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Cultura tem encontro
marcado em Maricá
O I Encontro Cultural
de Maricá, promovido pela PR Produções e pela livraria Canto do
Livro, movimentará a cidade entre os dias 15, Dia Nacional do Artista,
e 18 de abril, Dia Nacional do Livro, com palestras, exposições
de artes plásticas, lançamentos de livros, apresentação de contadores
de histórias, recital de poesia e o Festival de Chorinho para a
categoria de Melhor Arranjo de música consagrada. A série de eventos
será desenvolvida no Colégio Estadual Elisiário Matta, no CCAA e
na livraria Canto do Livro.
O Espaço Cultural
Meg Carvalho vai promover a exposição de quadros da artista plástica
Meg Carvalho e de seus alunos, exposição também de Rafael Cristiano,
Andréa Cunha e de Salvador Aragão (in memoriam).
Entre os lançamentos
de livros, estão programadas as tardes e noites de autógrafos com
a poeta e pesquisadora carioca Cristina da Costa Pereira, com Povos
de Rua, a convite da livraria Canto do Livro, com Ilnéa País de
Miranda, que lançará Eu, menina toda pros ... e alguma poesia e
Alexandra Lambraki, que escreveu Compêndios da História de Maricá,
o segundo livro sobre a história do município lançado em menos de
um ano.
Do Rio, como convidado
especial, virá o poeta João de Abreu Borges para apresentação de
Oração Água e recital de poesias. Também haverá recitais poéticos
com Olinda de Aragão, Rubem de Oliveira, Cid Magioli, que trará
os poetas de Araruama. Outra apresentação será do Jogral Versart
e ainda haverá os contadores de histórias Aline Almeida e Roberta
Tilio.
Do Rio, ainda virão
os palestrantes convidados Evando dos Santos, Francisco Olivar,
Aníbal Bragança e Maria Lizete dos Santos.
QUEM SÃO OS CONVIDADOS
Evando dos Santos,
pedreiro sergipano da cidade de Aquidabã, se tornou no Rio o concretizador
das bibliotecas comunitárias, a partir da Biblioteca Tobias Barreto
de Menezes, instalada em 1998 em sua própria casa. Através de doações,
Evando construiu nestes sete anos uma “rede” de bibliotecas comunitárias
e propiciou a criação de novos acervos fora do Estado e mesmo em
Angola, na África, para onde enviou no ano passado um lote de 500
livros, além de colaborar com doações iniciativas particulares de
instalação de bibliotecas comunitárias ou em associações.Evando
tem participado de inúmeras debates sobre bibliotecas por todo o
país e foi, inclusive, foi um dos convidados para o lançamento do
Plano Nacional do Livro e Leituras do Ministério da Cultura, em
Brasília.
Aníbal Bragança,
vivendo em Niterói desde 1956, é bacharel em História (Universidade
Federal Fluminense) e mestre em Comunicação Social (Universidade
de São Paulo). Ex-livreiro, quando por duas décadas manteve a livraria
Pasárgada, também foi secretário municipal de Cultura, nos anos
80. Professor da UFF, Aníbal desenvolve um trabalho especial sobre
o livro e a leitura, particularmente em Niterói. Autor de Livraria
Ideal do cordel à bibliofilia (EdUFF), no qual retrata a história
da cultura naquela cidade através da história da livraria Ideal,
também organizou com Maria Lizete dos Santos, professora da UFF
e funcionária da Biblioteca Nacional, A profissão do poeta &
Carta aos livreiros do Brasil (Imprensa Oficial), uma antologia
de ensaios depoimentos, poemas e textos inéditos de Geir Campos.
Mais recentemente, organizou em três volumes a produção do jornalista
Luís Antônio Pimentel, o mais antigo jornalista de Niterói e o mais
entusiasta divulgador da cultura na cidade.
O livreiro Francisco
Olivar, autor do livro infantil O menino Risadinha (edição do autor
- esgotado), é um dos maiores divulgadores da obra de José Bento
Monteiro Lobato. Dono de um acervo importante sobre o escritor,
que inclui reprodução de quadros, fotos, edições jornalísticas sobre
sua obra e vida, além de livros de e sobre Monteiro Lobato e vídeos
dos filmes baseados em seus contos. Olivar ainda reúne um invejável
número de exemplares publicados pela Monteiro Lobato & Cia,
criada em 1919 e extinta em 1925, e números da Revista do Brasil,
com colaborações de Lobato. Nos últimos anos, Olivar tem promovido
exposições para divulgar a obra lobatiana, particularmente no Rio
de Janeiro. Em 2004, expôs parte do acervo na Casa de Cultura de
Marica.
A escritora, professora
de Literatura, pesquisadora e poeta Cristina da Costa Pereira participa
de importantes movimentos culturais no Rio de Janeiro. Autora de
três ensaios sobre os ciganos, Cristina Pereira também publicou,
em 2002, A inspiração espiritual na criação artística (Editora Lachâtre),
uma interessante pesquisa sobre a espiritualidade na arte mostrando
entrevistas com artistas e uma análise sobre a influência espiritual
em autores como Teresa de Ávila, Federico García Lorca, Cecília
Meireles e Fernando Pessoa. Em nono livro, Povos de Rua (Luziletras),
ilustrado com fotos de Antonio Terra e Nem Queiroz, constrói uma
pesquisa no Rio de Janeiro, nas áreas da Lapa e de Santa Teresa,
e em Salvador, sobre personagens locais como capoeiras, mendigos,
damas da noite, malandros, boêmios, meninos e meninas de rua, além
de enfocar entidades de umbanda. Na última parte do livro, “Poemas
de rua”, reúne poemas tendo a rua e suas manifestações como tema.
O poeta João Abreu
Borges é autor de Oração Água e em 2004 colocou no ar a página Canção
do Ser. Carioca do Estácio e violonista, fez parte da Geração Mimeógrafo
com O eterno e o tempo e Silêncio. Nos anos 80, publicou Moinhos
de suor (Prêmio João Scortecci) e Anticânticos (Prêmio Carlos Drummond
de Andrade). Na década de 90, participou da criação de jornais e
revistas voltados para a poesia, inclusive a edição de Ano Um, uma
carta virtual mensal. Em 2001, surgiu com o grupo Poesia Simplesmente
com um show dedicado à obra de Federico García Lorca e no ano seguinte
lançou 1095 dias de poesia, uma coletânea criada a partir do evento
Terça converso no café, produzido pelo grupo durante três anos no
teatro Gláucio Gil com a participação de 71 poetas do Rio e outros
estados. Em 2004, surgiu o grupo Poemusica desenvolvendo pesquisa
sobre a aproximação da música com a literatura, com a utilização
de violão, guitarra, percussão e voz, se apresentando em centros
culturais, universidades, SESCs, Teatro Gláucio Gil, Fórum de Ciência
e Cultura-UFRJ. No mesmo ano publica 1825 dias de poesia, a segunda
versão da coletânea do Grupo Poesia Simplesmente.
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