03/04/2006

MAIS UM CRIME ECOLÓGICO DE RICARDO QUEIROZ

Recebido por mail de Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br

O governo Ricardo Queiroz (PMDB) cometeu mais um crime ecológico em Maricá, na Região dos Lagos fluminense, atendendo exclusivamente um comerciante que, com um bar de um lado da rua e “pousada” assobradada, no outro lado, junto a um pavilhão para sinuca, já se tornou “dono” da beira da lagoa, onde aterra e coloca mesas de cimento a seu bel-prazer. Com a cumplicidade de políticos e instituições, que nunca tomam iniciativa de combater a sanha governamental contra a natureza, será asfaltado o final da Rua C, em Itapeba, e construído um retorno em praia pública como consta do P.A. da região (foto). Proibido pela Serla e outros órgãos de usar asfalto na orla de Araçatiba, o prefeito vai asfaltar a orla em Itapeba, abrindo um precedente que pode se estender (a pedidos) ao Parque Nancy.


A área, considerada praia pública, no P. A. de 1994, então com 20 metros até a margem da lagoa (hoje totalmente aterrados) recebe inclusive uma “pracinha”, onde já se fala em inaugurar, com o devido patrocínio, uma imagem de São Pedro, padroeiro do comerciante local. A tentativa de colocar a imagem, além de significar um "marco de posse", é um sacrilégio, uma vez que santo algum ou mesmo qualquer religião podem estar coniventes com agressões ecológicas ou roubo de terras públicas.

A área de circulação foi reduzida pelo próprio comerciante, uma vez que há mesas e bancos de concreto, cercas baixas e plantas que tiram a circulação. Até mesmo a última festa para a criançada, promovida por moradores na área, foi deslocada para um pequeno trecho, porque na “terra dele” a população não pode fazer nada. Até mesmo a tradicional queima de fogos de final de ano foi transferida para a outra margem do rio Cunha em meio ao taboal, porque a praia pública agora tem dono.

O prefeito Ricardo Queiroz (engenheiro) fez tanta concessão ao comerciante, com dinheiro público em área pública, a ponto de privilegiar seu comércio que teve mantido calçadão coberto com mesas e bancos de cimentos armado. Outra “sugestão” foi que o meio-fio tivesse os recortes para surgir o estacionamento “privado” em praia pública, o que futuramente vai acarretar mais aterramento da lagoa e da foz do rio Cunha, sem contar que a livre circulação está seriamente comprometida apesar de constar da Constituição, que vem sendo rasgada em pedacinhos pelo prefeito.