25/07/2006
 
Texto e imagem recebidos por mail de Joel L.
A NOVELA DAS MANILHAS 

 

Jardim Atlântico – Rua 6

Esta história começou no Natal de 2005. Durante a madrugada do dia 24 para 25,

houve uma chuva torrencial, como é típico acontecer no verão. Na manhã de

Natal, meus filhos acordaram e correram em direção ao enfeitado pinheiro, para

ver o que havia de presentes. Lá estavam os pacotes. “Papai Noel” não faltara.

Mas, para nossa surpresa, os presentes (assim como toda a casa), estavam

completamente encharcados. Correra um rio pelo nosso lar, enquanto dormíamos!

Não nos abatemos. Limpamos a casa, os móveis, os presentes das crianças e

fizemos o nosso tradicional almoço de Natal. Nos dias que se seguiram,

conversamos com outros moradores da rua e soubemos que poderia haver uma

solução. Os moradores da rua 5 haviam se organizado e conseguido, com o apoio

da subprefeitura do Jardim Atlântico, o manilhamento da mesma.

Buscando seguir tal exemplo, os moradores da rua 6 formalizaram um pedido na

subprefeitura do Jardim Atlântico, solicitando o manilhamento da mesma e se

dispondo a arcar com o material necessário. Na semana seguinte, lá estava, em

nossa Rua, o Superintendente Regional do Jardim Atlântico, Sr. SIDNEY, bastante

solícito, afirmando que nosso pedido seria atendido, informando a lista de

material necessário e marcando o início das obras para o mês de Abril.

Dito isso, fizemos o cálculo do material, apresentamos a planilha aos moradores

da rua, e estes prontamente colaboraram. Dinheiro arrecadado, passamos a

encomenda das manilhas, dos blocos, do cimento, do ferro, da areia. E

aguardamos...

Fevereiro, Março, Abril, e NADA.

Ligações telefônicas, correspondência com AR, idas e vindas à Subprefeitura, e

NADA.

Maio, e a simpática e educada atendente da Subprefeitura informa: “Houve

imprevistos! Mas será em Junho!”

Junho, Julho, Agosto chegando e ATÉ AGORA NADA!

O Superintendente, Sr SIDNEY, desde a reunião com os moradores, em Janeiro, que

não vejo. Acho que está vivo, porque sempre que vou até lá, as funcionárias

informam algum destino: “Está viajando”, “está em Maricá”, “está circulando nas

obras” etc. Nunca recebemos um telefonema sequer da Subprefeitura, para dar

qualquer informação. Da minha janela vejo parte do

material que nós, os moradores, compramos: uma centena de manilhas.

Sinceramente, não sei nem se o manilhamento será uma solução, caso sobrevenha

nova tempestade torrencial. Só sei que, como cidadão, sinto-me bastante

desrespeitado, desprezado, enganado,...

Acho que não é este o tratamento que um cidadão e contribuinte merece.

Insurgindo-se contra isso, só nos resta utilizar a nossa condição de eleitores.

Eu ainda não sei em quem votarei, mas em hipótese nenhuma votarei em quem trata

o cidadão com tamanha desconsideração.

O final da novela ainda não foi escrito. Aguardaremos os próximos capítulos.

Joel L.