23/01/2007
Recebido por mail   de  Luiz da Silva Mattos
CIDADANIA AO POVO DE MARICÁ
PARTE V

Meu Povo,
ao longo dos anos a indignação, a revolta e o constrangimento tomaram conta do meu coração, e por vezes desejei tornar-me o pior dos ignorantes: o ignorante político. Mas queria ignorar tudo e a todos e cheguei a odiar a Política partidária, principalmente os políticos. Cheguei a fomentar a hipótese de conclamar os Brasileiros a NÃO VOTAR, VOTAR EM BRANCO OU A VOTAR NULO, obrigados a exercer o "direito democrático" do voto. Cheguei a iniciar o movimento do voto nulo, escrevendo, inclusive em forma de poesia:


Nasce um novo partido:  o  PVN

Feliz o ingênuo e a falta de discernimento.

Maldigo o saber.

Saber de verdades que humilham a gente

e afrontam a nossa capacidade de tolerar.

Malditas TV's Câmara, Senado e outras

que me deram a oportunidade de conhecer

nos limites de suas imagens estereotipadas

que se refletem nessas câmeras:

eminentes e ilibados;

corruptos e corruptores impunes,

sem  ética e moral, a ferir e a ultrajar.

Tráfico de influência e negócios escusos,

lavados em gabinetes esculpidos

à imagem de  queijo suíço,

bem untados de maionese,

prontos a escorregar entre as armadilhas.

Alguns, intelectualmente finos e finórios;

astutos, manhosos, espertos e veementes

no contraditório:

ladinos cientistas do mal.

Discretos e solenes; de excelência são tratados,

Levam o "dr" à vulgaridade de tratamento,

e conforme o dito:

"por fora, é bela viola, por dentro,

pão bolorento".

Tudo no Brasil é grande; fora o patriotismo.

Cada qual de per si.

Fundam-se uma igreja aqui, outra ali na esquina,

ONGs e partidos políticos,

restando ao Zé, povinho, o direito sagrado

de coação ao voto, símbolo da democracia.

Para quê e por que votar"

As instituições estão falidas

ou em estado falimentar;

O parlamento só existe a garantir felicidade

de os próprios parlamentares e seus amigos;

Brasileiros que sofrem!

Abandonado, infeliz, sem proteção;

doentes  e famintos à ausência do município,

do estado  e do governo federal,

urge: devemo-nos unir, o poder emana do povo

e em seu nome será exercido.

Conclamo, pois a este ato solene,

à fundação do partido PVN,

PARTIDO DO VOTO NULO;

Do povo ao povo, coagido a votar na farra do boi,

já cansado de ser pisado e sangrado,

depois, virar churrasco na Granja do Torto.

o Partido do Voto Nulo, que, de certo vingará o povo pacífico, quiçá

passivo, que  acreditou

e sempre pagou as contas.

O parlamento será destronado. . .

Alijado do fardo inútil, totalmente inoperante;

sem eficácia à soberania da Nação;

ineficiente aos interesses do povo

que, de há muito não é representado.

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Fomos aplaudidos por muitos, com direito à entrevistas na imprensa. Também fomos criticados. . .

Ora! O Criador nos fez com dois olhos não só para enxergar, principalmente para ver; dois ouvidos a mais do que escutar, principalmente a ouvir e uma só boca. Olhos ver. . . Ouvidos de ouvir (até mesmo o silêncio). Uma só boca a falar, pois o perigo não é o que entra; muito mais o que sai.

Então devemo-nos exercitar o pouco falar, ver e ouvir com intensidade. Dessa forma, seguindo a nossa Escola em tempos de Aprendiz, ver com olhos de águia e ouvir com os ouvidos de quem teme predadores e refletir sobre as palavras ditas pelos nossos Mestres. Nessa vida o homem em geral sente dificuldades devido ao orgulho, quiçá à inexperiência ou à deformação de caráter ou de neurônios, a rever o caminho pelo que passou, retroagindo a caminhada, observar os acertos e seus erros que são abundantes. Não é por acaso que o Grego Esôpo e o Francês La Fontaine escreveram a fábula em alusão ao peso e ao volume dos erros que o homem carrega. Todo homem (incluindo a mulher), carrega dois sacos, ficando um sob o peito e o outro às costas, muito mais cheio e pesado que o primeiro. Deve-se ao fato que no saco ao peito carrega os erros alheios que estão sempre sob o seu olhar e às suas críticas. O segundo, às costas, transbordam com os seus próprios defeitos, enganos e erros que jamais consegue vê-los. Assim, o homem sente dificuldades em reconhecer os seus erros e pedir perdão; desculpar-se pelos erros cometidos e repará-los espontaneamente, livre de medidas legais ou coercivas.

Aprendi que estava errado. Aprendi que não há sistema mais interessante e saudável que a Democracia e o Estado de direito. . .  A liberdade de pensamento, senão jamais estaria editando estas linhas. Refleti e reconheci que o VOTO NULO É ANTIPOLÍTICO; SÓ BENEFICIA OS CURRAIS ELEITORAIS OU A QUEM ESPERA POR ALGUM BENEFÍCIO OU NADA ENTENDE DE POLÍTICA. Devemos meditar e refletir qual monge e não deixar que a raiva e outros fatores negativos tomem a nossa mente, levando-nos pelo impulso.

A Democracia, contudo, é tal qual uma pedra preciosa, precisando ser polida com carinho, lealdade, amor e dedicação. Todavia, o exercício da democracia é diário, a cada momento e contínuo.

Não há uma fórmula matemática que exprima as diferenças entre as desigualdades, tornando-as iguais, contudo o tratamento aplicado deve ser igualitário. As diferenças de classes sociais e econômicas devem alimentar o sistema social, tornando-o e mantendo-o em equilíbrio. De certo, há um complexo de atividades, todas convergente ao bem-estar social, ainda que exija mais ou menos aperfeiçoamento técnico ou científico, mas todos sem exceção, devemos participar e ter acesso aos diversos níveis da escalada da vida social, confiante nos processos e nos gestores desses processos.

Certa vez, indignado com os últimos acontecimentos nacionais elaborei a Carta aberta; de um brasileiro"  De fato a enviamos ao Presidente Lula e ao Congresso Nacional, sem qualquer retorno, embora tivesse registrado o meu propósito de que fosse lida, publicada e constasse dos anais do Parlamento.

Isto posto, de um brasileiro pobre porque jamais furtou, roubou, desviou ou enganou, entretanto burro, pois acreditou no Brasil; principalmente no Brasileiro. Minha alma grita com a fome e sede de Justiça, não aceitando mais a miséria e a corrupção que campeia em nosso país. E com toda a convicção ao Presidente Lula: Dirijo-lhe esta mensagem porque fui seu eleitor: Acreditei que seríamos felizes. . .

Infelizmente no Brasil faltam brasileiros e sobram oportunistas, EX-TUDO. Até Ex-guerrilheiros, Ex-esquerda. . . Porém muito distantes de Guevara ou de um Fidel Castro e do grande e perseguido brasileiro Luiz Carlos Prestes que sofreu nas masmorras da crueldade, nas mãos de algozes torturadores, por seus ideais socialista, perseguido por ideais comunistas, contudo o maior dos socialistas,  Jesus, o  Cristo, morreu crucificado.

Será o brasileiro um Povo sem Raça, sem cidadania e sem patriotismo" Mal-formado e mal-informado" Será que o brasileiro é a miscigenação de tudo que deu NADA. Veio para ENGANAR. É covarde, pois não assume os seus erros. Serve-se da miséria humana para locupletar-se. As nossas instituições estão falidas. Poucos gargalham sobre o escombro dos deserdados. Por vezes chorei quando li certas declarações do Presidente em quem confiei seria o último reduto de patriotismo, de humanidade, de vigor, de justiça pela equidade e não a justiça draconiana; de um governo mais preocupado com a vitória do Coríntians do que a putrefação fétida que exala pelo Brasil.

Chorei em assistir a um parlamento deteriorado, composto de um grande número de deputados e senadores sem formação ética e moral; mal-educados, cínicos e sem qualquer compromisso ou responsabilidade com o povo que os elegeram e com as instituições brasileiras. Chorei com as declarações do i. ministro da mais alta Corte de Justiça, o STF, que livrou o Maluf e seu filho da cadeia, sob a alegação de constrangimento em saber que pai e filho estavam juntos nas grades e outros fatos que a televisão nos mostra. Em verdade, o que deve constranger é o menor abandonado, cheirando cola; o desemprego, a fome e a miséria; a corrupção, as fraudes, o desvio de dinheiro; o rombo dos cofres públicos; a venda direta e os leilões das riquezas do País; as injustiças da Justiça e  saber que são tais homens, pais e filhos, manipuladores milionários e muitos outros, os responsáveis pela fábrica de delinqüência e do crime organizado, eis a violência que campeia no Brasil.

Eqüidade social

Analfabeto aprende a desenhar o nome,

enquanto a criançada ruma toda feliz à escola

não para aprender; mas a matar a fome,

vil participação da engorda vil e mentirosa

de índices com que o governo nos enrola.

Famintos que subtraem pão do mercado,

Sofrem truculenta segurança; e fichados,

vão do julgamento austero à condenação,

enquanto ilibados, cultos e afortunados,

ladrões, contrabandistas e fraudadores;

enganadores; escravistas, escravagistas;

ou escravocratas, todos escravizadores;

traficantes de influência, pessoas, drogas

ou armas, os fabricantes  e responsáveis

pela multidão crescente de os deserdados,

comovem os mais eminentes magistrados

que sofrem, se virem pais e filhos,unidos,

coitados! na mesma cela trancafiados.


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A exemplo de muitos outros, deveriam estar no corredor da morte, pois são esses que passaram e muitos dos que aí estão, os responsáveis pela miséria, pelos milhares de bandidos comuns, emergentes de não ter um pedaço de pão para comer.

Aí sim, ministro e governo devem constranger-se, sabendo que milhões de brasileiros não têm o que comer, enquanto os corruptos, corruptores, fraudadores e outros adjetivos, garantem as suas defesas: são "companheiros".

Fingimos de democracia; fingimos de justiça. E a quem pertence o estado de direito" A democracia, a justiça, a cidadania, o estado de direito e muito mais existe com fartura no Brasil, porém distribuída e mantida entre os poderosos em finanças e em posições privilegiadas de instituições governamentais, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, onde se começam as injustiças contra o Povo. Parlamentares se unem em aplausos e apologia ao suborno, à falta de caráter e vergonha para absolver deputado Brant, o professor Luizinho, e outros fraudadores. Ontem Tucanos, hoje o PT; partido dos Trabalhadores" Não, trabalhador trabalha; não rouba a Nação. Trabalhador faminto é preso se roubar uma lata de salsicha. . .  O Palocci, João Paulo, Dirceu, Lulinha e Lula (esse nada sabe, nada viu), movimentam 50.000, 1.000.000, 15.000.000. . .  mas são companheiros em conluio. Como disseram os parlamentares e está gravado, são quadrilheiros indiciados pelo Procurador Geral da República.

Certo parlamentar declarou que fingia declarar as despesas reais com as eleições, enquanto o TRE"Tribunal Regional Eleitoral fingia fiscalizar. Pergunta-se qual a razão de tribunais e outros órgãos ineficazes e ineficientes" Para dar boa vida e enriquecer os seus "membros", onerando o país e o povo"  Por que, não extingui-los" No âmbito municipal, estadual e federal, desviam. . . fraudam o dinheiro público; usam caixa 2; cobram pedágio e mensalão;   sem contar o recebimento de outras verbas "lavadas" e levadas. . .  na cueca.

Comprou-se a Light, quando faltava pouco tempo a se tornar ao Brasil, sem ônus. Assinamos com a Alemanha, o contrato de aquisição de uma usina nuclear obsoleta. Onde foram parar as pedras preciosas, supostamente desviadas" O que resultou da pasta cor-de-rosa" Lembro-me ainda do "governo Sarney" quando se viu "impedido" de aplicar a lei delegada, pois não havia boi gordo nos rebanhos. Hilariante pizzaria. Saímos de um governo tucano, em que se vendeu o Brasil a preço de banana (podre), entregando o País ao FMI e aos banqueiros nacionais e internacionais.

Tínhamos medo de ser felizes e acreditamos no PT, prosseguimos aos mesmos erros e podridão do governo anterior (TUCANO). Assistimos a uma vergonha institucionalizada, vendo e ouvindo senadores e deputados em seus debates, a classificar o governo, o PT e seus aliados de uma única quadrilha. Disseram ainda, que o Judiciário submeteu-se, aliando-se ao governo Lula. Jamais assistimos tamanha falta de disciplina, vergonha, ética, moral e respeito. Aceitem, pois, a nossa sugestão, leiam, exercitem, pratiquem no cotidiano o legado do meu irmão Rui Barbosa Oração aos Moços, adotando-o, o seu texto de cabeceira.

lsmattos