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O
empreendimento residencial de luxo não terá como sustentar à quantidade
de empregos prometida, sem usar o recurso do rodízio, pois as obras
acabarão um dia. Está evidente que esse número é colocado porque
eles somam aos que sairão os que entrarão. Como brasileiros, temos
a obrigação de defender nosso patrimônio social, cultural, histórico
e ambiental e nossa soberania nacional, sendo irresponsáveis críticas
levianas e antipatrióticas em sites, maculando a imagem de nosso
povo tradicional. Chamar de favela à Comunidade de pescadores artesanais
de Zacarias, civilização secular, com sua história, sua cultura
e sua luta de resistência em defesa daquele patrimônio é no mínimo
irresponsável, além de ser um crime de discriminação contra uma
comunidade tradicional nativa de Maricá, que há muito tempo deixou
de ser “massa de manobra”, pois a prática dos conhecidos políticos
de Maricá lhes deu amadurecimento e formação para separarem “o joio
do trigo”.
Lamentável é àquele que não luta pela manutenção de seu patrimônio,
vendendo sua dignidade a promessas capitalistas de falso desenvolvimento
e emprego. Leiam o escândalo da "Operação Malaya", a “Operação moeda
verde” ou a “Operação carta marcada”. Leiam sobre as conseqüências
ocorridas e as que vêm ocorrendo nas cidades e nos países que seguem
esse modelo capitalista de ocupação nas áreas de proteção ambiental,
sobretudo sobre construções em áreas suscetíveis à erosão. Leiam
os reflexos futuros desse desenvolvimento, com a ocupação do entorno
das cidades, o empobrecimento ainda maior da população, os prejuízos
financeiros causados pela erosão e o número de vítimas conseqüentes
dessa irresponsabilidade que hoje chamam de "desenvolvimento" a
todo custo. Parem de pensar no próprio umbigo e no quanto seu terreno
e sua casa valorizarão e pensem realmente nas gerações do futuro
sim, visto que vocês provavelmente não estarão vivos para sofrer
na própria pele as conseqüências do crime que cometem hoje contra
as gerações do amanhã, aquecimento global, falta de água potável,
extermínio de nosso povo tradicional, extinção de espécimes importantíssimos
para a humanidade que mantém o equilíbrio ambiental e a sobrevivência
do homem, etc.
Senhores
leiam e estudem, mas acima de tudo vão realmente conhecer com os
olhos e coração de brasileiros, toda, eu disse TODA a área que estão
entregando ao estrangeiro, nos seus mais de 8 milhões de metros
quadrados e aí quem sabe, estarão aptos a iniciarem esse debate.
Posso até dizer: Resort sim, NA RESTINGA NÃO!
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