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A área, considerada praia pública, no P. A. de 1994, então com 20
metros até a margem da lagoa (hoje totalmente aterrados) recebe
inclusive uma “pracinha”, onde já se fala em inaugurar, com o devido
patrocínio, uma imagem de São Pedro, padroeiro do comerciante local.
A tentativa de colocar a imagem, além de significar um "marco
de posse", é um sacrilégio, uma vez que santo algum ou mesmo
qualquer religião podem estar coniventes com agressões ecológicas
ou roubo de terras públicas.
A área de circulação
foi reduzida pelo próprio comerciante, uma vez que há mesas e bancos
de concreto, cercas baixas e plantas que tiram a circulação. Até
mesmo a última festa para a criançada, promovida por moradores na
área, foi deslocada para um pequeno trecho, porque na “terra dele”
a população não pode fazer nada. Até mesmo a tradicional queima
de fogos de final de ano foi transferida para a outra margem do
rio Cunha em meio ao taboal, porque a praia pública agora tem dono.
O prefeito Ricardo
Queiroz (engenheiro) fez tanta concessão ao comerciante, com dinheiro
público em área pública, a ponto de privilegiar seu comércio que
teve mantido calçadão coberto com mesas e bancos de cimentos armado.
Outra “sugestão” foi que o meio-fio tivesse os recortes para surgir
o estacionamento “privado” em praia pública, o que futuramente vai
acarretar mais aterramento da lagoa e da foz do rio Cunha, sem contar
que a livre circulação está seriamente comprometida apesar de constar
da Constituição, que vem sendo rasgada em pedacinhos pelo prefeito.
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