05/04/2005
Maricá sedia encontro cultural
Canto do Livro Informa:

 

Cultura tem encontro marcado em Maricá

O I Encontro Cultural de Maricá, promovido pela PR Produções e pela livraria Canto do Livro, movimentará a cidade entre os dias 15, Dia Nacional do Artista, e 18 de abril, Dia Nacional do Livro, com palestras, exposições de artes plásticas, lançamentos de livros, apresentação de contadores de histórias, recital de poesia e o Festival de Chorinho para a categoria de Melhor Arranjo de música consagrada. A série de eventos será desenvolvida no Colégio Estadual Elisiário Matta, no CCAA e na livraria Canto do Livro.

O Espaço Cultural Meg Carvalho vai promover a exposição de quadros da artista plástica Meg Carvalho e de seus alunos, exposição também de Rafael Cristiano, Andréa Cunha e de Salvador Aragão (in memoriam).

Entre os lançamentos de livros, estão programadas as tardes e noites de autógrafos com a poeta e pesquisadora carioca Cristina da Costa Pereira, com Povos de Rua, a convite da livraria Canto do Livro, com Ilnéa País de Miranda, que lançará Eu, menina toda pros ... e alguma poesia e Alexandra Lambraki, que escreveu Compêndios da História de Maricá, o segundo livro sobre a história do município lançado em menos de um ano.

Do Rio, como convidado especial, virá o poeta João de Abreu Borges para apresentação de Oração Água e recital de poesias. Também haverá recitais poéticos com Olinda de Aragão, Rubem de Oliveira, Cid Magioli, que trará os poetas de Araruama. Outra apresentação será do Jogral Versart e ainda haverá os contadores de histórias Aline Almeida e Roberta Tilio. 

Do Rio, ainda virão os palestrantes convidados Evando dos Santos, Francisco Olivar, Aníbal Bragança e Maria Lizete dos Santos.

QUEM SÃO OS CONVIDADOS

 

Evando dos Santos, pedreiro sergipano da cidade de Aquidabã, se tornou no Rio o concretizador das bibliotecas comunitárias, a partir da Biblioteca Tobias Barreto de Menezes, instalada em 1998 em sua própria casa. Através de doações, Evando construiu nestes sete anos uma “rede” de bibliotecas comunitárias e propiciou a criação de novos acervos fora do Estado e mesmo em Angola, na África, para onde enviou no ano passado um lote de 500 livros, além de colaborar com doações iniciativas particulares de instalação de bibliotecas comunitárias ou em associações.Evando tem participado de inúmeras debates sobre bibliotecas por todo o país e foi, inclusive, foi um dos convidados para o lançamento do Plano Nacional do Livro e Leituras do Ministério da Cultura, em Brasília.

 

 

Aníbal Bragança, vivendo em Niterói desde 1956, é bacharel em História (Universidade Federal Fluminense) e mestre em Comunicação Social (Universidade de São Paulo). Ex-livreiro, quando por duas décadas manteve a livraria Pasárgada, também foi secretário municipal de Cultura, nos anos 80. Professor da UFF, Aníbal desenvolve um trabalho especial sobre o livro e a leitura, particularmente em Niterói. Autor de Livraria Ideal do cordel à bibliofilia (EdUFF), no qual retrata a história da cultura naquela cidade através da história da livraria Ideal, também organizou com Maria Lizete dos Santos, professora da UFF e funcionária da Biblioteca Nacional, A profissão do poeta & Carta aos livreiros do Brasil (Imprensa Oficial), uma antologia de ensaios depoimentos, poemas e textos inéditos de Geir Campos. Mais recentemente, organizou em três volumes a produção do jornalista Luís Antônio Pimentel, o mais antigo jornalista de Niterói e o mais entusiasta divulgador da cultura na cidade.

 

 

O livreiro Francisco Olivar, autor do livro infantil O menino Risadinha (edição do autor - esgotado), é um dos maiores divulgadores da obra de José Bento Monteiro Lobato. Dono de um acervo importante sobre o escritor, que inclui reprodução de quadros, fotos, edições jornalísticas sobre sua obra e vida, além de livros de e sobre Monteiro Lobato e vídeos dos filmes baseados em seus contos. Olivar ainda reúne um invejável número de exemplares publicados pela Monteiro Lobato & Cia, criada em 1919 e extinta em 1925, e números da Revista do Brasil, com colaborações de Lobato. Nos últimos anos, Olivar tem promovido exposições para divulgar a obra lobatiana, particularmente no Rio de Janeiro. Em 2004, expôs parte do acervo na Casa de Cultura de Marica.   

 

A escritora, professora de Literatura, pesquisadora e poeta Cristina da Costa Pereira participa de importantes movimentos culturais no Rio de Janeiro. Autora de três ensaios sobre os ciganos, Cristina Pereira também publicou, em 2002, A inspiração espiritual na criação artística (Editora Lachâtre), uma interessante pesquisa sobre a espiritualidade na arte mostrando entrevistas com artistas e uma análise sobre a influência espiritual em autores como Teresa de Ávila, Federico García Lorca, Cecília Meireles e Fernando Pessoa. Em nono livro, Povos de Rua (Luziletras), ilustrado com fotos de Antonio Terra e Nem Queiroz, constrói uma pesquisa no Rio de Janeiro, nas áreas da Lapa e de Santa Teresa, e em Salvador, sobre personagens locais como capoeiras, mendigos, damas da noite, malandros, boêmios, meninos e meninas de rua, além de enfocar entidades de umbanda. Na última parte do livro, “Poemas de rua”, reúne poemas tendo a rua e suas manifestações como tema.     

 

O poeta João Abreu Borges é autor de Oração Água e em 2004 colocou no ar a página Canção do Ser. Carioca do Estácio e violonista, fez parte da Geração Mimeógrafo com O eterno e o tempo e Silêncio. Nos anos 80, publicou Moinhos de suor (Prêmio João Scortecci) e Anticânticos (Prêmio Carlos Drummond de Andrade). Na década de 90, participou da criação de jornais e revistas voltados para a poesia, inclusive a edição de Ano Um, uma carta virtual mensal. Em 2001, surgiu com o grupo Poesia Simplesmente com um show dedicado à obra de Federico García Lorca e no ano seguinte lançou 1095 dias de poesia, uma coletânea criada a partir do evento Terça converso no café, produzido pelo grupo durante três anos no teatro Gláucio Gil com a participação de 71 poetas do Rio e outros estados.  Em 2004, surgiu o grupo Poemusica desenvolvendo pesquisa sobre a aproximação da música com a literatura, com a utilização de violão, guitarra, percussão e voz, se apresentando em centros culturais, universidades, SESCs, Teatro Gláucio Gil, Fórum de Ciência e Cultura-UFRJ. No mesmo ano publica 1825 dias de poesia, a segunda versão da coletânea do Grupo Poesia Simplesmente.