| Com a área
tomada por taboas – onde há quatro anos o próprio prefeito esteve
e se disse incapaz, inclusive de usar máquinas no local, para recuperar
os aproximadamente 90 mil m2 e nem sequer poder tirar o matagal -,
máquinas particulares estão aterrando o taboal com areia do “canal”
e obras são feitas. Surgidos há mais de 30 anos, dois campos ainda
ficavam fora das margens, mas agora são privativos e a área “ampliada”.
Quem sabe, para um complexo esportivo com “praia” particular? |
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O interessante milagre
é que, onde não pode o Poder Público fazer nada para o cidadão,
em área que é dele, gente com a devida proteção (e poder junto ao
governo), além de amparo “divino”, pode criar local de lazer exclusivo.
Com a benção governamental, inclusive se instalou uma ponte pré-moldada
para melhor acesso dos jogadores, apesar da Rua A, a 100 metros,
com moradores que pagam impostos há mais de 40 anos, ser dividida
pelo canal sem que em nenhum momento a Prefeitura se dispusesse
a instalar sequer um pontilhão. Até um posteamento de iluminação
pública foi feito, quando ruas próximas imploram por iluminação.
O amparo governamental
está se espalhando, com cercas de arame farpado, placas de propriedade
particular (Proibida a entrada), escandalosamente à beira da lagoa,
em área pública. Sem proteção ou santa a quem apelar, o cidadão
vê surgir diariamente uma área particular de campos de lazer, em
área que é de todos, para privilégio de alguns poucos. Graças ao
amparo dos governos e políticos, que deixam cada vez mais Maricá
e seu meio ambiente para lazer de quem tem dinheiro (ou santo amparo)
e pode fazer construções ao bel-prazer em qualquer área “vendida”
por meros R$ 5 mil, a natureza é violentada com aterros, retirada
de areia e construções. Diante de tanta violência, até a padroeira
fecha os olhos.
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