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È
com enorme alegria que tenho observado o crescente interesse de
pessoas desta cidade pela literatura, principalmente por poesias,
o que me deixa bem feliz. Sinal de que a luta de alguns abnegados
na criação de novos espaços, não tem sido em vão. E para ajudar
mais nesta luta publico aqui, hoje, o poema, MINHA DESGRAÇA do excelente
poeta paulista, ALVARES DE AZEVEDO:
Minha
desgraça, não, não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta...
Tratar-me
como trata-se um boneco...
Não
é andar de cotovelos rotos,
Ter
duro como pedra o travesseiro...
Eu
sei...
O
mundo é um lodaçal perdido
Cujo
sol (quem mo dera!) é o dinheiro...
Minha grande desgraça, ó cândida donzela,
O
que faz que o meu peito assim blasfema,
É
ter para escrever todo um poema
E
não ter um vintém para uma vela
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