21/08/2006
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FW: CARTA DO PRIMEIRO MINISTRO DE ISRAEL AO MUNDO

  

Carta do Primeiro Ministro de Israel :

Senhores Dirigentes do Mundo, Matéria de Ben Caspit jornalista Israeli, um dos mais conhecidos aqui.

Traduzido por Miriam Niremberg, brasileira gaúcha que mora em Israel 35 anos.

 

"Senhores dirigentes do mundo,

Eu, o Primeiro Ministro de Israel, dirijo-me à vocês de Jerusalém, frente às imagens cruéis de Kana. Todo coração humano entristece com estas imagens. Não existem palavras que possam confortar nesta tragédia. Ainda assim, olhando à vocês diretamente, digo com voz firme: o estado de Israel continuará com a operação militar no Líbano.

O Exército de Defesa de Israel (IDF) continuará atacando alvos de onde são atiradas katiushas à hospitais, lares de idosos, jardins de infância em Israel. Instruí o sistema de segurança e o exército "caçar" depósitos de katiushas e locais de lançamento destas, de onde estes selvagens estão bombardeando Israel.

Não hesitamos, não nos desculpamos e não paramos. Se continuar o lançamento de katiushas de Kana à Israel continuaremos à bombardear Kana. Hoje, amanhã e depois. Aqui, lá e em todo lugar. As crianças de Kana poderiam estar dormindo agora em suas casas, sem distúrbios, se os mensageiros do diabo não tivessem se apoderado de sua terra e transformado suas vidas em inferno.

Senhores, chegou a hora de entenderem: o estado judeu não será mais espezinhado. Não possibilitaremos mais à ninguém aproveitar de centros de população para bombardear nossos cidadãos. Ninguém mais poderá esconder-se atrás de mulheres e crianças para matar nossas mulheres e crianças. Esta imoralidade acabou. Vocês podem nos condenar, nos boicotar. Vocês estão convidados à não vir nos visitar e, se necessário, pararemos de visitar seus países.

Eu sou hoje o porta voz de 6 milhões de cidadãos israelenses bombardeados, que são porta voz de 6 milhões de judeus exterminados, que foram transformados em cinzas e pó por selvagens na Europa. Nos dois casos, os responsáveis por estes atos criminosos foram barbarescos não humanos, que tinham uma simples meta: apagar a raça judia da face da terra, como disse Hitler, ou apagar o estado de Israel do mapa, como diz Ahmadinejad.

E vocês, da mesma maneira que não levaram à sério as coisas então, assim vocês às ignoram agora. Isto, meus senhores dirigentes do mundo, não acontecerá. Nunca mais. Nunca mais aguardaremos pelos bombardeios atrasados nas câmaras de gás. Nunca mais aguardaremos por uma salvação que não virá. Temos hoje uma aviação nossa. O povo de Israel pode hoje se defender de quem quer destruí-lo. Estes não poderão mais se esconder por trás de mulheres e crianças.

Todo lugar de onde forem atiradas katiushas à Israel será alvo legítimo aos nossos ataques. Isto tem que ser dito uma vez, publicamente. Vocês podem nos julgar, nos expulsar, boicotar, difamar. Nos matar? Isto não!

Há quatro meses fui eleito para Primeiro Ministro de Israel com base em meu plano de desocupar, unilateralmente, 90% de territórios, santos para o povo judeu, ocupados. Terminar com a maior parte do colonialismo e possibilitar aos palestinos um início calmo, até conseguirmos um acordo final entre os povos.

O primeiro ministro anterior, Ariel Sharon, abandonou toda a Faixa de Gaza , até a fronteira internacional, dando aos palestinos uma oportunidade de criar à eles uma nova realidade. O primeiro ministro anterior à ele, Ehud Barak, terminou com a presença contínua no Líbano e recuou o exército de Israel à fronteira internacional, possibilitando a prosperidade da terra dos cedros - progredir, estabilizar a democracia e a economia.

O que recebeu Israel em recompensa à tudo isto? Tivemos algum instante de calma? Nossa mão estendida para a paz foi retribuída? A iniciativa de Paz de Ehud Barak em Camp David trouxe à Israel uma onda de suicidas que matou mais de 1.000 cidadãos, mulheres e crianças. Não lembro de vocês tão agitados naqueles dias. Será porque não possibilitamos close-ups na TV de órgãos rasgados dos jovens e bebês? O que fazer? Aqui é assim. Não balançamos corpos ante às câmeras de TV. Nosso luto é silencioso.

Também não dançamos nos telhados vendo os corpos de nossos inimigos. Expressamos uma dor verdadeira e arrependimento. Estas são formas de conduta de nosso inimigo. Hoje eles lutam contra nos, amanhã lutarão contra vocês. Vocês já conhecem o gosto assassino deste terror. Já provaram e ainda irão provar.

A retirada de Ariel Sharon de Gaza trouxe à Israel uma chuva de mísseis às cidades tranqüilas do sul, ataques e rapto de um soldado. Desta vez também não lembro de vocês reagindo tão assustados. A retirada de Israel do Líbano traz, já 6 anos, provocações e crimes de um emissário iraniano perigoso, que tomou conta de um país inteiro, em nome do fanatismo religioso e tenta levar Israel como refém, em seu caminho à Jerusalém e de lá, à Paria e Londres.

Uma infra-estrutura enorme de terror foi construída na nossa fronteira, ameaçando nossos cidadãos, fortificando-se frente aos nossos olhos, esperando pelo momento em que o país dos Aiatollas torne-se uma potencia nuclear para fazer Israel ajoelhar-se. Não enganem-se: não nos ajoelharemos sozinhos. Vocês, dirigentes do mundo livre, esclarecido, se ajoelharão junto conosco.

Então eu hoje, aqui e agora, ponho um fim nesta marcha de hipocrisia. Não lembro de uma onda de reações como esta frente à 100 cidadãos iraquianos assassinados diariamente no Iraque. Sunitas assassinando xiitas, que assassinam sunitas, e todos matando americanos. E o mundo calado. Tenho dificuldade em lembrar uma reação parecida quando os russos apagaram vilas inteiras, queimaram cidades, para oprimir a revolta Chechenia, e quando a NATO bombardeou, durante 3 meses, Kossovo e matando civis. Vocês ficaram calados. O que temos, só nos os judeus, os poucos, perseguidos, que estimula todas as glândulas cósmicas da justiça? O que temos nós que não têm todos os outros?

Em voz alta e clara, com o olhar direto à vocês, paro hoje em sua frente, publicamente, e não para pedir desculpas. Não me retiro. Não choro. Esta luta é pela nossa liberdade. Por nossa imagem. Por nosso direito de ter uma vida normal em nossa fronteira reconhecida, legítima. Esta é também a luta de vocês. Eu rezo e acredito que entendam isto agora. Ao contrário, vocês poderão se arrepender depois. Quando já for tarde."

 

 

 

 

 

 

  Alberto Nigri

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