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A
automedicação é um hábito bem brasileiro. Entrar na farmácia e comprar
aquilo que bem entender, ou, ainda, pedir a informação, não menos
leiga, do balconista, são atitudes que podem piorar a saúde do consumidor.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, estima-se que cerca
de 12 mil casos de intoxicação ocorram por ingestão de medicamentos
ou substâncias químicas.
No
Brasil, segundo dados publicados este ano pelo jornal Folha de S.
Paulo, ela é a terceira causa por internações por alergia ou intoxicação.
Mesmo os remédios já usados anteriormente podem causar problemas
e os efeitos podem aparecer minutos ou dias depois da ingestão do
produto.
Alguns
cuidados na hora de adquirir medicamentos:
•Não
pratique automedicação, pois um simples analgésico pode produzir
um efeito inesperado;
•Observe
o prazo de validade e data de fabricação do produto na embalagem.
Não compre medicamentos com prazo vencido ou a vencer antes de terminar
a quantidade recomendada pelo médico;
•Não
compre se a embalagem estiver amassada, se o rótulo soltar facilmente
ou estiver difícil de ler;
•Verifique
se o medicamento traz no rótulo o número de registro emitido pelo
Ministério da Saúde e o nome do farmacêutico responsável;
•Bulas
reproduzidas por fotocópias (xerox) são um indicador de produto
falsificado. Não aceite remédios assim;
•A
presença de um farmacêutico responsável na farmácia é obrigatória.
Em caso de dúvida, somente ele poderá orientá-lo;
•Exija
sempre sua nota fiscal e guarde-a junto à embalagem. Em caso de
irregularidade, ela será seu comprovante;
•Os
medicamentos que trazem na embalagem uma tarja vermelha ou preta
não podem ser vendidos sem a apresentação da receita médica. A tarja
preta indica remédio de uso controlado, que representa grande perigo
se consumido de maneira incorreta;
•Em
caso de irregularidades, comunique a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária ou ao Ministério da Saúde.
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