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1)O Fluminense -
De olho no 'bonde da história'
Pisando a geração de
emprego, renda e desenvolvimento econômico, principalmente após
o anúncio da implantação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio
de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, as cidades do Leste Fluminense
vêm se mobilizando para não perder o "bonde da história".
A criação de pólos industriais está nos planos das prefeituras.
Muitos ainda estão no papel, mas outros já se encontram em fase
de preparação, assim como acontece em Niterói.
A transformação em
Zona Estritamente Industrial (ZEI) de uma área de 300 mil metros
quadrados, à margem da RJ-106, que liga Niterói à Região dos Lagos,
já se encontra em tramitação na Câmara dos Vereadores. O terreno,
localizado na convergência dos municípios de Niterói, São Gonçalo
e Maricá, é um dos apropriados para o funcionamento do pólo, principalmente
pela facilidade do escoamento da produção para as várias regiões
do Estado, já que a Rodovia Amaral Peixoto foi recentemente duplicada
e urbanizada.
A área é vista com
prioridade devido à valorização imobiliária. Segundo a Prefeitura
de Niterói, a região tem virado foco destas empresas e de pessoas
que procuram tranqüilidade, por se tratar de uma localidade de fácil
acesso.
O secretário adianta
que duas empresas já se demonstraram interesse em ter Niterói como
sede. Uma delas, originária da Bielorrússia, é do ramo de componentes
eletrônicos e tem proposta de ocupar um sexto da área total, cerca
de 50 mil metros quadrados.
Vantagens – A redução
tributária é um dos principais atrativos para a vinda das empresas
"O que queremos
com a criação do pólo industrial é gerar empregos. Os incentivos,
então, se baseiam nesse critério. Quanto mais empregos gerados,
maiores serão os descontos. Isso vai influenciar as empresas a empregarem
mais", esclarece Vitor Júnior.
2) O Fluminense
- São Gonçalo pode ganhar mais um batalhão da Polícia Militar
A implantação de uma
Companhia Independente na Região Oceânica de Niterói e um batalhão
em São Gonçalo são alguns dos planos que poderão ser colocadas em
prática ainda este ano pela Polícia Militar. Os projetos, criados
na administração anterior, vão passar por reavaliação e podem se
tornar viáveis se estiverem dentro das propostas operacionais da
equipe do novo comandante, coronel Ubiratan de Oliveira Ângelo.
O plano de criação
de mais um batalhão em São Gonçalo é mais viável e ganha força em
função da proximidade da data de extinção de um quartel do Exército
– o 3º Batalhão de Infantaria (3º BI), em Venda da Cruz.
Para uma autoridade
da Secretaria de Segurança Pública, a idéia de criação de uma Companhia
Independente na Região Oceânica – antiga reivindicação da população
- é menos provável de se tornar realidade no primeiro semestre de
2007 se for aprovada pelo Estado-Maior da PM. A atual onda de ataques
supostamente comandados por traficantes no Grande Rio e a organização
da segurança dos Jogos Pan-Americanos são as prioridades.
O projeto em tramitação
no Estado-Maior da PM é que a Região Oceânica – onde existem cerca
de 80 mil habitantes - tenha uma companhia Independente em uma área
de Itaipu. Além de desafogar o trabalho operacional do 12º BPM (Niterói),
também responsável pelo policiamento ostensivo em Maricá, esse plano
serviria também para corrigir um crônico problema – a falta de uma
unidade maior para abrigar os PMs. O projeto de construção da sede
no Cafubá não saiu do papel.
3) O Fluminense
- Construção de corredor viário deve começar neste semestre
As dúvidas em torno
do lançamento do edital de licitação para as obras do corredor viário
da Alameda São Boaventura, no Fonseca, parecem estar perto do fim.
Em reunião no dia 03/01/06, na Secretaria Estadual de Transportes
(Setrans), o prefeito Godofredo Pinto recebeu a garantia do ex-secretário
da pasta, Albuíno Azeredo, de que as obras começam ainda este semestre,
com a tomada da licitação em três meses. O novo secretário, Júlio
Lopes, reiterou que as intervenções na principal via de acesso dos
municípios do Leste Fluminense à Ponte Rio-Niterói está entre as
prioridades do governador Sérgio Cabral Filho. Também participaram
da reunião os secretários niteroienses Dayse Monassa (Trânsito e
Transportes), Adyr Motta Filho (Urbanismo) e Jefferson Martins (Meio
Ambiente).
A empresa vencedora
receberá verba aproximada de R$ 17 milhões – do Governo do Estado
e do Banco Mundial – e terá oito meses para concluir a construção,
informou Azeredo, que vem auxiliando Júlio Lopes neste início de
gestão. O novo secretário considerou a reunião bastante útil:
"O governador
decidiu por priorizar a construção do corredor viário da Alameda,
até porque a licitação chegou a sair, mas acabou cancelada, em função
das propostas onerosas. Avançaremos muito com uma relação mais próxima
aos municípios", disse Lopes.
Godofredo se disse
esperançoso na concretização do corredor viário.
"No que depender
o Poder Executivo municipal, o projeto já pode ser executado. Todos
os licenciamentos necessários já foram feitos", ressaltou.
O projeto prevê que
o corredor comece na Avenida Feliciano Sodré, nas proximidades do
Terminal Rodoviário Roberto Silveira, no Centro, seguindo pela Alameda
São Boaventura, no Fonseca, Zona Norte. Na Alameda, serão construídos
seis pontos de ônibus sobre o canal central da via: Nossa Senhora
das Mercês, Bairro Chic, Horto, Santo Cristo, Riodades e Getulinho.
Já na Feliciano Sodré,
serão criadas três pistas de rolamento, separadas por canteiros.
As faixas laterais ficarão exclusivas para ônibus e as centrais
para veículos de passeio e caminhões que trafegam no sentido do
Rio de Janeiro. A expectativa da Prefeitura é de que a instalação
das baias aumente em cerca de 30% a velocidade média dos veículos
que trafegam pelo principal corredor do Fonseca – que terá também
nova sinalização semafórica, priorizando o transporte coletivo,
visando a redução do tempo de viagem.
Segundo dados da Secretaria
Estadual de Transporte, trafegam diariamente pela Feliciano Sodré
917 ônibus transportando 334.399 passageiros. Já pela Alameda São
Boaventura, passam todos os dias 530 ônibus, com 112.627 pessoas.
Encontro do Conleste
Godofredo Pinto aproveitou
a reunião para convidar o secretário Julio Lopes para o encontro
de representantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento
da Região Leste Fluminense (Conleste), no próximo dia 11, em Rio
Bonito.
Na ocasião, entre outros
assuntos, os prefeitos dos 11 municípios que integram o consórcio
discutirão o projeto do Arco Rodoviário. Eles pedirão o apoio do
governo Cabral à "super-rodovia" de 145 quilômetros de
extensão, que ligaria o Porto de Sepetiba ao Trevo de Manilha. A
obra, avaliada em R$ 800 milhões, seria feita em parceria da União
com o Estado.
Representantes das
dez cidades que seriam beneficiadas argumentam que o Arco é imprescindível
para facilitar o escoamento dos insumos do Complexo Petroquímico
do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, cujas obras de terraplanagem
começam em janeiro de 2008.
A Linha 3 do Metrô
– ligando o Centro do Rio a Niterói e São Gonçalo – também foi tema
de discussão, na reunião de ontem. No entanto, o secretário Julio
Lopes disse que o projeto está em compasso de espera.
"Vamos fazer um
levantamento do histórico de tudo o que já foi feito pela Linha
3 e, a partir daí, estudaremos alternativas para sua implementação.
No momento, aguardamos o descontingenciamento das verbas por parte
do Governo Federal".
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