Vários tópicos abordados sobre o retrato da política
brasileira.Infelizmente não há como se negar tanta podridão
e roubalheira.Pobre Brasil!
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From: Sandra
Subject: Política - Um livro que pode ser interessante.
Date: Fri, 4 Aug 2006 19:19:08 -0300
Por Jorge Serrão
O presidente Lula da Silva não poderá mais alegar que
nada sabia
sobre o escândalo do mensalão. Ele participou das negociações
do
esquema. A revelação está no livro “Do Golpe ao Planalto”,
escrito
por seu ex-assessor de imprensa e amigo pessoal, Ricardo
Kotscho,
que será lançado hoje em São Paulo, editado pela Companhia
das
Letras. Uma candidata ao Senado pelo estado de São Paulo
pelo
nanico PTC, Ana Prudente, que aparece com 2% nas pesquisas,
promete
usar o livro para lançar uma campanha de mobilização
nacional pelo
impeachment de Lula, em função do objetivo fato novo.
Na obra, Kotscho coloca a marca do repórter acima da
carteirinha do
partido, ao narrar a negociação do PT com o PL, que ele
presenciou
em 2002, no apartamento do ex-deputado Paulo Rocha (PA),
onde se
plantou a semente do mensalão. A negociação juntou, de
um lado,
Lula e José Dirceu, e de outro, José Alencar e Valdemar
Costa Neto,
presidente do PL. Só três anos depois, Kotscho descobriu
o móvel
principal daquela feroz discussão: R$ 10 milhões. E o
pior, é que
ele assegura que Lula estava lá, debatendo a “fixação
do preço”.
Ricardo Kotscho, que não é filiado ao Partido dos Trabalhadores,
acrescentou um pósfácio em que faz duras críticas à corrupção
no
governo. O jornalista conclui que a corrupção é um “ingrediente
trágico em nosso destino”. No livro, cujo objetivo é
narrar sua
trajetória profissional, Kotscho garante que nos seus
dois anos de
governo não teve nenhum sinal ou evidência de corrupção.
Ele narra
que, ao visitar um jornal, em janeiro de 2004, como assessor
de
imprensa do presidente, recebeu uma saraivada de críticas
ao listar
as realizações do governo Lula.
Naquele instante, Kotscho desafiou: “Vocês podem falar
o que
quiserem, mas pelo menos são obrigados a reconhecer que
neste
governo não tem corrupção”. O assessor só deu azar porque,
um mês
depois, explodiu o caso Waldomiro Diniz, que foi o estopim
de todas
as crises que atingiram o governo, com o mensalão, a
queda de José
Dirceu, o estouro da máfia dos sanguessugas, e, agora,
a ainda não
explorada Operação Mão de Obra, desbaratada pela Polícia
Federal,
que denuncia a manipulação de licitações, com um esquema
que
movimenta mais de meio bilhão de reais no com a limpeza
terceirizada dor órgãos da União.
Tanta sujeira, junto com a revelação contida no livro,
levam a
candidata a senadora pelo pequeno Partido Trabalhista
Cristão
paulista a relançar uma campanha pelo impedimento de
Lula, mesmo
próximo do período eleitoral. A candidata Ana Prudente
considera
que a declaração contida no livro de Ricardo Kotscho
é o
ingrediente final para comprovar que Lula não só sabia
desde o
começo, mas teve participação ativa na negociação com
o PL no
processo de cooptação de uma base aliada para o seu governo.
Por
isso, pretende liderar uma campanha nacional pelo impeachment
de
Lula.
Lançamento imperdível.
O lançamento do livro "Do golpe ao Planalto - Uma
vida de repórter"
(Companhia das Letras), de Ricardo Kotscho, será hoje,
a partir das
19h 30min, no Avenida Club, um bar que tem livraria,
na Avenida
Pedroso de Moraes, 1036 - Pinheiros/São Paulo).
Independentemente da polêmica que o livro venha a lançar,
irritando
os petistas na véspera da eleição, a obra de Kotscho
sempre tem
muito a ensinar, sobretudo aos jornalistas.
Ricardo Kotscho é um dos maiores repórteres brasileiros,
com
passagens marcantes pelos jornais Estado de São Paulo,
Jornal do
Brasil, Folha de São Paulo e Istoé.
Teve sua dura experiência de jornalista “chapa branca”
no governo
de seu amigo Luiz Inácio Lula da Silva - com quem se
dá desde os
tempos das greves operárias do ABC.
No livro, Kotscho revelou que, no passado, teve pressentimentos
sobre Lula no poder: O principal era que o presidente,
a vida toda
habituado a aplausos e elogios, não estivesse psicologicamente
preparado para enfrentar uma onda daquele tamanho”.
Fora, Ladrão!
O presidente Lula já pode colocar em sua agenda mais
uma
manifestação que vai tirar o sono dos integrantes de
seu governo.
Está marcado para o dia 27 de agosto, em São Paulo, mais
um grande
protesto público contra a corrupção e a classe política.
Será a “Marcha Brasil contra a Corrupção”, cujo slogan
é simples:
“Fora, Ladrão!”.
O recado, embora possa parecer, não é contra o presidente
Lula, mas
sim contra o governo do crime organizado.
O evento está sendo organizado por internautas, e promete
parar a
Avenida Paulista, no último domingo do mês de agosto,
que tem tudo
para ser o mês do desgosto para muito político envolvido
em
falcatruas com o dinheiro público.
Aguardada resposta
O Tribunal Superior Eleitoral deve responder, esta semana,
a uma
consulta feita pelo deputado federal Miro Teixeira (PDT).
O parlamentar defende a tese de que a Constituição obriga
os
Tribunais Regionais Eleitorais a impugnar os mandatos
dos eleitos
contra quem a o Ministério Público ou a Polícia tenham
recolhido
provas de corrupção.
As impugnações devem ocorrer depois da diplomação dos
eleitos, em
dezembro.
Os acusados têm amplo direito de defesa, e podem recorrer
ao
Tribunal Superior Eleitoral.
O TSE deverá decidir cada caso antes da posse dos eleitos,
em 1º de
fevereiro.
70 por cento se vendem?
Até 70% dos 513 deputados e 81 senadores são corruptíveis.
Quem garante é um especialista em corromper políticos.
O empresário Darci Vedoin, dono da Planam, soltou esta
verdade em
depoimento dado no dia 13 de julho à Justiça Federal,
em Cuiabá, no
Mato Grosso.