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São
apenas 13 cidadãos, corajosos, que enfrentam dia a dia a doença
em Maricá. Oito deles tiveram a audácia de apelar à Justiça para
conter a violência e a tirania da máquina administrativa municipal,
que vive à larga e despreocupada, imune a tudo e a todos, abusando
do cidadão, tal qual num Reich caipira.
Nem
mesmo com a antecipação de tutela concedida pelo juiz, os oito audaciosos
cidadãos estão conseguindo as bolsas coletoras. Isto mesmo, os tais
cidadãos são ostomizados e não merecem nenhuma consideração ou respeito
algum das apelidadas “autoridades municipais”, que agora, com demonstrações
públicas de autoritarismo, até desrespeitam o Judiciário.
A
Prefeitura, a espalhar “asfalto” (não seria macadame alcatroado,
bem mais barato e que faz vista para quem não conhece?) e festas
de inauguração, prefere gastar mais em foguetório de interior do
que atender à Justiça, ou melhor, aos corajosos cidadãos. É preciso
que o ostomizado corra constantemente ao defensor público para que
a Prefeitura se digne a conceder as bolsas coletoras quando bem
desejar. Enquanto isso, os ostomizados têm que se virar para viver
mais dignamente.
O
governo municipal, que vive mamando nas tetas federais verbas para
a saúde, e viajando ao exterior às custas do dinheiro do povo para
trazer “investimentos”, mais uma vez, mostra sua cara (feia) para
o cidadão e estira a língua para a Justiça. O crime que comete contra
os ostomizados, extensivo a todo cidadão, seria caso de Polícia
se não fosse a tal imunidade, capa e abrigo para tanta violência.
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