26/01/2007
Recebido por mail   de  Luiz da Silva Mattos
Rodeio: Espetáculo sadomasoquista

 

Em nossas reflexões quanto ao artigo publicado em 24 de janeiro, sob a égide e o impulso de publicações anteriores, observamos que o mesmo poderia ser usado politicamente, de forma maldosa e prejudicial. Até mesmo com o intuito de denegrir vultos de importância consagrada pelo trabalho e dedicação, em verdadeiro sacerdócio à causa humana e ao bem-estar da fauna e da flora em harmonia do ecossistema.

Todavia, trata-se de um evento bem aceito e considerado saudável, não existindo qualquer impedimento legal que embargue a sua realização. Tanto é que acontece em Barretos, e graças ao calendário do rodeio, tornou-se uma das cidades mais conhecidas do Estado de São Paulo, onde comparecem turistas de todos os lugares do País e muitos estrangeiros. É verdade também que a cidade paulista sede de a mundialmente famosa e reconhecida Festa do Peão Boiadeiro, realizada e promovida tradicionalmente pelo Clube dos Independentes de Barretos, apesar atrair grande parte da população, tem recebido duras críticas de grupos de direitos e proteção animais com sérias denúncias de sofrimento nos métodos empregados no rodeio. Em contrapartida, há pouco tempo, tivemos o tema do rodeio explorado e focalizado em horário nobre, na novela levada ao ar pelo canal da rede Globo de Televisão, não havendo qualquer manifestação do Conselho de Medicina Veterinária, de entidades de defesa ambiental, política ou religiosa; tampouco o Ministério Público se pronunciou. Todos se calaram frente à Globo.

Destarte, no artigo publicado anteriormente, criticamos o aparato que a Prefeitura montou com o apoio de diversas autoridades. O sabemos que foi de boa-fé, devida à preocupação do Chefe Maior do Município, o nosso digno Prefeito e o ilustre vice, hoje Deputado Estadual, que estenderam tal preocupação aos nossos honrados parlamentares, secretários do Município, autoridades civis e militares, a fim de que não houvesse distúrbios ou transtornos ao ir e vir da população fixa e rotativa. Nem mesmo qualquer ocorrência delituosa ou danosa à integridade física ou psicológica às pessoas e muito menos lesivas ao patrimônio público, época em acontecem os excessos devido ao alcoolismo, drogas em geral e práticas de vandalismo, terrorismo e vinganças pessoais. E com toda a certeza o evento foi um sucesso!

O Senhor Prefeito que muito ama e se identifica com o nosso Povo; no melhor de seus propósitos e tão inocente quanto o seu staff, desconhecia os métodos de tortura e sofrimento aplicados aos animais. Buscou a melhor qualidade e segura diversão, não só à População de Maricá, mas o grande número de pessoas que lá chegariam, além de as divisas financeiras que aportariam à Cidade.

Mas não vamos chorar o restante do leite derramado. O que passou, passou e como tudo, a efemeridade da vida. O que desejamos é apresentar crítica construtiva à guisa de conhecimento ao Povo, às autoridades civis e militares, até mesmo que busquem junto às universidades, aos veterinários, aos pesquisadores, às Ong, à SUIPA e demais detentores de conhecimento sobre o assunto, levando-o ao debate honesto e consciencioso, não só restrito a Maricá, mas a nível de Brasil, do Parlamento Nacional, da Presidência da República e do Conselho Nacional de Justiça.

No momento queremos mostrar segundo o que apuramos e gerar a formação de opinião honesta e o início desse debate, ainda que restrito à nossa pequena comunidade de Maricá. Vejam:

 levando-o ao debate honesto e conciencioso, nre o assuntoa Prefeitura montou com o apoio de diversas autoridades, sabemos que  

O clima de festança é previamente preparado com a prefeitura e as autoridades responsáveis pela segurança. A arena, as arquibancadas e a masmorra.

Um comércio dedicado ao evento se instala, oferecendo refeição variada que vai da pipoca à maçã do amor. São barracas de alimentação rápida e imediata, do pão com qualquer coisa ao churrasquinho no palito; da comida a quilo ao rodízio de churrasco.  Água, refrigerantes, bebidas diversas e outras coisas que “rolam” (misérias do fundo do poço).  O sistema de som é possante e o locutor preparado ao espetáculo. No palco se apresentam os grupos e atrações sertanejas: forró, moda de viola, contador piadas, “causos e causos” da vida campestre. Homens, mulheres, jovens e crianças circulam com suas roupas coloridas, botas e chapelões para todos os gostos e poder aquisitivo.

Mas onde estão os gaúchos com suas bombachas, a cuia e a bomba do chimarrão, trajados tipicamente à moda dos Pampas com sua Tropilha Crioula e o Gado Xucro? Vieram os bravos vaqueiros do Pantanal a tocar os seus berrantes? Por que não vieram os outros bravos vaqueiros em trajes típicos feitos de couro, qual armadura a proteger o corpo de pedras e espinhos que mais parecem lanças a desfiar os bravos, “antes de tudo um forte”, os nordestinos que vivem nas caatingas, no semi-árido do sertão, rogando a deus por gotas de chuva e seus bois alimentados pelo Mandacaru? Mas onde estão os grupos de alpercatas: sandálias sem salto que se prende ao pé por tiras de couro ou de pano e chapéu-de-couro de boiadeiro? Não se ouve o forró de pé de serra? O Baião, o Xote (importado da Hungria) a sanfona, o zabumba (a zambumba) e o triângulo; os repentistas, o nosso saudoso Lua, o Luiz Gonzaga e outros poetas cantadores que ainda cantam o poema Asa Branca?  

O cenário não é brasileiro e nada tem Haver com as nossas tradições achincalhadas pelos jovens que não foram levados a aplaudir o que é nosso, o que é do Brasil. Há muito tempo vem faltando matéria prima feita de patriotismo, de amor à Natureza, à Terra e aos Símbolos Nacionais. Com pesar assistimos a eventos, cuja abertura se dá com o Hino Nacional Brasileiro, contudo observam-se “brasileiros” em posição e/ou atitudes desrespeitosas, outros somente ouvem sem cantar porque não sabem. A situação piora quanto ao maior dos nossos símbolos, o Pavilhão nacional, a Bandeira Nacional, ao Hino à Bandeira, ao Hino da Independência.  É verdade! No Brasil falta BRASILEIRO. Temos, sim, uma mistura de tudo que deu nada, mas sobram espertalhões individualista, hipócritas e demagogos. Sobram oportunistas, apátridas de índole, mau-caráter, Judas e mercenários vendilhões da Pátria.

O cenário é aquele imposto pelos espoliadores intervencionistas ao longo dos últimos 60 anos e aceito por mercenários ou covardes que sempre estiveram e ainda estão a serviço de outras potências. Como já vimos, por determinação de empresários “brasileiros”, governos e multinacionais fabricantes de automóveis e caminhões, sepultaram as ferrovias, as fábricas, a indústria naval brasileira e o transporte marítimo, outrora pujante. Sobrou o desemprego e a miséria; a produção em série de marginalidade fabricada por não ter o que comer, restando cheirar cola; uma Polícia mal-paga e sofrida que se arrisca em cada esquina e sem os direitos humanos.

O cenário é o da desfiguração do nosso idioma, substituído por nomes e termos em inglês; da pichação de Nova York exportada para os subdesenvolvidos aumentando o lucro dos fabricantes de tinta, responsáveis pelo aquecimento do planeta; do dia das bruxas que nada tem haver com o Brasil. Mas entre muitos outros, eis o cenário dos rodeios.

Nesse cenário híbrido, multicolorido de alegria e de grande festa, nos remete ao Coliseu, ao circo dos gladiadores: indivíduos que nos circos romanos combatiam com outros homens ou com feras, para o divertimento público. Só não encontramos homens escravos gladiadores, seus senhores e donos, tampouco os imperadores romanos, porém veremos que o cavalo e o boi não passam de gladiadores; presas escravizadas e submetidas a maus-tratos, torturas físicas e psicológicas na masmorra atual.

Os homens trajados nada têm haver com os nossos boiadeiros e vaqueiros, pois se vestem tais quais os “cowboys” no Texas, Estado dos E.U.A.

“Os rodeios são promovidos como exercícios de “coragem” e “valentia” da habilidade humana em conquistar as “bestas ferozes” e “indomadas” do velho Oeste. Na realidade, os rodeios não são nada mais do que uma exibição manipulada do domínio humano sobre os animais, mal disfarçado de "entretenimento". O que começou no final do século XIX como um concurso de habilidades entre “cowboys” se transformou num show motivado por ganância e lucro.”

Seqüência exibicionista

Laçar um bezerro; o corpo a corpo com um novilho; montar um cavalo e um touro sem arreios, selar um potro xucro e ordenhar uma vaca selvagem.

As “bestas ferozes” não têm nada de agressividade em seu comportamento natural. Os gladiadores de outrora foram substituídos por bezerros, pelos novilhos, pelos potros, ou mesmo um cavalo ou touro sem arreios. São animais dóceis e como os gladiadores, prisioneiros, levados na triste condição de protagonistas arredios e impacientes; considerados agressivos e temidos assassinos, devido a torturas e maus-tratos a que são submetidos antes, na masmorra dos bastidores e durante a apresentação, vítimas da crueldade humana que lhe aplicam o conhecido sedem, amarrado ao redor do corpo do animal (sobre pênis ou saco escrotal) e que é puxado com força no momento em que o animal sai à arena. Veremos ainda outras formas e instrumentos de tortura que provocam saltos e corridas desconexas, devido a angústia e a dor física aplicadas a seres irracionais, mais vivos e de grande utilidade à vida humana.

Realmente, não vai além de uma farsa, a demonstração de coragem e valentia. O que temos são verdugos cruéis e sadomasoquistas aplaudidos por uma platéia inebriada, movida por verdadeira comoção universal.

A seguir apresentamos textos retirados via Internet, da Enciclopédia Livre Wikipedia, cujo embasamento técnico e científico transcende ao nosso conhecimento:

“A posição chamada de bem-estarista tem sido propagada por alguns das mais antigas organizações de proteção animal: por exemplo a Sociedade Real pela Prevenção de Crueldades contra Animais no Reino Unido.

Com uma característica condenada como bem-estarista a Declaração Universal dos direitos dos animais foi proclamada em assembléia, pela UNESCO, em Bruxelas, no dia 27 de janeiro de 1978.” Contudo, o Brasil resolveu importar a cópia de espetáculos contrários à formação do nosso Povo.

“Os organizadores de rodeios alegam que o animal trabalha apenas por oito segundos, como se não houvesse centenas de horas de treinos não supervisionados, muitas vezes, com o mesmo animal. Eles contestam também que os animais utilizados são selvagens e que pinoteiam por índole. Caso fosse verdade o sedem não seria necessário e o animal não pararia de pular após a retirada do mesmo. E não é só, faz parte do manual de torturas, a prática e os utensílios:

Laçada de bezerro: animal de apenas 40 dias é perseguido em velocidade pelo cavaleiro, sendo laçado e derrubado ao chão. Ocorre ruptura na medula espinhal, ocasionando morte instantânea. Alguns ficam paralíticos ou sofrem rompimento parcial ou total da traquéia. O resultado de ser atirado violentamente para o chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos levando o animal a uma morte lenta e dolorosa.

Laço em dupla / team roping: dois cowboys saem em disparada, sendo que um deve laçar a cabeça do animal, e o outro as pernas traseiras. Em seguida os peões esticam o boi entre si, resultando em ligamentos e tendões  distendidos, além de músculos machucados.

Bulldog: dois cavaleiros, em velocidade, ladeiam o animal que é derrubado por um deles, segurando pelos chifres e torcendo seu pescoço.”


Ferramentas de Tortura

Agulhadas elétricas, um pedaço de madeira afiado, ungüentos cáusticos e outros dispositivos de tortura são usados para irritar e enfurecer os animais usados nos rodeios, com o objetivo de mostrar um "bom show" para a multidão.

Sedem ou sedenho: é um artefato de couro ou crina que é amarrado ao redor do corpo do animal (sobre pênis ou saco escrotal) e que é puxado com força no momento em que o animal sai à arena. Além do estímulo doloroso pode também provocar rupturas viscerais, fraturas ósseas, hemorragias subcutâneas, viscerais e internas e dependendo do tipo de manobra e do tempo em que o animal fique exposto a tais fatores, pode-se evoluir até o óbito.

Objetos pontiagudos: pregos, pedras, alfinetes e arames em forma de anzol são colocados nos sedenhos ou sob a sela do animal.

Peiteira e sino: consiste em outra corda ou faixa de couro amarrada e retesada ao redor do corpo, logo atrás da axila. O sino pendurado na peiteira constitui mais um fator estressante pelo barulho que produz à medida que o animal pula.

Esporas: às vezes pontiagudos, são aplicados pelo peão tanto na região do baixo-ventre do animal como em seu pescoço, provocando lesões e perfuração do globo ocular.

Choques elétricos e mecânicos: aplicados nas partes sensíveis do animal antes da entrada à arena.

Terebentina, pimenta e outras substâncias abrasivas: são introduzidas no corpo do animal

Golpes e marretadas: na cabeça do animal, seguido de choque elétrico, costumam produzir convulsões no animal e são o método mais usado quando o animal já está velho ou cansado.

Esses recursos que fazem o animal saltar descontroladamente, atingindo altura não condizente com sua estrutura, resultam em fratura de perna, pescoço e coluna, distensões, contusões, quedas, etc.

Segundo a Dra. Irvênia Prada, que foi por muitos anos Professora Titular da Faculdade de Medicina da USP e tendo mais de uma centena de trabalhos publicados em Anatomia Animal, ao observar as fotos dos animais em plena atividade no rodeio declarou: "os olhos dos animais mostram uma grande área arredondada, luminosa, conseqüente à dilatação de sua pupila. Na presença de luz, a pupila tende a diminuir de diâmetro (miose). Ao contrário, a dilatação da pupila (midríase) acontece na diminuição ou ausência de luz, na vigência de processo doloroso intenso e na vivência de fortes emoções (medo, pânico..) e que acompanham situações de perigo iminente, caracterizando a chamada  Síndrome de Emergência de Canon. No ambiente da arena de rodeio, o esperado seria que os animais estivessem em miose, pela presença de luz. Assim, a midríase que exibem é altamente indicativa de que estejam na vigência da citada Síndrome de Emergência, o que caracteriza o sofrimento mental."

Fazendo Frente ao Mito

Num estudo conduzido pela Humane Society of the United States, dois cavalos conhecidos pelos seus temperamentos gentis foram submetidos ao uso da cinta no flanco. Ambos pularam dando coices até a cinta sair. Então vários cavalos do circuito de rodeio foram liberados dos currais sem a cinta no flanco e não pularam nem deram coices, mostrando que o comportamento selvagem e frenético dos animais é induzido pelos cowboys e promotores dos rodeios.

O Fim da Trilha

O médico veterinário Dr. C.G. Haber, que passou 30 anos como inspetor federal de carne, trabalhou em matadouros e viu vários animais descartados de rodeios sendo vendidos para abate. Ele descreveu os animais como "tão machucados que as únicas áreas em que a pele estava ligada à carne eram cabeça, pescoço, pernas e abdome. Eu vi animais com 6 a 8 costelas quebradas à partir da coluna, muitas vezes perfurando os pulmões. Eu vi de 2 a 3 galões de sangue livre acumulado sobre a pele solta. Estes ferimentos são resultado dos animais serem laçados nos torneios de laçar novilhos ou quando são montados através de pulos nas luta de bezerros."

Os promotores de rodeio argumentam que precisam tratar seus animais bem para que eles sejam saudáveis e possam ser usados. Mas esta afirmativa é desmentida por uma declaração do Dr. T.K. Hardy, um veterinário e às vezes laçador de bezerros, feita à revista Newsweek: "Eu mantenho 30 cabeças de gado para prática, a U$200 por cabeça. Você pode aleijar três ou quatro numa tarde... É um hobby bem caro." (2) Infelizmente existe um fornecimento constante de animais descartados à disposição dos promotores de rodeios os quais tiveram seus próprios animais esgotados ou irremediavelmente feridos.

Conforme o Dr. Harber documentou,os circuitos de rodeio são apenas um desvio na estrada dos matadouros.

Escolhas e Oportunidades

Embora os cowboys de rodeio voluntariamente arrisquem-se a sofrer injúrias nos eventos em que participam, os animais que eles usam não têm esta escolha. Em 1986, no rodeio de Calgary em Alberta no Canadá, um dos maiores rodeios da América do Norte, oito cavalos foram mortos ou fatalmente feridos num acidente numa corrida de carroças. Pelo fato da velocidade ser importante em vários rodeios, o risco de acidentes é alto.

Bezerros laçados quando estão correndo a mais de 27 milhas por hora, têm seus pescoços tracionados para trás pelo laço, geralmente resultando em injúrias no pescoço e costas, contusões, ossos quebrados e hemorragias internas. Bezerros ficam paralíticos devido à lesão de coluna vertebral ou suas traquéias ficam parcialmente ou totalmente machucadas. Bezerros são usados apenas em um rodeio antes de voltarem ao rancho ou serem sacrificados devido aos ferimentos.

Os cavalos dos rodeios geralmente desenvolvem problemas de coluna devido aos repetidos golpes que sofrem. Devido ao fato de cavalos não ficarem normalmente pulando para cima e para baixo, existe também o risco de lesão das patas quando o tendão se rompe.

As regras da associação de rodeios não são eficazes na prevenção de lesões e não são cobradas com rigor, nem as multas são severas o bastante para evitar maus tratos. Por exemplo, se um bezerro é ferido num torneio, a única punição é que o laçador não poderá laçar outro animal naquele dia. Se o laçador arrastar o bezerro, ele poderá ser desclassificado. Não há regras protegendo os animais durante as provas e não há nenhum observador objetivo ou exames requisitados para determinar se um animal foi ferido num evento.

Notas:

1.Human Society of the United States, interview with C.G. Haber, DVM (Rossburg, Ohio),1979;

2."Rodeo :American Tragedy or Legalized Cruelty?" The Animals Agenda, March 1990;

3.Dr. E.J. Finocchio, DVM, Letter to Rhode Island State Legislature. Feb. 28, 1989; 
4."Rodeo Critics Call It "Legalized Cruelty", San Francisco Chronicle, June 25, 1981;
5.Lipsher, Steve, "Veterinarian Calls Rodeos Brutal to Stock" Denver Post, Jan 20, 1991;

6.Schmitz, Jon "Council Bucks Masloff’s Veto On Rodeo Bill" Pittsburgh Press, Nov27, 1990;

Fonte: SUIPA - Sociedade  União Internacional de Proteção aos Animais.

PETA - People for Ethical Treatment of Animals

 
Tradução: Luiziania de C.M. de Barros

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