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A Praia de Itaipuaçu,
considerada um paraíso por muitos, tem extensão de 15 quilômetros,
com águas transparentes e esverdeadas. A beleza do lugar é realçada
pela Pedra do Elefante (mata atlântica e mirante), Serra da Tiririca
e Pedra de Itaocaia, que circundam a área.
A
praia é apreciada não só por banhistas, mas por pescadores. No entanto,
todos que entram no mar precisam ter cuidado redobrado por causa
das ondas fortes, valas e correntezas. Os melhores pontos para banho
são o Recanto e a Ponta, na divisa com Niterói.
Quem prefere não se aventurar nas águas do mar, tem outras
opções na orla. Toda a extensão da praia é tomada por quiosques
e restaurantes que vendem, em sua maioria, peixes e frutos do mar.
É grande o número de moradores e turistas que passam horas comendo,
bebendo e contemplando a natureza.
"Não há nada melhor. Aqui coloco o papo em dia com os
amigos e esqueço de todos os problemas. Esse lugar é um paraíso",
diz Mary Rose, que se mudou de Niterói para Itaipuaçu há dois anos.
Mas não é só a praia que encanta moradores e turistas. Itaipuaçu
também tem histórias que mexem com o imaginário das pessoas. Próximo
à Pedra de Itaocaia, há uma fazenda cercada de lendas, que vivem
na imaginação daqueles que conhecem as ruínas da senzala, a capela
quase intocada, o celeiro secular e as lembranças da história do
ciclo da cana-de-açúcar de Maricá, onde era utilizada mão-de-obra
escrava.
A fazenda, que serviu de "esconderijo" para D. Pedro
I e a sua famosa amante, Marquesa de Santos, sempre que o imperador
ia para Cabo Frio está aberta a visitações. Ela já foi cenário para
novela Tocaia Grande, da extinta Rede Manchete.
A
Pedra do Elefante é outra beleza natural da região que chama a atenção
de quem visita Itaipuaçu. Na forma de um elefante deitado com a
tromba entrando no mar, tendo a sua base coberta pela mata tropical
e sua parte superior em rocha íngreme, a pedra possibilita escaladas
de média e alta dificuldades.
São essas belezas naturais que atraem a maioria dos turistas
a Itaipuaçu. A paraense Paula Rodrigues, de Belém, ficou maravilhada
com o "visual" da região.
"Esse
lugar tem tudo que uma pessoa pode querer: praia, tranqüilidade
e um clima maravilhoso, mas o que mais chama a atenção é essa paisagem",
declara Paula, que conheceu Itaipuaçu através da filha, Janaína
Rodrigues, moradora de São Gonçalo.
Quem gosta de curtir a natureza de uma forma mais radical também
vai se encontrar em Itaipuaçu. No lugar existem muitas trilhas.
Além dos vários trajetos a pé, cercados pela natureza, uma turma
de jipeiros que está sempre explorando a área.
Quem percorre a Estrada de Itaipuaçu encontra outro ponto muito
visitado por turistas: a Capela Nossa Senhora de Fátima, que teve
a pedra fundamental datada em 13 de maio de 1976. O local é um dos
cenários preferidos para fotos.
Mercado imobiliário em expansão
A quantidade de imobiliárias em Itaipuaçu chama a atenção.
Quem está não quer sair e quem visita quer ficar. Local para construir
é o que não falta. Por isso o comércio de imóveis cresce a cada
dia. Cada vez mais pessoas do Rio, de Niterói e de outros estados
estão migrando para esse distrito de Maricá, em busca de tranqüilidade
e segurança. Já os moradores antigos aproveitam o desenvolvimento
para ampliar as possibilidades de trabalho.
"É impressionante o número de pessoas que estão se mudando
para Itaipuaçu. Antes, o movimento na locadora se dava mais nas
férias e nos feriados, hoje é direto", declarou Alex Eduardo,
dono de uma locadora de fitas e DVDs na região.
O corretor de imóveis Antônio Carlos dos Santos completa dizendo
que Itaipuaçu se tornou um refúgio, principalmente para aposentados.
"Os que podem correr da violência e do tumulto dos grandes
centros estão vindo morar em Itaipuaçu", destacou o corretor.
Muitas pessoas estão aproveitando o momento de crescimento
de Itaipuaçu para ampliar os negócios. O aumento do número de restaurantes,
locadoras e quiosques tem diminuído o desemprego na região.
Mais policiamento
Para
acompanhar o rápido crescimento de Itaipuaçu, a Prefeitura de Maricá
tem se desdobrado. O vice-prefeito, Ayrton Carlos Dias, o
Tucalo, que é responsável pelas duas superintendências regionais
instaladas no distrito, disse que tem feito muitas obras de pavimentação
e drenagem, mas admite que ainda há muito que fazer para acompanhar
o ritmo do desenvolvimento local.
Ele afirmou que está conversando com o comandante do 12º BPM (Batalhão de Polícia
Militar), tenente-coronel Marcus Jardim para tentar solucionar o
problema do policiamento.
"Tenho certeza que a situação melhoraria muito se fosse
construído um batalhão em Maricá e a gente deixasse de depender
do BPM de Niterói. Estamos lutando para que isso se resolva logo",
garantiu Tucalo, que também está cobrando da Secretaria de Segurança
Pública uma melhor atuação do Batalhão Florestal, localizado em
Itaipuaçu.
Maricá
está disputando com Niterói a construção de um batalhão. Vereadores
de Niterói querem um novo BPM na Região Oceânica, mas lutam com
o prefeito Godofredo Pinto (PT) que não quer ceder a área. Já em
Maricá, a questão foi abraçada por todos (prefeito, vereadores,
empresários e moradores) e a área já foi cedida pelo Executivo.
Caberá ao Governo do Estado resolver essa questão.
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3) O FLUMINENSE:
Maricá é a nova 'menina dos olhos' do setor petrolífero
O petróleo que já mudou cidades como Campos dos Goytacazes,
Macaé e Niterói pode fazer de Maricá um novo eldorado de emprego
e exploração de combustível. É o que garante o secretário de Energia,
Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, que aposta no grande
potencial de produção do setor BS 500, que fica próximo à região
de Maricá, no Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, para transformar
a cidade nos próximos cinco anos.
"Esse bloco é o grande 'filé mignon' do litoral brasileiro
e será, em pouco tempo a 'menina dos olhos' da Petrobras",
afirmou Victer.
A área ainda está sendo explorada pelos pesquisadores, mas
a estatal calcula que somente em gás, o setor pode gerar 420 bilhões
de metros cúbicos. A produção explorada será de 12 milhões de metros
cúbicos por dia a partir de 2008, quando ela deve atingir o seu
auge.
Maricá aguarda com grande expectativa o início da exploração
de petróleo e gás na sua região. Só de royalties, o prefeito
Ricardo Queiroz, prevê que a cidade pode chegar a receber R$ 20
milhões por mês.
"Maricá hoje recebe como município produtor, de acordo
com a nova lei, em torno de R$ 500 mil mensais. Acreditamos que
no primeiro ano de exploração, esse capital possa saltar para R$
2 milhões e chegar a R$ 20 milhões no seu auge", afirmou Queiroz.
Querendo se tornar "o futuro município do estado do Rio
de Janeiro", nas palavras de seu prefeito, Maricá já está se
preparando para se tornar uma nova Campos.
A cidade do Norte-Fluminense foi incluída nesta semana pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como uma
das dez cidades com maior participação do Produto Interno Bruto
(PIB) do País. Sua economia passou de 0,4% do PIB nacional em 1999
para 1,1% em 2003.
Segundo o IBGE, o petróleo é o principal
responsável pelos melhores resultados municipais. Não por acaso
Campos e Macaé são as duas cidades que mais contribuem para o PIB
nacional, com 2% e representam 16,2% do PIB do Rio de Janeiro.
Investimentos
– Para receber a chegada de novas indústrias e empregos
à cidade, o prefeito Ricardo Queiroz diz que a cidade está se
preparando com a pavimentação de suas estradas, obras de infra-estrutura
e investimentos em saúde e educação.
"Queremos
trazer uma unidade da Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica)
para cá até o meio do ano que vem para formarmos mão-de-obra especializada.
Estamos fazendo um novo plano de desenvolvimento urbano e ainda
temos um aeroporto que está em perfeitas condições. Desejamos
ainda criar novos postos de saúde e reformar o único hospital municipal
que temos. Acredito que mexendo nas questões educacional, de saúde
e planejamento de solo, a cidade estará preparada para receber esse
progresso", disse Queiroz, que previu a geração de milhares
de empregos na cidade.
O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, acredita
que o novo ponto de exploração trará ainda mais benefícios para
o Estado.
"Vai criar uma nova fronteira de geração de royalties
e de geração de empregos. Além disso, o apoio offshore deve
ser feito pelos portos de Niterói, trazendo também benefícios para
este município", conta Wagner Victer
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