09/01/2007
 
Recebido por mail de Albeniz T.
COLUNA SAIBA CIDADÃO...

1)O Fluminense -  De olho no 'bonde da história'
 

Pisando a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico, principalmente após o anúncio da implantação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, as cidades do Leste Fluminense vêm se mobilizando para não perder o "bonde da história". A criação de pólos industriais está nos planos das prefeituras. Muitos ainda estão no papel, mas outros já se encontram em fase de preparação, assim como acontece em Niterói.

A transformação em Zona Estritamente Industrial (ZEI) de uma área de 300 mil metros quadrados, à margem da RJ-106, que liga Niterói à Região dos Lagos, já se encontra em tramitação na Câmara dos Vereadores. O terreno, localizado na convergência dos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá, é um dos apropriados para o funcionamento do pólo, principalmente pela facilidade do escoamento da produção para as várias regiões do Estado, já que a Rodovia Amaral Peixoto foi recentemente duplicada e urbanizada.

A área é vista com prioridade devido à valorização imobiliária. Segundo a Prefeitura de Niterói, a região tem virado foco destas empresas e de pessoas que procuram tranqüilidade, por se tratar de uma localidade de fácil acesso.

O secretário adianta que duas empresas já se demonstraram interesse em ter Niterói como sede. Uma delas, originária da Bielorrússia, é do ramo de componentes eletrônicos e tem proposta de ocupar um sexto da área total, cerca de 50 mil metros quadrados.

Vantagens – A redução tributária é um dos principais atrativos para a vinda das empresas

"O que queremos com a criação do pólo industrial é gerar empregos. Os incentivos, então, se baseiam nesse critério. Quanto mais empregos gerados, maiores serão os descontos. Isso vai influenciar as empresas a empregarem mais", esclarece Vitor Júnior.

2) O Fluminense - São Gonçalo pode ganhar mais um batalhão da Polícia Militar
 

A implantação de uma Companhia Independente na Região Oceânica de Niterói e um batalhão em São Gonçalo são alguns dos planos que poderão ser colocadas em prática ainda este ano pela Polícia Militar. Os projetos, criados na administração anterior, vão passar por reavaliação e podem se tornar viáveis se estiverem dentro das propostas operacionais da equipe do novo comandante, coronel Ubiratan de Oliveira Ângelo.

O plano de criação de mais um batalhão em São Gonçalo é mais viável e ganha força em função da proximidade da data de extinção de um quartel do Exército – o 3º Batalhão de Infantaria (3º BI), em Venda da Cruz.

Para uma autoridade da Secretaria de Segurança Pública, a idéia de criação de uma Companhia Independente na Região Oceânica – antiga reivindicação da população - é menos provável de se tornar realidade no primeiro semestre de 2007 se for aprovada pelo Estado-Maior da PM. A atual onda de ataques supostamente comandados por traficantes no Grande Rio e a organização da segurança dos Jogos Pan-Americanos são as prioridades.

O projeto em tramitação no Estado-Maior da PM é que a Região Oceânica – onde existem cerca de 80 mil habitantes - tenha uma companhia Independente em uma área de Itaipu. Além de desafogar o trabalho operacional do 12º BPM (Niterói), também responsável pelo policiamento ostensivo em Maricá, esse plano serviria também para corrigir um crônico problema – a falta de uma unidade maior para abrigar os PMs. O projeto de construção da sede no Cafubá não saiu do papel.

3) O Fluminense - Construção de corredor viário deve começar neste semestre
 

As dúvidas em torno do lançamento do edital de licitação para as obras do corredor viário da Alameda São Boaventura, no Fonseca, parecem estar perto do fim. Em reunião no dia 03/01/06, na Secretaria Estadual de Transportes (Setrans), o prefeito Godofredo Pinto recebeu a garantia do ex-secretário da pasta, Albuíno Azeredo, de que as obras começam ainda este semestre, com a tomada da licitação em três meses. O novo secretário, Júlio Lopes, reiterou que as intervenções na principal via de acesso dos municípios do Leste Fluminense à Ponte Rio-Niterói está entre as prioridades do governador Sérgio Cabral Filho. Também participaram da reunião os secretários niteroienses Dayse Monassa (Trânsito e Transportes), Adyr Motta Filho (Urbanismo) e Jefferson Martins (Meio Ambiente).

A empresa vencedora receberá verba aproximada de R$ 17 milhões – do Governo do Estado e do Banco Mundial – e terá oito meses para concluir a construção, informou Azeredo, que vem auxiliando Júlio Lopes neste início de gestão. O novo secretário considerou a reunião bastante útil:

"O governador decidiu por priorizar a construção do corredor viário da Alameda, até porque a licitação chegou a sair, mas acabou cancelada, em função das propostas onerosas. Avançaremos muito com uma relação mais próxima aos municípios", disse Lopes.

Godofredo se disse esperançoso na concretização do corredor viário.

"No que depender o Poder Executivo municipal, o projeto já pode ser executado. Todos os licenciamentos necessários já foram feitos", ressaltou.

O projeto prevê que o corredor comece na Avenida Feliciano Sodré, nas proximidades do Terminal Rodoviário Roberto Silveira, no Centro, seguindo pela Alameda São Boaventura, no Fonseca, Zona Norte. Na Alameda, serão construídos seis pontos de ônibus sobre o canal central da via: Nossa Senhora das Mercês, Bairro Chic, Horto, Santo Cristo, Riodades e Getulinho.

Já na Feliciano Sodré, serão criadas três pistas de rolamento, separadas por canteiros. As faixas laterais ficarão exclusivas para ônibus e as centrais para veículos de passeio e caminhões que trafegam no sentido do Rio de Janeiro. A expectativa da Prefeitura é de que a instalação das baias aumente em cerca de 30% a velocidade média dos veículos que trafegam pelo principal corredor do Fonseca – que terá também nova sinalização semafórica, priorizando o transporte coletivo, visando a redução do tempo de viagem.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Transporte, trafegam diariamente pela Feliciano Sodré 917 ônibus transportando 334.399 passageiros. Já pela Alameda São Boaventura, passam todos os dias 530 ônibus, com 112.627 pessoas.

Encontro do Conleste

Godofredo Pinto aproveitou a reunião para convidar o secretário Julio Lopes para o encontro de representantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região Leste Fluminense (Conleste), no próximo dia 11, em Rio Bonito.

Na ocasião, entre outros assuntos, os prefeitos dos 11 municípios que integram o consórcio discutirão o projeto do Arco Rodoviário. Eles pedirão o apoio do governo Cabral à "super-rodovia" de 145 quilômetros de extensão, que ligaria o Porto de Sepetiba ao Trevo de Manilha. A obra, avaliada em R$ 800 milhões, seria feita em parceria da União com o Estado.

Representantes das dez cidades que seriam beneficiadas argumentam que o Arco é imprescindível para facilitar o escoamento dos insumos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, cujas obras de terraplanagem começam em janeiro de 2008.

A Linha 3 do Metrô – ligando o Centro do Rio a Niterói e São Gonçalo – também foi tema de discussão, na reunião de ontem. No entanto, o secretário Julio Lopes disse que o projeto está em compasso de espera.

"Vamos fazer um levantamento do histórico de tudo o que já foi feito pela Linha 3 e, a partir daí, estudaremos alternativas para sua implementação. No momento, aguardamos o descontingenciamento das verbas por parte do Governo Federal".

Atenciosamente,
T, Albeniz