22/02/2007
Recebido por mail   de  Luiz da Silva Mattos
Quem fabrica os delinqüentes no Brasil?

 

Há muitos anos que já se perdem nas brumas dos meus pensamentos, ouvi um brasileiro, de cujo nome não estou certo, profetizou dizendo que o grande risco aconteceria quando a favela descesse ao asfalto.  Os anos passaram e nenhum “Brasileiro”, governante Presidente da República, Governador ou Prefeito; Parlamentar e outros, a preocupação. Jamais houve dedicação honesta em face da declaração. O resultado se estampa diariamente no noticiário.

Há tempos, em Brasília os chamados de “jovens” resolveram “brincar” botando FOGO NO ÍNDIO. E daí? Eram “jovens”? e ricos, filhos de gente importante.

Em 9 de março de 2005, na Cidade de Pelotas, Rio grande do Sul, outra ocorrência cruel, covarde e sádica, cuja reportagem está na íntegra:  http://www.orkut.com/commMsgs.aspx?cmm=1777763&tid=11506470.

Prendam os assassinos da Preta!**

Preta era uma cadela de rua, que foi amarrada por “jovens”? ao pára-choque de um veículo e arrastada por mais de cinco quadras.
"Pedaços do animal e dos filhotes que nasceriam em um mês, ficaram espalhados pelo asfalto." Grifei.

O tempo passou e várias ocorrências trágicas. . . O código penal ultrapassado, apenas ladrões de galinha sendo presos. Os pobres sofrendo as barbáries dos monstros envelhecidos em suas faixas etárias.

Porém, é sabido que enquanto e apenas irracionais ou pobres estiverem morrendo, nada precisa ser feito. É o exemplo da conhecida e popularmente chamada “paralisia infantil”, poliomielite: Fora combatida e erradicada porque atacava, também aos ricos e importantes da Nação.

Sepultaram as ferrovias, a Marinha Mercante, a Indústria Naval, a Saúde e a Educação; venderam o Brasil em leilões, estão acabando com o agro-negócio e a Indústria Têxtil, sendo que no Rio de Janeiro muito antes a Fábrica Bangu e outras poderosas. Hoje, com total apoio atual do Governo dos trabalhadores arrasando o trabalhador. Enquanto isso, os escândalos de desvios, furtos, roubos e corrupção. Especialistas em pasta cor-de-rosa e comum; doleiros, marqueteiros, cuecas e churrasqueiros de plantão. Superfaturamentos e obras inacabadas, enquanto as instituições se tornam desacreditadas e em estado falimentar, incluindo o Tribunal faz-de-contas. . . mas eis que acordam quando a imprensa hiperativa traz a denúncia a público e a máquina sonolenta e emperrada ao peso da remuneração, regalias e privilégios é obrigada a executar movimentos que não levam a lugar algum.

A desmoralização é completa. Mais 04 (quatro) anos passaram regiamente regados; negativamente em desastres ao Povo. Eis que ao início de mais um, surge nova barbárie praticada com a participação de “jovens”?  .... Monstros. Câncer social, embora fabricado pelos 03 (três) poderes, cada um de per si com a sua parcela de responsabilidade que proporcionou e fez surgir o 4º (quarto) poder paralelo.

Destarte, há o apoio não às vítimas, mas ao agressor, principalmente “so demenor”, amparado pela Lei de proteção (e fortalecimento da criminalidade) da criança e do menor, sob o agasalho dos direitos des(humanos). Assim, em fevereiro de 2007, os assassinos da Preta, treinados na mesma prática com um animalzinho inofensivo e irracional, repetiram-na com um jovenzinho de 06 (seis) anos:

“Imagine sendo arrastado por um carro durante 15 minutos sobre um piso de asfalto quente. O seu corpo se chocando contra uma roda em movimento e sem a menor possibilidade de fuga?”

Lembra um filme de terror, um filme de ação, cenas de Lampião ou do Velho Oeste dos EUA, mas não é. Aconteceu nas ruas do Rio de Janeiro, em fevereiro de 2007. O menino JOÃO HÉLIO FERNANDES, de apenas 6 anos, teve sua vida tragicamente interrompida depois que o carro da família, um Corsa Sedan, foi interceptado por 3 homens, que obrigaram a mãe e a irmã do menino a saírem do carro. Quando a mãe tentava soltar o cinto de segurança e retirar o menino do banco traseiro, os bandidos arrancaram com o veículo, e o pequeno João ficou dependurado próximo à roda traseira.


Os bandidos arrastaram a criança durante 7 km, passando pelos bairros de Osvaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura, todos da zona norte. E mais passaram por um quartel do Corpo de Bombeiros e pelo Fórum, no Campinho/Cascadura. E a Polícia Civil e Militar, onde estavam? Estavam sem comunicação e sem viatura? Bem próximo há duas delegacias: uma em Madureira e outra na Cândido Benício, próximo ao Campinho. O trajeto durou cerca de 15 minutos e nenhuma guarnição da Polícia Militar foi vista ou se apresentou? E a Força Nacional de Segurança (de quê e de onde)? Durante o impiedoso trajeto, pessoas gritaram, avisaram que o menino estava pendurado, sendo arrastado, se chocando e se dilacerando, mas os bandidos ignoraram todos os avisos e respondiam com deboche: “È o nosso boneco de Judas”.

Os responsáveis pela segurança e o policiamento ostensivo deviam estar dormindo, enquanto o relação-pública, talvez já preparava as desculpas de praxe à imprensa: “O policiamento foi reforçado na área. . .”

Com muita tristeza concluo: “Se uma catástrofe na Terra acabasse com tudo, a natureza aos poucos voltaria a viver, árvores voltariam a crescer e organismos se formar. Porém se acabasse de vez com a natureza, o Homem não sobreviveria e o mundo sim acabaria!”

“O Homem é o único ser que come sem ter fome, bebe sem ter sede, fala sem ter nada pra falar e 80% dos seus atos são de destruição, desperdício e para tirar proveito dos mais fracos e indefesos em benefício da ganância, luxo e vaidade!” - (by Stefanny)

Dos fatos se depreende ainda que "A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem" (Arthur Schopenhauer).

Destarte não podemos e nem devemos esperar mais: Precisamos acabar com a prática cruel, covarde e sadomasoquista dos rodeios e das rinhas.

lsmattos