26/07/2006
 
Recebido por mail de Daniel Cuba dos Santos
Pós-graduado em Direito do Consumidor e
Direito Administrativo e Administração Pública
ESCRAVIDÃO LEGALIZADA

 

Uma das maiores vergonhas nacionais continua sendo a ESCRAVIDÃO. E esta se encontra em todos os setores da sociedade, sendo que, a pior delas tem sido a promovida pelas Instituições Financeiras, cujas chibatadas são as inúmeras taxas cobradas.

Para sermos bem sinceros, os Bancos hoje estão iguais à grande maioria dos órgãos públicos: dizem que fazem, mas não comprovam. Três exemplos posso citar:

1) aos ligarmos para o serviço de atendimento ao cliente, ficamos – em média – 10 (dez) min para sermos atendidos. (isso quando a ligação não cai);

2) outro é o serviço on-line. Se for para efetuarmos transações bancárias, tudo bem. Quando queremos reclamar, aí fica impossível, pois em 99,9% das vezes não conseguimos completar a reclamação; ou então aparece: ‘a página não pode ser exibida’;

3-) se optarmos por fazer a reclamação por escrito, os bancos se recusam a protocolar a 2ª via, sendo que, só o fazem, quando a mesma é enviada pelo correio e registrada.

E as arbitrariedades não param por aí: as tarifas que deveriam ser reajustadas somente uma vez por ano, são feitas duas vezes, sem prévio aviso ao cliente, ou melhor; o Banco Central diz que esse aviso é feito 30 dias antes, por meio de cartazes afixados nas agências.

Aqui tem uma agravante ainda maior: a propaganda enganosa em que os bancos incentivam seus clientes a usarem os serviços eletrônicos. Então, como os mesmos saberão desses avisos? Ora, se enviam cobrança das taxas, porquê não colocam na própria fatura/extrato esse aviso?

E mais: a Febraban se isenta de toda e qualquer responsabilidade quanto às práticas na cobrança dessas tarifas, sob a alegação de que não interfere na política de seus associados.

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