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A grande festa do livro acontece a
partir desta quinta-feira (dia 12) no Rio de Janeiro, onde se realizará
a XII Bienal Internacional do Livro, no Riocentro, com uma oferta
de 100 mil títulos diferentes e uma programação cultural com 230
autores nacionais e 24 estrangeiros, entre eles Tom Wolfe. Segundo
os organizadores, nos 55 mil m2 devem circular 600 mil pessoas durante
os 11 dias do evento. “A Bienal deste ano cresceu cerca de 10% em
espaço e tem a participação de 890 editores”, informa Paulo Rocco,
presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Além do
já tradicional Café Literário, criado em 1999, este ano foram criados
o Jirau da poesia e o Imaginário do autor, e ainda haverá nova área
só para autógrafos.
Como a França é o país homenageado
nesta edição, o Consulado Geral daquele país vai participar com
uma área de 285 m2, onde os visitantes poderão encontrar cerca de
1.500 livros à venda a preços acessíveis. No mesmo espaço ainda
haverá encontros entre autores brasileiros e franceses, debates,
shows de música e até aulas de francês.
A delegação francesa é encabeçada por
Michel Butor, que marcou definitivamente o mundo da literatura com
seu romance “A Modificação” (Prêmio Renaudot - 1957), editado no
Brasil pela Itatiaia, durante o movimento do nouveau roman, com
autores como Nathalie Sarraute e Alain-Robbe Grillet.
Gilles Lapouge, que afirma ser um escritor
mais conhecido no Brasil do que na França, é um dos convidados que
falam português. Desde 1951, colaborador do jornal O Estado de S.
Paulo, visitou o Brasil diversas vezes, fazendo viagens que renderam
matérias para seus livros.Duas de suas obras têm como argumento
episódios da história do Brasil: Equinociais (1994 – Ed. Pontes)
e La Mission des Frontières – A Missão das Fronteiras (2005 – Ed.
Globo).
Jean-Christophe Rufin viveu dois anos
no Brasil como adido cultural no Recife. Escreveu o romance histórico
Vermelho Brasil (Objetiva) sobre a expedição França Antártica, comandada
por Villegaignon na Baía da Guanabara, no século XVI, que lhe rendeu
o Goncourt de 2001, o mais prestigiado prêmi-o literário francês.
Sucesso na Europa, o livro ultrapassou 500 mil exemplares vendidos.
Há 22 anos o Rio sedia esta festa para
o livro. Em 1983, nos salões do Hotel Copacabana Palace, numa área
que não chegava a mil metros quadrados, foi realizada a I Bienal
do Livro. Cinco anos depois, já estreando no Riocentro, o espaço
de exposição chegava a 15 mil m². Considerado o acontecimento editorial
mais importante do País nos anos ímpares e um evento cultural de
mobilização nacional, supera todas as expectativas de público, vendas
e mídia e atinge um crescimento anual de 30%. Na última edição,
em 2003, a Bienal Internacional do Livro reuniu 900 expositores
numa área de 55 mil m². Foram registrados 560 mil visitantes e 200
mil alunos na visitação escolar.
"Para a França, o desafio da leitura
ao alcance de todos é uma questão de extrema importância. Tenho
certeza de que a Bienal nos enriquecerá reciprocamente, reforçando
ainda mais os forte laços e o intercâmbio econômico e cultural entre
os dois países”, afirma Philippe Dupont, cônsul-geral da França
no Rio de Janeiro.
Para a homenagem ao país, os organizadores
da Bienal – o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e
Fagga Eventos – convidaram, em parceria com o Consulado da França,
10 autores franceses para virem ao Brasil. O resultado é uma delegação
com autores de grande importância no cenário da literatura francesa.
Muitos são best-sellers, autores premiados e traduzidos para diversos
países.
O jornal Leitores & Livros (www.leitoreselivros.com.br)
a partir de amanhã estará dando notícia sobre os novos títulos que
estão sendo lançamentos durante o evento.
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