Muito inacreditavelmente, desde o debate da Frente Impopular tudo
está sendo deturpado em relação à participação do CCM (Conselho Comunitário
de Marica), com suas dezenas de filiados dentre as mais diversas entidades
da sociedade civil organizada do município.
O capitão da Frente, Quaquá, decididamente resolveu endoidar de vez,
senão vejamos: em sua preleção sobre as “benesses” do malfadado projeto
do resort/etc na Restinga/APA mandou ver o texto de que, “como o atual
prefeito da cidade vinha falando que a oposição era contra o desenvolvimento
e o progresso por estar contra o projeto do resort, que ele (Quaquá
estava ali para defender também o projeto e mostrar que não era contra
o desenvolvimento e o progresso da cidade”. Depois de ter-me inscrito
e, por isso mesmo ter sido chamada ao palco, falei rebatendo os participantes
anteriores que tinham alegado apenas o que consideravam o lado “bom”
da coisa.
Para começar, disse que estava ali, não interessada em partidos políticos,
mas como ambientalista e preocupada com as idéias dos candidatos.
Falei então sobre a duvidosa oferta de empregos que seria oferecida
pelo resort, uma vez que seriam apenas empregos de faxina ou coisa
parecida, enquanto que o Comperj (Pólo Petroquímico) teria realmente
uma oferta imensa de empregos técnicos bem melhor remunerados, inclusive
com cursos profissionalizantes, e também o Pólo Industrial de Marica,
em Ubatiba, que também deverá oferecer um grande número de vagas técnicas,
apesar de ambos os Pólos também tinham lados negativos, mas não ao
preço da devastação final da Restinga/APA.
Falei também sobre o comportamento “de colonizadores” dos espanhóis
e portugueses em nossa terra desde o descobrimento (quando por estas
bandas chegaram, fizeram o que bem quiseram, tomaram nossas riquezas
e destruíram o que bem entenderam) até hoje, quando este mesmo povo
“colonizador” chega fechando com cancelas duas RJs (as três cancelas
colocadas em Zacarias, São José e Pontal de Itaipuaçu), tão inadmissível
quanto colocar cancelar na RJ-106, a nossa rodovia, por exemplo, entre
tantos outros desrespeitos às leis deste país. Da enganação deste
projeto em falar que era sustentável, quando o que se vê no DVD (que
infelizmente não pode ser mostrado por não haver aparelhagem própria
para passá-lo para os presentes) e livreto trazido da Europa apresentando
o resort mostram claramente que não sobraria nem uma mudinha de cacto,
bromélia, cambuim etc, nem a fauna ali existente, pois campos gigantescos
de golfe, condomínio de numerosas mansões, prédios comerciais, marinha
para mil barcos e extensas avenidas, além do resort propriamente dito
e suas delirantes ilhas, não deixariam espaço para nada mais.
Quando acabou meu tempo de palestra, virei-me para o candidato Quaquá
e disse que ele tinha me decepcionado, pois tinha se igualado ao Ricardo.
Virei-me então para o Uilton e disse-lhe que, quanto a ele, nem comentários
eu tinha. O primeiro comentário foi feito dentro de um contexto, que
foi apresentado exatamente pelo próprio Quaquá quando se comparou
ao Ricardo na defesa do projeto. Quanto ao segundo comentário, talvez
apesar o próprio Uilton tenha entendido pois, se é que ele ainda se
lembra, ele é também filiado à APALMA (Associação de Preservação Ambiental
das Lagunas de Maricá) desde muito tempo (apesar de aparentemente
ter sido só um rompante passageiro, uma vez que aí está ele defendendo
a destruição da Restinga/APA. Coisa inaceitável para qualquer membro
da APALMA.
Foi então que, quando já estava no meio do caminho para a entrada
do salão que o “digníssimo” Quaquá resolver rodar a baiana e deu um
verdadeiro piti lá do palco, me acusando de desrespeitá-lo, coisa
que absolutamente não fiz. Quando lhe respondi isso, veio com o argumento
mais doido ainda de que aquele debate era só para correligionários
da Frente, no que respondi que como ambientalista e eleitora tinha
todo o direito de questionar suas colocações. Foi quando, pra terminar
a seqüência de ataques histéricos, gritou que nós ambientalistas e
nossas ongs estávamos usando os pescadores de Zacarias. Foi então
que os próprios pescadores protestaram dizendo que quem tinha se utilizado
deles tinha sido o próprio Quaquá.
Com esta, retirei-me para tomar um pouco de ar e rir da situação doidivanas
que o próprio Quaquá se meteu. Devo dizer que, pela minha análise,
a grande responsável pelo ataque histérico dele foi o fato de vários
representantes de entidades maricaenses terem aparecido em seu “debate”que
deveria ser unilateral e terem se inscrito para contestar as afirmações
feitas por ele e seus correligionários. E a gota d’água foi quando
mostrei-lhe o ridículo de, depois de ter falado que defenderia a APA/Restinga,
estar se igualando a Ricardo, outro que, há muitos anos atrás também
tinha se filiado à APALMA (incrível a coerência de nossos políticos).
Depois de ter falado tanta besteira e dos pitis todos, ainda acabou
levando um suave mas firme pito de outra ambientalista, quando ela
disse que todos os candidatos deveriam ter assessoria técnica para
falarem com propriedade a respeito de assuntos sérios dos quais não
tinham tanta intimidade e conhecimento. Pois agora, dois dias depois,
o ensandecido, não contente com o triste papel que protagonizou, vem
a público com recadinhos desaforados e totalmente incoerentes, ilógicos
e manipuladores, deturpar toda a besteirada adolescente (que coisa
feia, com esta idade...) que promoveu, tentando mostrar sua visão
totalmente vesga do que ele gostaria que tivesse realmente acontecido.
Lamentável. Parece que temos um doido à solta. E irresponsável totalmente
em suas deturpações da realidade. Assim como foi irresponsavelmente
deturpada toda a sua apresentação em defesa do projeto do resort.
Deus nos livre do todo o Mal!!!? |