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Luiz Gadelha
Maripá tem melhor
qualidade de vida com flores.
A diferença de uma
letra pode significar uma grande mudança em qualquer nome.
Assim também é com
as cidades. O nome muda inteiramente, mostrando quão diferentes
são. Umas apostam em melhor nível de vida através das árvores e
das plantas, aplicam na ecologia como fonte turística de renda;
outras preferem o cimento e o asfalto, que apelidam de “cidade progressista”,
exploradora de recursos naturais, que ainda existem e sequer ligam
para eles. Não se precisa invejar o chamado Primeiro Mundo ou os
famosos jardins ingleses. Afinal qualidade de vida e flores também
fazem parte do cotidiano de muito brasileiro que vive em paraísos
nacionais.
Exemplo de cidade
tão diferente da quase homônima Maricá (RJ) em seus investimentos
ecológicos e turísticos é Maripá, município criado há 14 anos, com
6.800 habitantes, no Oeste do Paraná, a mais de 500 km de Curitiba.
A pequena cidade paranaense é um exemplo de como aproveitar seu
potencial de plantas para incrementar o turismo e melhor a qualidade
de vida dos seus habitantes. O investimento em flores e arborização
rende atualmente ao município a invejável colocação de quinto colocado
no ranking paranaense em qualidade de vida e o 49° lugar nacional.
Em setembro, promove
a Festa das Orquídeas, que resultou até no título de Cidade das
Flores. Nas ruas, todas arborizadas, as árvores são enfeitadas por
orquídeas para receber durante uma semana aproximadamente mais de
25 mil turistas. Todas as 850 árvores localizadas em calçadas, canteiros
e praças possuem um cadastro na Secretaria Municipal de Agricultura
e recebem em torno de 230 mil mudas de orquídeas, especialmente
a Dendobrium Nobile, de cor acinzentada e tons de azul. A orquídea
é considerada a flor-símbolo do município e a quantidade de cores
chama a atenção principalmente de turistas.
Conservadora da natureza,
Maripá fica colorida de flores e com os cofres públicos mais cheios
apenas com a aplicação ecológica e turística de uma administração
pública mais inteligente do que muitos governos municipais que deixam
suas belezas naturais ao Deus dará, quando não fazem de tudo para
destruir o pouco que resta.
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