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Estamos sofrendo
um ataque sem precedentes neste país: moral e ambiental. Mas, o
que nos faz resistir é saber que como um povo valoroso e de fé aguerrida,
mesmo sem ser reconhecido pelos governantes, políticos, empresários
e autoridades que só fazem o que lhes convém, é algo muito mais
forte que esta Turma da Terra do Nunca Vi e Nem Soube Disto; como
escreveu o antropólogo Marco Antonio da Silva Mello no Livro "GENTE
DAS AREIAS" sobre os pescadores da Praia da Zacarias em Marica serem
irredutíveis, todos nós brasileiros somos assim, que o digam os
indígenas desta Terra dos Papagaios que donos dela arderam nas 160
aldeias ao redor da Guanabara e hoje em Camboinhas nem podem zelar
pelo seu solo sagrado? Que o digam os Kilombolas que mesmo de outras
terras fazem parte da nossa historia e lutam pela sua dignidade?
Não nos esqueçamos do alemão Hans Staden que em 1532 saiu do Recôncavo
da Guanabara para matar Caetés que cercavam Igarassu na Capitania
de Pernambuco, será que já ali não tivemos a mistura germânica.
Italianos, japoneses, chineses, gregos, holandeses, libaneses somos
tantos. Quem poderá vencer um povo assim: amoroso e gentil que teimam
em vergar com mentiras; mas que quando se vê oprimido virá a mesa
e mostra o outro lado do amor e da gentileza: a irredutibilidade.
No do JB do dia 19/8/2008 chamando na capa manchete sobre o crescimento
patrimonial dos candidatos a Câmara do Rio: 102,5% em média. Ora,
isto não se dá só naquele município e estoura a toda hora nos deixando
até com dificuldade de concatenar nomes, cifras e percentuais. Serão
todos? Por certo que não! Mas, o que ninguém diz é que isto só é
verificado as vésperas das eleições, e por quê? A mídia, a grande
mídia, é conivente e não cumpre o seu papel, mas por quê? Vender
mais jornal ou servir a algum interesse? Quem de nós sabe responder?
Na mesma edição e vergonhosamente lemos os candidatos à prefeitura
da comprometida capital do Estado dando suas reticentes declarações
(RETICENTE, segundo o Dicionário Houaiss, é "a omissão intencional
de uma coisa que se devia ou podia dizer"), sobre a Baía de Guanabara.
O único que não ficou em cima do murro no JB, pelo menos, foi o
deputado Paulo Ramos que aparece falando no PDBG como um escândalo,
muito bem! Quatorze anos são passados e até alvo de CPI o programa
foi, pergunta: a que se chegou? Mas, mesmo com esta observação do
referido candidato, nenhum deles tocou num assunto vital: o Rio
de Janeiro está dando um golpe mortal na soberania nacional ao fazer
vista grossa para a Guanabara. A mídia que de tudo sabe nada diz,
mas tratados internacionais tem sido postos de lado com algo que
não pegou, mas isto não nos livrara de cumprir o que foi acordado.
Em folder da Firjan de 2006 podemos ler que como apesar da máxima
constitucional do parágrafo único do art. 1º, o povo não sabe reclamar
os seus direitos e ao que parece resolveram tomar as providências
para nos "salvar" e assim fizeram um plano de desenvolvimento econômico
de 2006 a 2015, ou seja, fomos curatelados. Daí os PAC de eleger
presidente que não são para o povo ser bem servido. O COMPERJ que
vai nos deixar um saldo de 180 mil desempregados e acabar com os
recursos hídricos já comprometidos em grau muito alto para que qualquer
gestão de risco dê aval a tal empreendimento. Aqui já não é apenas
a capital, mas os 16 municípios que apóiam este tresloucado e anacrônico
projeto pressionado pelo governo de estado que se acha bem com o
governo federal sua política insustentável.
Nenhuma das mazelas da capital irá diminuir com o ataque a Baía
de Sepetiba e a da Guanabara nestes degradantes projetos de desenvolvimento
irresponsáveis licenciados pela omissão e negligencia dos órgãos
que o fizeram.
Ninguém fala sobre a pesca artesanal, mas apostam em atividades
de aqüicultura no continente. Aqui e ali podemos ler algum gestor
ou cientista mostrando a chaga, mas esta atitude dever ser nossa
e não deles. De que adiante um deles se revoltar e perder a cabeça?
Ai não teremos ninguém lá dentro do covil dos insensatos. O certo
é buscarmos informações e repassarmos, só um povo informado pode
defender seus direitos. Nenhuma mudança se dará de outra forma.
A capital do Rio de Janeiro nunca se recuperou do passado de ter
sido Corte, capital da Republica e Capital Federal, como uma velha
rainha deposta ela tenta, mas nada de especial . Hoje examinado
a situação das ultimas duas décadas fico surpreendida pelo ECO 92
ter sido aqui, pois o Rio de Janeiro já não tinha condição de sediar
um evento com esta significação, já tínhamos a ameaça da INGA em
Sepetiba num aterro que juntou a Ilha da Madeira ao continente e
ali foi colocado os rejeitos que depois vazaram., próximo e ela
já havia a CSN, a REDUC já tinha feito vários derramamentos e pelo
que depois se soube pelo jornais da época sem licença. E a criminalidade
já imperava. E depois tudo piorou sob a cantilena Verde de pintar
favela, camisetas dando mensagens que nunca chegaram aos corações
e mentes deste povo largado, mas que vota.
Outro dia escutei falar que: " Outra vez vamos nos unir, RS e MG,
como na Revolução de 1930, agora para preservar a natureza e a vida
de todos": acredito que devamos voltar a estudar a nossa historia:
passada e recente sem medo e assim podermos resolver nossos problemas.
Fico contente por ter começado a pesquisar a 2 anos e 9 meses, assim
não posso mais ser enganada por governantes, políticos, empresários
e autoridades , assim devo fazer uma observação esta união de RS
e MG nos deu o lamentável Getulio Vargas que o povo ainda reconhece
com o Pai dos Pobres, mas nos deixou esta forma de governar pela
falta de informação ao povo e comprometeu nossa biodiversidade com
as retificações de rios e sistemas lagunares, notadamente em terrenos
de marinha: não foi a colonização portuguesa que nos deixou morando
no litoral; em 1970 tínhamos 70 % da população no interior. A historia
do desmatamento da Mata Atlântica não está bem contada, pois o Ministro
Mario Pinotti da era Vargas mandou desmatar em volta de cidades
e jogou HCH (o mesmo contaminante da Cidade dos Meninos/DC/RJ) de
um avião, será que o vento deixou cair somente em cima do desmate.
Se você for estudar sobre o inicio das grandes empresas que hoje
degradam descobrira que tiveram inicio numa política de desenvolvimento
do GV.
GV veio de RS e de MG tivemos o JK que alem de deixar a aberração
de Brasília, lugar de político se esconder e tramar contra o povo;
também destruiu as linhas férreas para trazer as montadoras de automóveis,
agora temos carros e não temos estradas. A pior parte é que muito
do que se produz na agricultura se perde na logística. No seu governo
se começa a construir a REDUC em lugar impróprio, as primeiras reuniões
sobre energia nuclear foram em seu governo, mas desde o GV trocávamos
navios de tório (mais caro que petróleo) por navio de trigo. Fora
isto: se você souber a historia do teu município e for ler o relatório
do IBGE em 1959 poderá ter um susto. Simplesmente dados importantes
foram suprimidos. Cadê os resíduos do beneficiamento desenfreado
da monazita? Veja como somos reféns do perigo! O quê: monazita,
tório, urânio? Mas, não foi em 1985 no governo do Sarney? Não! Meu
inocente eleitor, segura este titulo! Ali foi apenas o enriquecimento
do urânio. Décadas antes já éramos vilipendiados pelos estrangeiros
ciceroneados pelas autoridades nativas. Atenção nativas não quer
dizer indígenas , pois até agora o único deles que degenerou foi
o Arariboia. Vamos lá: em 1864 o Imperador já dava licença para
empresa dos EUA introspectar petróleo em Camamu na Bahia. Em 1886
alemães já retiravam o tório em Buena/São Francisco de Itabapoana
onde até hoje os trabalhadores tem problemas de saúde e era pra
obter o Radium (Madame Curie, lembra?). Em 1912 a Standard Oil Company,
leia-se Rockfeller, já introspectava no Rio Doce. Em 1920 entramos
no sistema Farra do Boi da monazita que valia 80 libras esterlinas
e baixou para 20 libras. Chega, cansei!
Pois é entre fazer um bolo de milho e outro de araruta também leio
para saber o que me ameaça. Cadê os defensores da biodiversidade?
Quem quiser ficar nesta de lagartixa da praia, problemas de procriação
das ariranhas, compensação ambiental com numerário ou mudinhas de
plantinhas não me chame. Se for aquela conversa de paz, amor, ternura,
carinho e sei lá o quê, to fora! Sou do tempo de usar estes sentimentos
para outras situações, então é desta forma que interajo. A situação
é grave, o ataque é de grande porte e a reação deve ser imediata.
Desde já devemos logo ter em mente que já temos leis sobre tudo
isto e não precisaremos esperar. A falta de respeito à vida e a
dignidade humana é ostensiva e requer posicionamento do povo. Todo
o povo deve ser informado de seus direitos, pois os deveres eles
sabem. Já ando cheia deste negocio de ambientalista com grana querer
dar um corzinha na lagoa.
Ainda temos os problemas das populações tradicionais também é nacional
e de cada um de nós, pois se todos soubéssemos que ao lutar ao lado
deles defenderíamos também a biodiversidade e isto fica claro logo
de inicio, já teríamos uma parte de nossos problemas minimizados;
portanto os ambientalistas devem intervir ai também. Cadê os bravos
desta terra?
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