11/10/2007
 
Recebido por mail de Maria da Conceição Marques Porto e Santos
Calarão o “grito desesperado” da natureza, silenciando a voz de uma mulher?



Com certeza NÃO! Pois a natureza cobrará do homem do “amanhã” a omissão do homem do “presente” ao seu “grito desesperado” pedindo socorro e bom senso.

Por isso não nos intimidaremos, nem nos esconderemos, nem nos acovardaremos diante de ameaças veladas ou diretas, pois sabemos que não estamos sós! Além do Ser Supremo como guardião, estamos filiados ao CCM, e juntam-se na mesma luta a comunidade de Zacarias, associações, a população indignada dos distritos de Maricá, sindicalistas, movimentos populares , ONGs e o www.marica.com.br, que ainda acreditam que uma nova Maricá é urgente e possível sem que seja necessário entregarmos nosso patrimônio ao estrangeiro, sem que seja necessário acabarmos de “matar” o “anjo da guarda” que protege Maricá e suas famílias do risco de erosão do mar, nossa tão “amada por muitos” e “odiada por poucos” - Área de Preservação Ambiental de Maricá, nossa Restinga; patrimônio não só municipal,estadual e nacional mas também mundial, devido às riquezas naturais que contém em seu interior; ecossistema complexo formado por cordão arenoso, praia, campo de dunas, vegetação rasteira, brejo, mata de restinga, vegetação marginal de lagoa e mata de transição, com a presença de espécies de fauna e flora importantes para o equilíbrio ecológico (espinheiro maricá, orquídeas, bromélias, aves migratórias etc), e algumas delas já em risco de extinção. Na Restinga de Maricá existe a comunidade tradicional de Pescadores de Zacarias, presente há várias gerações e ainda há áreas de interesse arqueológico reconhecidas pelo IPHAN e locais de importância fundamental para aves migratórias. Por esses motivos a Restinga de Maricá deve ser regida por legislação federal e internacional e deveria ser transformada em uma Área de Preservação Permanente.

Graças a esses homens e mulheres, pesquisadores, professores, coordenadores de Universidades, acadêmicos e colaboradores nacionais e internacionais, como a Defensoria das Águas, será realizado em MARICÁ um Fórum Social da Água em conjunto com as atividades do Fórum Social Mundial, com apoio da CNBB, UFRJ, Cáritas Brasileira e organismos internacionais. Isso significa dizer que Maricá poderá se transformar em um município gerador de empregos através do social, da Pesquisa e da Ciência, do turismo ecológico e através de Projetos financiados pela própria Petrobrás, como também pelo BIRD caso protejamos sua natureza e a pesca artesanal, sem a construção do projeto imobiliário “Fazenda São Bento da Lagoa”, assim chamado o “pseudo-resort”.

Se o projeto imobiliário conseguir ser aprovado, ilegitimamente, e se qualquer ato ilegítimo for praticado pelos poderes municipais e estaduais, bem como pelos empreendedores luso-espanhóis não será um ataque apenas contra a comunidade local, mas contra todo um movimento nacional e internacional que se articula na defesa da riqueza natural da Restinga. Esse movimento de resistência, já divulgado no Brasil, agora já se estende à Europa e aos EUA pela DEFENSORIA DA ÁGUA, que responsabilizará lá fora os investidores, denunciando a ação deles inclusive nas bolsas de valores e autoridades de seus países por agressões ao meio ambiente dos países em desenvolvimento. Além disso, o caso será levado pelos movimentos sociais ao Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

Uma Restinga é um ecossistema único e, quantas existam no planeta, jamais haverá duas iguais.

Ouçam seu “grito”! Ajudem a salvar a Restinga de Maricá!

Juntem-se a nós!