12/05/2005
RIO DÁ FESTA PARA O LIVRO
Canto do Livro Informa:

 

A grande festa do livro acontece a partir desta quinta-feira (dia 12) no Rio de Janeiro, onde se realizará a XII Bienal Internacional do Livro, no Riocentro, com uma oferta de 100 mil títulos diferentes e uma programação cultural com 230 autores nacionais e 24 estrangeiros, entre eles Tom Wolfe. Segundo os organizadores, nos 55 mil m2 devem circular 600 mil pessoas durante os 11 dias do evento. “A Bienal deste ano cresceu cerca de 10% em espaço e tem a participação de 890 editores”, informa Paulo Rocco, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Além do já tradicional Café Literário, criado em 1999, este ano foram criados o Jirau da poesia e o Imaginário do autor, e ainda haverá nova área só para autógrafos.

Como a França é o país homenageado nesta edição, o Consulado Geral daquele país vai participar com uma área de 285 m2, onde os visitantes poderão encontrar cerca de 1.500 livros à venda a preços acessíveis. No mesmo espaço ainda haverá encontros entre autores brasileiros e franceses, debates, shows de música e até aulas de francês.

A delegação francesa é encabeçada por Michel Butor, que marcou definitivamente o mundo da literatura com seu romance “A Modificação” (Prêmio Renaudot - 1957), editado no Brasil pela Itatiaia, durante o movimento do  nouveau roman, com autores como Nathalie Sarraute e Alain-Robbe Grillet. 

Gilles Lapouge, que afirma ser um escritor mais conhecido no Brasil do que na França, é um dos convidados que falam português. Desde 1951, colaborador do jornal O Estado de S. Paulo, visitou o Brasil diversas vezes, fazendo viagens que renderam matérias para seus livros.Duas de suas obras têm como argumento episódios da história do Brasil: Equinociais (1994 – Ed. Pontes) e La Mission des Frontières – A Missão das Fronteiras (2005 – Ed. Globo).

Jean-Christophe Rufin viveu dois anos no Brasil como adido cultural no Recife. Escreveu o romance histórico Vermelho Brasil (Objetiva) sobre a expedição França Antártica, comandada por Villegaignon na Baía da Guanabara, no século XVI, que lhe rendeu o Goncourt de 2001, o mais prestigiado prêmi-o literário francês. Sucesso na Europa, o livro ultrapassou 500 mil exemplares vendidos.

Há 22 anos o Rio sedia esta festa para o livro. Em 1983, nos salões do Hotel Copacabana Palace, numa área que não chegava a mil metros quadrados, foi realizada a I Bienal do Livro. Cinco anos depois, já estreando no Riocentro, o espaço de exposição chegava a 15 mil m². Considerado o acontecimento editorial mais importante do País nos anos ímpares e um evento cultural de mobilização nacional, supera todas as expectativas de público, vendas e mídia e atinge um crescimento anual de 30%. Na última edição, em 2003, a Bienal Internacional do Livro reuniu 900 expositores numa área de 55 mil m². Foram registrados 560 mil visitantes e 200 mil alunos na visitação escolar.

"Para a França, o desafio da leitura ao alcance de todos é uma questão de extrema importância. Tenho certeza de que a Bienal nos enriquecerá reciprocamente, reforçando ainda mais os forte laços e o intercâmbio econômico e cultural entre os dois países”, afirma Philippe Dupont, cônsul-geral da França no Rio de Janeiro.

Para a homenagem ao país, os organizadores da Bienal – o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Fagga Eventos – convidaram, em parceria com o Consulado da França, 10 autores franceses para virem ao Brasil. O resultado é uma delegação com autores de grande importância no cenário da literatura francesa. Muitos são best-sellers, autores premiados e traduzidos para diversos países.

O jornal Leitores & Livros (www.leitoreselivros.com.br) a partir de amanhã estará dando notícia sobre os novos títulos que estão sendo lançamentos durante o evento.