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José de Souza Soares
Esta semana é dedicada ao lirismo, muito especial a aquele ser
sensível que vive
no dia-a-dia sonhando e falando em versos sobre o amor, o afeto,
e a
ternura, e que acabam
sempre transformando a dor em momentos de alegria. Na
próxima sexta-feira,
dia 20, é o dia do poeta. Na maioria das cidades brasileiras,
eventos já estão
sendo programados em homenagem a este ser que olha a vida com
muito mais carinho
e romantismo.
E para marcar esta data, escolhemos um soneto do grande poeta
paraibano, Ronaldo
Cunha Lima, um dos mais inspirados da nossa literatura:
O POETA
O poeta, em seu imaginário,
esboça cenas cheias
de paisagens,
imagina caminhos
e viagens
de passos no espaço
visionário.
O real não lhe é
sempre necessário,
Quando muito, auxilia
nas montagens
dos poemas, no alcance
das miragens
além da luz do pensamento
vário.
O poeta não é um
fingidor.
O poeta é um transformador
da própria dor que
sobre si desabe.
E um grande privilégio
ele detém:
“É capaz de tirar
de onde não tem
e saber colocar onde
não cabe”
Do Livro Sal no Rosto
Editora José Olympio
2006
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