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Basta de podridão
Fico satisfeito com
a tomada de posição, fortalecendo a nossa grita e o trabalho que
vimos desenvolvendo para alertar e acordar o nosso Povo. Destarte,
as nossas comunidades do Orkut, parte do nosso trabalho, com fóruns
específicos sobre temas políticos de interesse popular. Atualmente
editamos artigos enviados inclusive ao Presidente Lula, Senado,
Câmara Federal, Prefeitura de Maricá e ao Povo em geral. Em particular,
ao item abordado em seu e-mail, endereçamos em 21/12/2006 ao Dep.
Aldo Rebelo, o tema "Basta de podridão", cuja resposta
ao nosso, registro abaixo. Estamos juntos nessa luta.
Chegaremos lá!
A mensagem seguinte
foi enviada ao Presidente Lula, à Câmara Federal, ao Senado Federal,
ao Gabinete do Prefeito de Marica, ao Deputado Aldo Rebelo, presidente
da Câmara Federal que nos respondeu, cujo teor oferecemos em sua
integralidade para reflexão e debate.
-----Mensagem original-----
De: Luiz da silva
Mattos [mailto:lsmattos@oi.com.br]
Enviada em: quarta-feira,
20 de dezembro de 2006 21:50
Para: Dep. Aldo Rebelo
Assunto: Basta de
podridão
Deputado:
Basta de podridão!
Vamos lavar o caminho fétido dos inimigos da
Nação.
Não há mais tempo.
É chegada a hora. O povo não é palhaço a viver
de cambalhotas das
instituições governamentais; a pagar a conta das
quadrilhas que se
instalam, limpam os cofres, gargalham e distribuem o
lucro. . . O déficit
ao Povo que PAGA A CONTA. EXIGIMOS UM PROJETO
DE LEI URGENTE, QUE
ATENDA O QUE É DITO A SEGUIR.
Criada para congregar
brasileiros que desejam passar o Brasil a limpo.
Estabelecer a Verdadeira
Justiça que deve emanar do Judiciário;
resgatar a ética,
a moral e a vergonha do Congresso Nacional; da
Polícia; de ministros
e do Poder Executivo que a tudo assiste e
agasalha. Qual é
o Estado de direito de quem? dos Poderosos unidos e
comprometidos?
Devemos exigir o
FIM DE PRIVILÉGIOS: 60 DIAS DE FÉRIAS,
VITALICIEDADES, IMUNIDADES
E O CONTROLE DA NAÇÃO COM A PARTICIPAÇÃO
EFETIVA DO POVO,
OPINANDO SOBRE O AUMENTO DE SALÁRIO E BENEFÍCIOS DOS
PODERES EXECUTIVO,
JUDICIÁRIO E LEGISLATIVO; O ORÇAMENTO
PARTICIPATIVO DA
POPULAÇÃO. Audiência pública demonstrando como
foram arrecadados
e aplicados os recursos públicos e se as metas
orçamentárias traçadas,
com a participação popular, foram
atingidas.
Haja a participação
do Povo, na fiscalização, controle e decisão
das aplicações e
não criar falsos controles feitos pelos seus pares
e quem indicado aos
interesses corporativos.
Preliminarmente:
ACABAR COM A VERBA INDENIZATÓRIA QUE PERMITE AOS
DEPUTADOS FEDERAIS
O GANHO EXTRA MENSAL DE MAIS R$ 15.000,00, ALÉM DO
JÁ POLPUDO SALÁRIO,
LIVRE DE IMPOSTO DE RENDA.
E MAIS, QUALQUER
VOTAÇÃO DE SALÁRIOS OU BENEFÍCIOS A DEPUTADOS E
SENADORES, INCLUINDO
OS ESTADUAIS E VEREADORES, SEJAM VOTADOS CADA UM
DE PER SI, EM PLENÁRIO,
ISTO É, MOSTRANDO A IMAGEM E O VOTO DE CADA
UM DOS VOTANTES.
É DEMAIS! CHEGA DE BANCARMOS PALHAÇOS. O BRASIL
ESTÁ DE LUTO E ENVERGONHADO.
Ainda não nos conhecemos;
a oportunidade, em breve. O identificamos,
numa interação por
sua energia pessoal. Temos uma proposta de
trabalho com ética
e moral, com vista à felicidade e à cidadania do
Povo. Vivemos? temos
trabalhos a realizar. O nosso: resgatar; levar
alegria e felicidade
aos deserdados. Despertar a cidadania, levando-os
a questionar, fiscalizar
e participar dos destinos do Município ao
País. Verdadeira
revolução: cultura, aperfeiçoamento ético e
moral; Idéias e ideais:
reforma pessoal; fortalecimento da célula
mater da Pátria:
FAMÍLIA.
Contamos com você,
mas conheça o perfil; o pensamento:
TRABALHO SEM FRONTEIRA:
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=21369815
'RESGATE: HONRA,
ÉTICA E MORAL',
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25087809
'MATTOS - PRÉ-CANDIDATO
2008':
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25027336
Artigos em www.maricanet.com.br/artigos/.
www.marica.com.br/territoriolivre.htm
Um beijo fraterno.
Participe lendo, sugerindo ou criticando
Resposta do ilustre
Deputado Aldo Rebelo:
Data: 28/12/2006
17:13:08
De: "Dep. Aldo
Rebelo" <dep.aldorebelo@camara.gov.br>
Para: Luiz da silva
Mattos <lsmattos@oi.com.br>
Assunto: RES: Basta
de podridão
Prezadas senhoras
e prezados senhores,
Em atenção às milhares
de mensagens que recebi sobre o aumento
salarial dos congressistas
quero, com esta resposta, externar de
maneira clara e direta
qual é a minha opinião sobre o assunto.
Para isso, vou pontuar
os aspectos que são, sob o meu ponto de vista,
os mais relevantes
da discussão.
1 Sou a favor do
estabelecimento de teto salarial para os três poderes:
legislativo, executivo
e judiciário.
Os poderes não podem
fixar seus próprios salários de maneira isolada
e arbitrária. Creio
que devemos congelar imediatamente os maiores
vencimentos e buscar
a isonomia para deputados, senadores, ministros do
Supremo Tribunal
Federal, ministros de Estado e presidente da
República. E buscar
o mesmo grau de isonomia para todos os
funcionários públicos.
A Câmara já criou uma comissão que irá
apresentar proposta
de teto salarial do funcionalismo até fevereiro do
próximo ano.
2 Sou a favor do
fim dos 14º e 15º salários dos deputados.
Não há necessidade
de estabelecer remunerações adicionais para os
deputados. Por esse
motivo, já extingui os salários que eram pagos
durante as convocações
extraordinárias da Câmara. A decisão em
torno do teto salarial
e da isonomia é essencial porque acaba de vez
com as remunerações
indiretas e de difícil aceitação por parte da
sociedade. Salário
e reposição de despesas são comuns a todos os
trabalhadores; já
14º e 15º salários são práticas inexistentes no
mundo do trabalho.
3 Sou a favor de
mais controle e transparência no uso das verbas
indenizatórias.
Os gabinetes parlamentares
têm direito a R$ 15 mil por mês para pagar
despesas decorrentes
do exercício do mandato, como serviços
gráficos, consultorias
técnicas ou passagens aéreas, por exemplo.
Esses gastos já são
publicados, mês a mês, na página da Câmara na
internet. Em janeiro,
vou propor que também sejam divulgados os nomes e
CNPJ dos beneficiários
das despesas para que qualquer cidadão saiba
quanto gasta, e com
o quê, o gabinete de seu deputado.
4 Sou a favor de
racionalização e economia na Câmara dos Deputados.
Como presidente,
promovi mudanças: A) Acabei com os salários
extraordinários dos
deputados. B) Reduzi o recesso parlamentar de 90
para 55 dias, o que
o tornou um dos menores do mundo. C) Demiti mais de
1.100 funcionários
não concursados. D) Proibi a contratação de
parentes de deputados
em cargos de confiança. E) Solicitei à
Fundação Getúlio
Vargas estudo para racionalizar e dar mais
transparência aos
gastos da Câmara. O estudo vai comparar os gastos
do parlamento brasileiro
com parlamentos de outros países. F) Cortei
integralmente as
despesas com publicidade.
Como muitas mensagens
fizeram referência à minha filiação
partidária, envio
para os interessados a nota do presidente do PC do
B, Renato Rabelo,
sobre o aumento salarial dos deputados. O texto, com
certeza, irá dirimir
todas as dúvidas que foram enviadas ao meu
gabinete.
Em minha página www.aldorebelo.com.br
podem ser consultados outros
textos.
Para finalizar, esclareço
que como presidente da Câmara tenho a
missão de levar para
o conhecimento de toda a Casa e da sociedade as
definições tomadas
pelo líderes partidários. É o que tenho feito
diariamente; é o
que fiz quando anunciei a decisão de equiparar os
salários dos deputados
ao teto do funcionalismo; é o que farei sempre
que for necessário
discutir, de maneira democrática e transparente,
qualquer tema de
interesse da Nação.
Atenciosamente,
Aldo Rebelo
Aldo era contra -
A senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) fez ontem uma
revelação importante:
o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, apontado
como o "pai"
da medida, era o único contra o aumento durante a
reunião que o decidiu.
Coluna do CLÁUDIO HUMBERTO, 20.12.2006.
"O aumento é
legal, só não é legítimo. O Aldo está constrangido.
Ele preferia solução
menos exagerada". Deputado federal CHICO ALENCAR,
líder do PSOL, jornal
O GLOBO, 18.12.06.
Salários dos parlamentares:
pela transparência, contra a hipocrisia
Renato Rabelo, presidente
do PCdoB
Dia 21 de dezembro
de 2006
O reajuste dos salários
dos parlamentares do Congresso Nacional, cujo
desfecho na noite
de ontem (20/12) adia sua resolução para a próxima
legislatura que se
inicia em fevereiro do próximo ano, tem gerado
intenso debate e
aguda luta política. De um lado, se manifestam
reações legítimas
de movimentos e entidades populares que ante os
baixos salários do
povo e das resistências que sempre se erguem para
se efetivar o aumento
real do salário mínimo emitem seus protestos.
De outro, uma vez
mais, o conservadorismo e setores da mídia turvam as
águas com a manipulação
dos fatos e dirigem seu poderio corrosivo
contra o Congresso
Nacional, que é uma das pilastras do sistema
democrático. Entram
em cena também segmentos políticos falsamente
moralistas que buscam
dividendos por meios oportunistas.
É certo que o Congresso
Nacional reflete as distorções e as mazelas
de um país de formação
capitalista dependente como o nosso, com sua
história própria,
cheio de desigualdades. É um dever, portanto, das
forças progressistas
atuarem para qualificar as instituições da
República no sentido
de desvencilhá-las dessas distorções
antidemocráticas.
A gestão da atual mesa diretora da Câmara dos
Deputados, presidida
por Aldo Rebelo, tem procurado resgatar a
credibilidade da
casa. Ele, em curto espaço de tempo, adotou um
conjunto de medidas
cuja essência moralizadora fala por si: fim da
remuneração extra
para as convocações extraordinárias; fim do voto
secreto; proibição
de contratação de parentes de deputados em cargos
de confiança da Câmara;
redução do recesso parlamentar de 90 para 55
dias e demissão de
1143 ocupantes de cargos de natureza especial (CNE),
com a posterior extinção
desses cargos.
Como as águas estão
turvas, não é fácil enxergar, mas temos a
opinião de que o
sentido da proposta inicial apresentada pelas mesas
das duas casas do
Congresso Nacional de equiparar a remuneração dos
integrantes do Legislativo
com a remuneração dos ministros do STF é
de dar transparência
aos salários dos parlamentares, definindo
critério explicito
e separando-o dos expedientes dos salários
paralelos auferidos.
É claro que a proposta como veio - a
equiparação de uma
só vez, com o aumento de 91% - dificultou o
entendimento de seu
significado e abriu o flanco para as manipulações
de setores da mídia
e do conservadorismo. Por isso que em nota
pública, a Comissão
Política Nacional do PCdoB, sublinhou sua
opinião de que embora
considere correto a equiparação em torno de um
teto estabelecido
para todos os poderes, o partido julga que ela deva se
efetivar por etapas
e não de uma vez só como foi originalmente
proposta.
Defendemos essa opinião
porque os comunistas se opõem à hipocrisia e
defendem que o povo
não pode ser enganado e deve saber com
transparência quanto
recebem os seus representantes no Legislativo.
Atualmente, há um
faz de conta. Ao povo se diz que o parlamentar
nominalmente ganha
tanto, mas o presente debate escancarou que além do
ganho nominal há
vários penduricalhos, como exemplo o 14º e o 15º
salários, além da
chamada verba indenizatória.
A gestão do presidente
da Câmara, Aldo Rebelo, conforme já citamos,
havia adotado uma
série de medidas moralizantes para cortar, digamos
assim, "essa
porção de galhos ocultos" dos salários, como o
pagamento das convocações
extraordinárias, para citar apenas um
exemplo. Ao defender
a equiparação, ele propôs acabar com esses tais
14º e 15º salários
e quanto à verba indenizatória, no mínimo, que
sobre ela venha recair
medidas saneadoras e de controle como a
publicação obrigatória
na Internet de sua utilização pelos
gabinetes parlamentares.
Sinceramente, não
vi por parte de nenhum moralizador gritaria contra
esses "galhos
ocultos" que escondem do povo a remuneração verdadeira
dos parlamentares
e a defesa das medidas saneadoras que já vinham
sendo tomadas. E
isso, não tem outro nome senão hipocrisia. O PCdoB
é partidário da verdade
e da transparência sobretudo na gestão dos
bens públicos. Que
os salários, não apenas dos parlamentares, mas de
todos os ocupantes
de funções do Estado brasileiro, tenham um teto
explicito para eliminar
os super-salários e venham à luz tal e qual
são, sem maquiagens,
sem penduricalhos e condizentes com a carreira e
suas responsabilidades.
Por fim, quero ressaltar
o que afirmamos no topo desse texto: a
legitimidade e a
"justa ira" com as quais lideranças e entidades do
povo se manifestaram
ao longo desse debate. Não se pode ante o
sofrimento de nossa
gente aceitar medidas que aumente o fosso da
desigualdade social.
Mas, não podemos nos curvar às manipulações.
O PCdoB por suas
responsabilidades tem que opinar sobre os salários dos
parlamentares. Contudo,
sem falsa modéstia, mas com autoridade
histórica de 85 anos,
proclamamos que o nosso interesse, nosso
compromisso maior
é com a luta pelos direitos dos trabalhadores e da
geração de condições
para o aumento real dos seus salários,
sobretudo do salário
mínimo.
Renato Rabelo é o
presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
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