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Prefeitura de cara
nova novamente suja Itapeba de lama
A Prefeitura parece
estar imune às águas ou qualquer outro problema que atinja o município.
Se não bastassem as obras na rua Abreu Sodré estarem paralisadas
desde a colocação da "ponte" sobre o rio Ludegero, há
quase um mês, no noticiário que enviou pela manhã aos jornais a
assessoria de imprensa ignorou que a cidade sofreu à noite e preferiu
anunciar que o "Projeto Botinho aquece as férias em Maricá".
Uma assessoria que deveria estar atenta aos acontecimentos municipais
esteja apenas promovendo os projetos governamentais, sem ligar aos
acontecimentos, é inimaginável num governo sério. Para piorar, o
título da nota parece até ser uma brincadeira. Quando se anuncia
um projeto Botinho, numa cidade que vive nos últimos tempos assolada
pelo transbordamento dos rios, pode ser interpretado como uma sugestão
da assessoria municipal para todos os habitantes aprenderem a nadar
durante as férias.
A assessoria sequer
está sabendo que novas chuvas na madrugada desta quinta-feira voltaram
a enlamear a cara nova de Maricá, que se desliga quando o problema
é chuva. Mais uma vez Itapeba foi lavada pelas águas assoreadas
de córregos e do rio Camburi, afetando trechos da rua Abreu Sodré
e da Avenida 1, na praça de Itapeba, que continuavam alagados ainda
à tarde.
A ponte, única, na
rua C, que serve ao loteamento Parque Lagoa de Araçatiba e ao condomínio
Lagoa Azul, sofreu novamente uma lavagem e agora está coberta apenas
pelos cascalhos sobre os dois manilhões de 1 m de boca. A correnteza,
na madrugada, reabriu também a cratera na esquina da rua C com rua
J. O rio Camburi continua entulhado de detritos e de mato em todo
seu trajeto, sem falar na foz que também deve nem mais existir,
espalhando-se as águas por uma imensa faixa de terra e mato.
Se não foi tão prontamente
atendida como em dezembro, quando o próprio presidente da Câmara,
Paulo Maurício, comandou os trabalhos para rasgar o manilhamento
na rua Abreu Sodré, no trecho do rio Ludegero, na Mombuca, a região
de Itapeba precisa ser melhor atendida pelo governo, que por sinal
até fez uma parceria com os moradores para o manilhamento das ruas
na região como uma preparação para o asfaltamento e inclusive a
conclusão das três pontes previstas no Parque Lagoa de Araçatiba,
que sobrevive apenas com uma ponte desde sua criação.
Apesar de não tão grave
como no dia 11 de dezembro, quando o transbordamento do rio Camburi
deixou por mais de 10 horas a população isolada, a constância das
chuvas e a falta de providências governamentais para recuperação
urgente da ponte e dragagem do rio podem deixar os moradores de
uma imensa área sem ter como sair da região e, em alguns casos,
até de suas casas não por 10 horas, mas por muito mais tempo.
O problema pode ainda
se tornar maior com o entupimento das manilhas de esgoto, compradas
pelos moradores e instaladas pela Prefeitura, que, devido a algumas
caixas de passagem terem sido destampadas ou destruídas pela correnteza
e as máquinas para nivelamento da rua, estão ficando entupidas por
detritos das enxurradas. Em dezembro, já se notou o vazamento em
alguns trechos das águas de esgoto, o que pode se tornar uma constante
a qualquer chuva mais forte.
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