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Jardim Atlântico – Rua 6
Esta história começou no Natal
de 2005. Durante a madrugada do dia 24 para 25,
houve uma chuva torrencial, como
é típico acontecer no verão. Na manhã de
Natal, meus filhos acordaram e
correram em direção ao enfeitado pinheiro, para
ver o que havia de presentes. Lá
estavam os pacotes. “Papai Noel” não faltara.
Mas, para nossa surpresa, os presentes
(assim como toda a casa), estavam
completamente encharcados. Correra
um rio pelo nosso lar, enquanto dormíamos!
Não nos abatemos. Limpamos a casa,
os móveis, os presentes das crianças e
fizemos o nosso tradicional almoço
de Natal. Nos dias que se seguiram,
conversamos com outros moradores
da rua e soubemos que poderia haver uma
solução. Os moradores da rua 5
haviam se organizado e conseguido, com o apoio
da subprefeitura do Jardim Atlântico,
o manilhamento da mesma.
Buscando seguir tal exemplo, os
moradores da rua 6 formalizaram um pedido na
subprefeitura do Jardim Atlântico,
solicitando o manilhamento da mesma e se
dispondo a arcar com o material
necessário. Na semana seguinte, lá estava, em
nossa Rua, o Superintendente Regional
do Jardim Atlântico, Sr. SIDNEY, bastante
solícito, afirmando que nosso pedido
seria atendido, informando a lista de
material necessário e marcando
o início das obras para o mês de Abril.
Dito isso, fizemos o cálculo do
material, apresentamos a planilha aos moradores
da rua, e estes prontamente colaboraram.
Dinheiro arrecadado, passamos a
encomenda das manilhas, dos blocos,
do cimento, do ferro, da areia. E
aguardamos...
Fevereiro, Março, Abril, e NADA.
Ligações telefônicas, correspondência
com AR, idas e vindas à Subprefeitura, e
NADA.
Maio, e a simpática e educada atendente
da Subprefeitura informa: “Houve
imprevistos! Mas será em Junho!”
Junho, Julho, Agosto chegando e
ATÉ AGORA NADA!
O Superintendente, Sr SIDNEY, desde
a reunião com os moradores, em Janeiro, que
não vejo. Acho que está vivo, porque
sempre que vou até lá, as funcionárias
informam algum destino: “Está viajando”,
“está em Maricá”, “está circulando nas
obras” etc. Nunca recebemos um
telefonema sequer da Subprefeitura, para dar
qualquer informação. Da minha janela
vejo parte do
material que nós, os moradores,
compramos: uma centena de manilhas.
Sinceramente, não sei nem se o
manilhamento será uma solução, caso sobrevenha
nova tempestade torrencial. Só
sei que, como cidadão, sinto-me bastante
desrespeitado, desprezado, enganado,...
Acho que não é este o tratamento
que um cidadão e contribuinte merece.
Insurgindo-se contra isso, só nos
resta utilizar a nossa condição de eleitores.
Eu ainda não sei em quem votarei,
mas em hipótese nenhuma votarei em quem trata
o cidadão com tamanha desconsideração.
O final da novela ainda não foi
escrito. Aguardaremos os próximos capítulos.
Joel L.
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