08/03/2006
Recebido por mail de migueljorgems@globo.com
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

        Embora não concorde plenamente com o que está escrito, isso vai levantar polêmica, esse dia merece bem mais que parabéns, não é?

Repassando...

08/03/2006

Por isso não provoque

Parabéns a todas as mulheres do mundo. Não só as de nascença, mas as de

presença: travestis, transexuais, transamazônicas, transformistas, transversais,

transgêneras, transgênicas e hortifrutigranjeiras. Acompanho as conquistas

do setor feminino desde Narjara Tureta em Malu Mulher. Também vi de perto

o fortalecimento do sexo frágil nos programas de TV, de Clodovil a Marta

Suplicy, passando por Marilia Gabi Gabriela e Ofélia e sua cozinha maravilhosa

(minha mãe jamais acertou uma receita, mas graças a ela descobri o poder

dos congelados). Em comum, todas reivindicam independência, liberdade de

expressão, direitos iguais e uma diarista medonha que não desse em cima

de seus maridos enquanto elas partiam para a sonhada jornada de trabalho

mal remunerado.

Pois bem, graças aos conselhos sexuais, gastronômicos, econômicos e fashion

vindo dos estúdios, as mulheres conseguiram demarcar seu espaço no mundo

dos homens. E não aproveitaram nada. Veja só o que algumas delas fizeram

com tanta liberdade de expressão: ficaram loiras, colocaram silicone, namoraram

e engravidaram de jogadores de futebol, inventaram o termo nu artístico

para justificar a compra de apartamento com cachê da Playboy e conseguiram

uma vaga de motorista na empresa municipal de ônibus de sua cidade, o que

aumentou sensivelmente o índice de acidente naquela ruazinha de terra batida

que você jamais pensou tornar-se conhecida como expresso do terror.

Graças as mulheres modernas, hoje temos imensa dificuldade em distinguir

quem é operada ou quem é autenticada. No Oriente, elas se cobrem demais

e no Ocidente elas se cobrem de menos. Difícil encontrar o meio termo e

enquanto isso vemos a proliferação de uma moda bizarra. Para quem pensou

que nada pior poderia aparecer depois da calça baggy da Philipe Martin,

eis que surgem novidades como tamancos de acrílico, tops bordados com sivarowisk

e as malditas escovas progressivas.

Mas ainda assim a mulher moderna progrediu, explodiu, eclodiu e se expandiu

a ponto de assumir, numa boa, que seu namorado sumiu com a melhor amiga.

Queremos a volta das morenas, das cacheadas, das básicas, das rechonchudas,

da Cristina Franco, da Elida Lastorina e da Lídia Brondi. Hoje, nesta data

querida, sugiro repetir o gesto das feministas de queimar alguma peça íntima

de seu guarda-roupa. Marido também vale. Mas que tal começar com suas mochilinhas

Victor Hugo e as calças jeans com franjas?

Brasil mostra a tua cara...

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Miguel Jorge

Ass.Político