04/05/2007
Recebido por mail de Alexandre R.
Barra de Maricá

  Prezados Senhores, Bom dia.

Permito-me retornar ao assunto em tela solicitando informações.

Atenciosamente, Alexandre
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Barra de Marica

 Prezados Senhores, 

Conheci a Barra de Marica em setembro de 2005, ocasião em que aluguei uma casa na Rua 1. Foi um caso de amor fulminante ! Hoje moramos, nos finais de semana, sem exceção, numa rua perto. 

Morar num lugar único como a Barra e não se envolver em seus problemas, mesmo que morando aos finais de semana, é quase impossível. 

Acompanhar com muita preocupação a ocupação da restinga, sem entender o que está ocorrendo de fato. Observar que famílias de amigos que residem na Zacarias não sabem o seu futuro, famílias estas, algumas pelo menos, seculares na localidade. 

Não tenho ambições políticas, minha vida pessoal e profissional não permitiria, mas deixar de manifestar minha total discordância com o tema e tentar buscar informações junto às instituições Maricaenses que gozam de respeito e credibilidade, nisso eu me sinto em total direito e por isso o e-mail. 

Precisamos buscar informações junto à prefeitura, não podemos deixar que usurpem uma área majestosa como a restinga, classificada como área de preservação ambiental. 

O progresso deve sempre ser bem vindo, mas de forma a não macular a nossa natureza. Imagino, ainda mais, de certo que o complexo hoteleiro, se realmente for ser construído, trará mais ofertas de emprego e isso é bom... desenvolve a região, mas certamente que virá acompanhado das mazelas que padecem os grandes centros urbanos, como, prostituição, furtos, roubos, drogas....entre outras.... 

Em casa, deitado a minha redinha, por vezes me pergunto........ vamos perder esse paraíso, a tranqüilidade, a paz, o sossego, irão embora com a chegada do hotel.......famílias serão realocadas.....mas aonde.....não há pescador sem lagoa, sem mar...sem raízes...... 

Este relato tem como intuito... descobrir como, de que forma, posso conseguir me aproximar da verdade e descobrir a verdade que se dissipa numa profusão de meias verdades...... 

Grato, 

Alexandre R.