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Embora
não concorde plenamente com o que está escrito, isso vai levantar
polêmica, esse dia merece bem mais que parabéns, não é?
Repassando...
08/03/2006
Por isso não provoque
Parabéns a todas as mulheres do mundo. Não só as de nascença, mas
as de
presença: travestis, transexuais, transamazônicas, transformistas,
transversais,
transgêneras, transgênicas e hortifrutigranjeiras. Acompanho as
conquistas
do setor feminino desde Narjara Tureta em Malu Mulher. Também vi
de perto
o fortalecimento do sexo frágil nos programas de TV, de Clodovil
a Marta
Suplicy, passando por Marilia Gabi Gabriela e Ofélia e sua cozinha
maravilhosa
(minha mãe jamais acertou uma receita, mas graças a ela descobri
o poder
dos congelados). Em comum, todas reivindicam independência, liberdade
de
expressão, direitos iguais e uma diarista medonha que não desse
em cima
de seus maridos enquanto elas partiam para a sonhada jornada de
trabalho
mal remunerado.
Pois bem, graças aos conselhos sexuais, gastronômicos, econômicos
e fashion
vindo dos estúdios, as mulheres conseguiram demarcar seu espaço
no mundo
dos homens. E não aproveitaram nada. Veja só o que algumas delas
fizeram
com tanta liberdade de expressão: ficaram loiras, colocaram silicone,
namoraram
e engravidaram de jogadores de futebol, inventaram o termo nu artístico
para justificar a compra de apartamento com cachê da Playboy e
conseguiram
uma vaga de motorista na empresa municipal de ônibus de sua cidade,
o que
aumentou sensivelmente o índice de acidente naquela ruazinha de
terra batida
que você jamais pensou tornar-se conhecida como expresso do terror.
Graças as mulheres modernas, hoje temos imensa dificuldade em distinguir
quem é operada ou quem é autenticada. No Oriente, elas se cobrem
demais
e no Ocidente elas se cobrem de menos. Difícil encontrar o meio
termo e
enquanto isso vemos a proliferação de uma moda bizarra. Para quem
pensou
que nada pior poderia aparecer depois da calça baggy da Philipe
Martin,
eis que surgem novidades como tamancos de acrílico, tops bordados
com sivarowisk
e as malditas escovas progressivas.
Mas ainda assim a mulher moderna progrediu, explodiu, eclodiu e
se expandiu
a ponto de assumir, numa boa, que seu namorado sumiu com a melhor
amiga.
Queremos a volta das morenas, das cacheadas, das básicas, das rechonchudas,
da Cristina Franco, da Elida Lastorina e da Lídia Brondi. Hoje,
nesta data
querida, sugiro repetir o gesto das feministas de queimar alguma
peça íntima
de seu guarda-roupa. Marido também vale. Mas que tal começar com
suas mochilinhas
Victor Hugo e as calças jeans com franjas?
Brasil mostra a tua cara...
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Miguel Jorge
Ass.Político
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