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Belezas
de Maricá
(1ª
Colocada)
(Adna Maria Ferreira de Souza)
Maricá nasceu,
Entre belas e verdes serras
Aonde o canário da terra
Livre e solto vem cantar
Aonde o sol mais dourado
Enche de cor o Espraiado
E se derrama no mar.
Maricá é,
Um lugar muito amado
Cujo destino talhado
Fora escrito na aurora
Das páginas de cada manhã
Nas curvas de cada estrada
Das vielas ensolaradas
Da simples e bela Inoã.
Maricá cresceu,
Aonde o vento é sonoro
Qualquer ruído é canoro
De tão tranqüilo que é.
Aonde a mata é mais verde
E se estende como um tapete
Nos campos de Jaconé.
Maricá fica,
Aonde o dia se esconde
Faceiro por trás do monte
Da serra do Camburí.
Entre a Pedra dos Macacos
Aquele lugar abençoado,
É São José do Imbassay.
Maricá tem,
A noite mais enfeitada
Com a lua cor de prata
Lá no monte de tocaia
O céu se borda de estrelas
E ela todinha cheia
Se mostra por cima da serra
Da Pedra de Itaocaya.
Maricá exibe
Um córrego encachoeirado
Que desce correndo o Silvado
Cantando bela canção
Dizem que lá tem amoras
Que fazem os enamorados
Se entregar sem cuidados
De corpo e de coração.
Maricá chora
Através de quedas d’água
Para afogar toda a mágoa
De quem vem aqui e quer ficar.
Quem parte leva saudade,
Quem fica, fica à vontade,
Nas quedas de Tomaz Car.
Maricá abriga,
Os pássaros na ilha Cardosa
E a gaivota formosa,
Vai os seus ovos chocar,
Bem lá naquele cantinho
Todo feito de carinho
De nome Jacareoá.
Maricá se orgulha
Do pontal da Ponta Negra
Com seu farol imponente
Com os olhos de serpente
Prontinhos para avisar,
O navegante descuidado,
Que navega desolado,
Nas ondas soltas do mar.
Maricá !
Tem um recanto pintado
Pelas mãos do Criador
Aonde o céu é mais azul
Porque foi feito com amor.
Recanto de Itaipuaçú,
A pedra do Elefante
Se ergue toda elegante
Adentrando pelo mar.
São páginas gravadas no tempo,
Cantadas aos quatro ventos,
As belezas de Maricá.
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