o pessoal de Tordesilhas, que vinham
com a licença para escravizar ou matar o povo nativo. Os que conseguiram
sobreviver ao ataque fugiram para o interior e na fuga eles mesmos
foram matando os feridos, os velhos e as crianças para que não caíssem
em mãos dos brancos europeus. Quem poderá julgar um povo que defende
a sua liberdade a qualquer preço. Para fazer isto teríamos que entrar
na cultura deles e não catequizá-los como tentaram fazer a força.
No sul os jesuítas fizeram isto com o povo das Sete Missões, mas
ao serem expulsos deixaram os índios jogados a própria sorte, como
fazem os veranistas de Marica que deixam seus cachorros jogados
nas ruas quando acaba o verão e os mesmo já cresceram.
Temos o sangue dos
holandeses que tentando sobreviver as duas Batalhas dos Guararapes
correram para o interior fazendo o povo sertanejo. Todos loiros
e de feições finas como os povos das areias, os mocorongos como
aprendi no livro dos professores Mello e Vogel.
Temos o sangue dos
judeus ou cristãos novos que para fugirem a Santa Inquisição ,
um movimento apoiado pelo povo português aceitavam ser reconhecidos
como convertidos e erguiam igrejas, uma delas aqui em Marica. Mesmo
antes da chegada dos Beneditinos.
Não se iludam os que
pensam que vão entrar e fazer o que querem. Aqui tem gente que luta
e sabe dos seus direitos e temos leis.
Constituição Federal
de 1988.
TÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais
Art. 1º A República
Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados
e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático
de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da
pessoa humana;
IV - os valores sociais
do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo
o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos
ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Salve o povo brasileiro!
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