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Grupo de Proteção Animal de Maricá
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Uma
série de enfermidades diversas são transmitidas por
carrapatos, sendo extremamente importante conhecer algumas características
das "doenças de carrapatos", tanto para evitarmos
um pânico desnecessário, como também para podermos
nos precaver melhor desses problemas sabendo "qual-que-é-o-quê"
e qual debilita animal, e qual debilita gente, complicados pelo
fato dos carrapatos preferirem
climas quentes e úmidos, e que uma fêmea adulta de carrapato, é
capaz de colocar entre 3.000 a 5.000 ovos.
Entre essas diversas enfermidades, merecem destaque a Ehrlichia
e Babesia por serem comuns em cães
no município, e também a Febre
Maculosa, por estar assustando a população
humana brasileira.
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EHRLICHIOSE
em cães
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Num ciclo vicioso
onde o carrapato contamina um cão e um cão contamina
um carrapato, é causada pelo parasita Ehrlichia canis,
que ataca as células de defesa (leucócitos) do organismo do cão,
a partir de um carrapato que tenha sugado o sangue de um cão
contaminado. Através de sua "saliva anticoagulante", o carrapato
infectado transmite a doença, injetando as ehrlichias para
dentro da corrente sanguínea do cão.
É muito comum uma erlichiose acompanhar uma babesiose, por
deixar o animal debilitado e assim propício para contrair outras
infecções.
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BABESIOSE
dos cães
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A babesiose ou piroplasmose
pode ser mortal aos cães, e o carrapato é o responsável pela
transmissão, no mesmo ciclo vicioso onde o animal contamina o carrapato
que contamina o animal. Acompanhada por uma anemia (anemia hemolítica),
essa doença do sangue é causada pela Babesia canis,
que é um protozoário que multiplica-se parasitando os glóbulos
vermelhos do cão, e assim os destruindo. Ao diagnosticar
babésia num cão, os veterinários costumam recomendar tratamento
para a erlichia também.
Uma variante é a Babesia bovis, que ataca os bovinos.
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FEBRE
MACULOSA nos humanos
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FEBRE MACULOSA
Doença febril aguda de gravidade
variável, causada por bactéria Rickettisia rickettsii e
transmitida por carrapatos infectados.
Reservatórios:
A infecção se mantém pela passagem transovárica e transestadial
nos carrapatos. Diversos roedores e outros animais ajudam a manter
o ciclo da doença, sendo os mamíferos silvestres, como
as lebres, preás, gamba, rato-do-campo, capivara, tatu,
tamandua, os principais reservatórios.
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Hospedeiros:
Alem do homem, que é um hospedeiro acidental não colaborando
com a propagação do organismo, a bactéria Rickettisia rickettsii
pode ser encontrado em todas as fases em: |
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Mamíferos
Boi, cabra, carneiro, cavalo, cão, capivara, coati, coelho,
cotia, porco, tatu, tamanduá, veado;
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Aves
domésticas
Perus, galinhas;
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Aves
silvestres
Seriemas;
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Animais de sangue frio
Cobras.
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Considerações finais sobre "doenças de
carrapatos" em geral
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- Segundo veterinários
da saúde pública do município, consultados
hoje dia 18/11/2005, não existe registro de cão com
Febre Maculosa em Maricá, pois é uma "doença
de gente" o que está assustando a população.
- Entre os animais domésticos, só os cães podem apresentar
alguma suscetibilidade à Febre Maculosa, mas de forma muito branda
e muito difícil de ser comprovada clinicamente, pois mesmo
infectados, tanto os cães como os outros animais domésticos apresentam
baixa concentração no sangue de
Rickettisia rickettsii
circulantes,
insuficientes para transformá-los em reservatórios da infecção.
- Prevenir é o melhor em todos os casos, e manter os carapatos
bem longe, pode ser conseguido com carrapaticidas disponíveis
nas agropecuárias. Por menos de 10,00 Reais por exemplo,
voce pode comprar uma ampola de um bom carrapaticida para ser dissolvida
em 20 litros de água, que é mais do que suficiente
para ser aspergido numa grande área.
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