18/11/2005
"DOENÇAS DE CARRAPATO"
Grupo de Proteção Animal de Maricá
Uma série de enfermidades diversas são transmitidas por carrapatos, sendo extremamente importante conhecer algumas características das "doenças de carrapatos", tanto para evitarmos um pânico desnecessário, como também para podermos nos precaver melhor desses problemas sabendo "qual-que-é-o-quê" e qual debilita animal, e qual debilita gente, complicados pelo fato dos carrapatos preferirem climas quentes e úmidos, e que uma fêmea adulta de carrapato, é capaz de colocar entre 3.000 a 5.000 ovos.
Entre essas diversas enfermidades, merecem destaque a Ehrlichia e Babesia por serem comuns em cães no município, e também a Febre Maculosa, por estar assustando a população humana brasileira.

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EHRLICHIOSE em cães
Num ciclo vicioso onde o carrapato contamina um cão e um cão contamina um carrapato, é causada pelo parasita Ehrlichia canis, que ataca as células de defesa (leucócitos) do organismo do cão, a partir de um carrapato que tenha sugado o sangue de um cão contaminado. Através de sua "saliva anticoagulante", o carrapato infectado transmite a doença, injetando as ehrlichias para dentro da corrente sanguínea do cão.
É muito comum uma erlichiose acompanhar uma babesiose, por deixar o animal debilitado e assim propício para contrair outras infecções.
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BABESIOSE dos cães

A babesiose ou piroplasmose pode ser mortal aos cães, e o carrapato é o responsável pela transmissão, no mesmo ciclo vicioso onde o animal contamina o carrapato que contamina o animal. Acompanhada por uma anemia (anemia hemolítica), essa doença do sangue é causada pela Babesia canis, que é um protozoário que multiplica-se parasitando os glóbulos vermelhos do cão, e assim os destruindo. Ao diagnosticar babésia num cão, os veterinários costumam recomendar tratamento para a erlichia também.
Uma variante é a Babesia bovis, que ataca os bovinos.

FEBRE MACULOSA nos humanos

FEBRE MACULOSA
Doença febril aguda de gravidade variável, causada por bactéria Rickettisia rickettsii e transmitida por carrapatos infectados.

Reservatórios: A infecção se mantém pela passagem transovárica e transestadial nos carrapatos. Diversos roedores e outros animais ajudam a manter o ciclo da doença, sendo os mamíferos silvestres, como as lebres, preás, gamba, rato-do-campo, capivara, tatu, tamandua, os principais reservatórios.

Hospedeiros:
Alem do homem, que é um hospedeiro acidental não colaborando com a propagação do organismo, a bactéria Rickettisia rickettsii pode ser encontrado em todas as fases em:
Mamíferos
Boi, cabra, carneiro, cavalo, cão, capivara, coati, coelho, cotia, porco, tatu, tamanduá, veado;
Aves domésticas
Perus, galinhas;
Aves silvestres
Seriemas;
Animais de sangue frio
Cobras.
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Considerações finais sobre "doenças de carrapatos" em geral

- Segundo veterinários da saúde pública do município, consultados hoje dia 18/11/2005, não existe registro de cão com Febre Maculosa em Maricá, pois é uma "doença de gente" o que está assustando a população.
- Entre os animais domésticos, só os cães podem apresentar alguma suscetibilidade à Febre Maculosa, mas de forma muito branda e muito difícil de ser comprovada clinicamente, pois mesmo infectados, tanto os cães como os outros animais domésticos apresentam baixa concentração no sangue de
Rickettisia rickettsii circulantes, insuficientes para transformá-los em reservatórios da infecção.
- Prevenir é o melhor em todos os casos, e manter os carapatos bem longe, pode ser conseguido com carrapaticidas disponíveis nas agropecuárias. Por menos de 10,00 Reais por exemplo, voce pode comprar uma ampola de um bom carrapaticida para ser dissolvida em 20 litros de água, que é mais do que suficiente para ser aspergido numa grande área.

SAIBA MAIS EM:
http://www.marica.com.br/2003b/0412enore.htm
http://www.saudeanimal.com.br/maculosa.htm http://www.sucen.sp.gov.br/doencas/f_maculosa/texto_febre_maculosa.htm