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1) Trânsito: Multa:
Guarda municipal: Anulação
A
13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, por unanimidade
de votos, anulou dia 11 de outubro todas as multas de trânsito aplicadas
pela Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Segundo o relator do
processo, desembargador Ademir Pimentel, o Código de Trânsito
Brasileiro determina que as multas sejam aplicadas por agentes investidos
em cargos públicos. A Guarda Municipal, sociedade anônima
de capital fechado, chamada Empresa Municipal de Vigilância, foi
criada em março de 1993, pelo Decreto Municipal 12.000, com poder
de fiscalização do trânsito e aplicação de multas aos motoristas
infratores.
"A
lei é expressa no sentido de determinar que o indivíduo responsável
pela emissão de multa esteja investido em cargo público,
podendo vir a sofrer, inclusive, as respectivas sanções penais inerentes
ao seu exercício e os empregados da sociedade comercial chamada
Empresa Municipal de Vigilância, se beneficiando de multa, não se
enquadram na definição do Código de Trânsito Brasileiro",
considerou o desembargador Ademir Pimentel em seu voto. Ele disse
que "pode até ser celetista, mas tem que ser servidor civil".
A
decisão também determina o cancelamento das anotações efetuadas
nos prontuários dos motoristas junto ao Detran/RJ, decorrentes de
multas aplicadas pela Guarda Municipal. Os valores pagos pelos motoristas
multados terão que ser restituídos, com juros e correção monetária,
contados das respectivas cobranças. O recurso foi interposto
pelo Ministério Público contra sentença da 8ª Vara da Fazenda Pública
do Rio, onde teve origem a ação civil pública contra o Estado e
Município do Rio de Janeiro, Empresa Municipal de Vigilância, tendo
ainda como interessada no processo a Associação Brasileira de Defesa
do Consumidor da Vida e dos Direitos Civis.
TJRJ
2) Deputados eleitos
pela região sonham com prefeituras
(RESUMO
DA REPORTAGEM DE 11/10/06)
As
eleições no Rio de Janeiro só terminam no próximo dia 29, dia da
votação do segundo turno. Mas os resultados do primeiro turno, quando
foram eleitos deputados estaduais e federais, e o novo senador da
República, Francisco Dornelles (PP), já são suficientes para estimular
especulações envolvendo a sucessão municipal em 2008. Segundo o
cientista político Carlos Sávio Teixeira, muitos dos deputados eleitos,
sobretudo os estaduais, estariam almejando na verdade a prefeitura
das cidades por onde se elegeram, especialmente Niterói, que segundo
Carlos Sávio tornou-se uma "jóia cobiçada".
Os
municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá passaram a
ganhar ainda mais importância por conta do Complexo Petroquímico
da Petrobras, que começa a ser construído semana que vem. Com isso,
a disputa por estas prefeituras em 2008 promete ser acirrada, especialmente
em Niterói. Vários nomes já despontam nestes municípios.
(...)
Articulações também
nos municípios vizinhos
Nos
municípios vizinhos, apesar de a votação dos deputados eleitos os
credenciarem para disputar a sucessão municipal, a maioria prefere
a cautela. Na opinião do prefeito de Maricá, Ricardo Queiroz (PMDB),
o município não corre risco de perder seu primeiro representante
na Alerj por conta da sucessão em 2008. Ele garante que seu vice-prefeito,
Tucalo (PSC), eleito deputado estadual, não pensa em se lançar candidato
nas próximas eleições.
"O
Tucalo vai cumprir seu mandato. Caso deixe a Alerj para concorrer
a prefeito, deixará órfão todo um grupo político que ajudou a elegê-lo,
além de colocar em seu lugar um representante que Maricá não escolheu",
declarou.
(...)
O
Fluminense
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