03/08/2007
 
Recebido por mail de MCM
S.O.S RESTINGA! S.O.S MARICÁ!

Mais de 200 pessoas (146 assinantes e demais ouvintes), reunidas, no dia 21 de julho, na Associação Comunitária de Cultura e Lazer dos Pescadores de Zacarias, com apoio do Sindsprev Comunitário, decidiram criar uma Campanha Nacional para combater a ‘privatização’ da restinga de Maricá, que ocupa uma área superior a 8 milhões de m2, de Barra a Itaipuaçú, e que é uma Área de Proteção Ambiental (APA). Em vídeo que ‘vende’ o resort luso-espanhol nota-se a ausência de quaisquer referências à própria restinga e aos pescadores. O projeto se divide em dois complexos; um para a construção de hotéis, cuja área é mínima, e outro que evidencia um vasto loteamento, com a construção de mansões, condomínios residenciais, conjuntos habitacionais, complexos empresarial, comercial, ancoradouros, SPA, heliporto, Palácio de Congresso, ilhas artificiais, parque náutico, etc. Tudo isso com exclusividade de acesso, demonstrando que os futuros moradores e os turistas do “resort” não vão precisar sair de lá para fazerem compras ou passearem pelo Centro de Maricá. Nota-se que os empresários do “resort” não estão preocupados com as famílias tradicionais de pescadores, nem com o desenvolvimento de Maricá. Hospital? Escola? Saneamento básico? A luta de Zacarias não é só dos pescadores; a restinga é de todo povo, de todo mundo. A ameaça à restinga é antiga. Lembramos que, alguns anos atrás, os pescadores eram perseguidos e ameaçados, até com tiros, por capangas do empresário, dito dono da região, para obrigarem pescadores a se mudar.

Esse projeto foi lançado no dia 29 de maio, em Madrid, e contou com a presença do prefeito de Marica, Ricardo Queiroz e do Presidente da Câmara Municipal Paulo Mauricio e alguns vereadores acompanhados de suas respectivas esposas. A que ponto chega a irresponsabilidade e o descompromisso com a ética: viajam com as esposas, abandonam suas obrigações com o povo e com o Município para o lançamento, na Espanha, de um projeto luso-espanhol, que ocupará uma área construída de mais de 50% dentro da Área de Proteção Ambiental (APA), dentro do município administrado e legislado por eles. A luta contra a privatização da Restinga de Maricá e a luta pela revitalização do complexo lacunar de Marica é de todos nós. Participe! Divulgando e denunciando mais esse ataque ao povo brasileiro.