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Revolução Humanitária
Sou Mattos com dois tês juntos, amigo fraterno d’um tê.
E de você solitário;
Livre e de bons costumes;
“adogmático”; sem fanatismo, humano e humanitário.
A Cruz como arma, a pedra de toque e o óleo ungido do velho Hermon.
Estou pronto à Revolução, pois revolucionário nasci, assim o sou.
A começar por Inoã, logo estarei a pronto, ao Povo das cercanias,
em
laços estreitos e fraternos
ao resgate da esquecida Itaipuaçu;
atentai amadas e fraternas amigas, as Rabinas, a Paz sobre vós!
Shalom Aleichem! Shavuatov! (Uma semana abençoada!).
São José, o começo, pois foi lá onde tudo começou!
Proteja-me sob o manto, guiado pelo seu cajado, Imbassaí;
Nossa Senhora que nos ampare,
Quero com todo o respeito e genuflexo, invadir a Matriz do Amparo!
Chegarei bem de mansinho. . .
Hei de encontrar-me pastor no Cordeirinho.
Quero invadir institutos e instituições!
Quero invadir bibliotecas e a Prefeitura;
Quero invadir a Câmara, Gabinetes e Secretarias;
Quero invadir as praças, o público e os lares; hospitais, asilos
e
escolas;
Quero invadir os botecos de esquina... Ah! Também sambas e pagodes;
Quero invadir seus vales e serranias, até mesmo a lagoa e suas
praias;
Quero invadir Igrejas e Templos que semeiam a paz em nossa Terra;
Quero invadir Kardecistas, Umbandistas, Barracões Nagôs e Yorubas!
Quero invadir espaços Esotéricos; tendas Ciganas e de Magias;
Quero invadir e sacudir tudo e todos. . .
O espírito e o coração dessa gente, talvez cansado, incompreendido;
indesejado, mas a semente germinará.
Estarei gratificado à sombra fresca da Felicidade de ver você feliz.
Finalmente, meus votos de Paz Profunda.
Um Tríplice e Fraternal Abraço.
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