Como eu puxei o assunto Uilton Viana, onde
falei sobre a malversação da verba
pública (ou improbidade?), eu entrei no site de busca "Google"
e achei um
artigo da Heloneida Studart mostrando que o problema do ex prefeito
não se
limita a condenação pelo TCE-RJ. O ex prefeito, pelo artigo em anexo,
também
dava motras de incompetência, insensibilidade e omissão diante de
um gravíssimo
problema que direcionava para a nossa Lagoa de Maricá . Informa a, então
deputada, que havia até mesmo a intenção de que a lagoa se tornasse
um monstro
habitacional. Ora, o Sr. Uilton Viana realmente é um candidato que
não deve
merecer maiores atenções do povo maricaense. É muito pecado para um
único
Cristão.
Gostaria de sugerir ao dígno Jornalista Elmo Pedroso, que divulgasse
no
importante veículo de comunicação, Jornal Costa Verde, o presente
artigo e
ainda a matéria do jornal O Dia que fala na condenação. Pelo que observo,
não
conheço o Sr. Elmo mas me parece ser uma pessoa voltada sempre para
os
problemas de Maricá.
Quem sabe, por exclusão, não consigamos achar o candidato melhor
ou no mínimo
menos ruim?
Robertha A.
Vejam o artigo;
Extraído:
http://www.heloneidastudart.jor.br/artigos/lagoa_marica.htm
Agonia da Lagoa de Maricá
Foi por causa dela que, ao tempo em que ainda era redatora da
Manchete, comprei um terreno em Barra de Maricá. Por causa da lagoa.
Uma
estrada de barro e duas fileiras de casas feias que a separavam do
mar, não
perturbavam sua cristalina beleza. Era farta, curvilínea e azul, brilhantemente
azul, mesmo nos dias de céu sombrio. As gaivotas deixavam o verde
do mar pelas
suas águas e, de longe, podia-se vê-las, mergulhando ou pousando,
ou
simplesmente bailando, como dançarinas de branco. Os pescadores a
elogiavam: "Tiro o meu sustento dessa bendita lagoa." Já os mais antigos
faziam
reparos: "Quando eu era rapazinho, essa lagoa era a maior fornecedora
de
camarão para Niterói." Alegrias passadas.
Hoje, passados 10 anos, a lagoa de Maricá é o fantasma do que foi.
Avanço das
construções, falta de saneamento básico das residências, descaso das
prefeituras, desprezo dos governantes estaduais (mais preocupados
com a
demagogia do que com a ecologia), vão envenenando essa jóia da natureza.
Os
loteadores vivem de olho nela. Esperam o dia em que fique completamente
aterrada para construírem sobre o que foi manguezal, suas casas feiosas,
mas
lucrativas. Esperam a morte da lagoa para vende-la a prestações. Planos
para
salva-la existem muitos. Só a SERLA, que eu saiba, guarda três em
suas gavetas
mofadas. Tive um deles nas mãos, levei-o em companhia do então prefeito
Uilton
Viana ao então governador Marcello Alencar. Não aconteceu nada, por
falta de
vontade política. Ou até aconteceu: a horrenda estrutura metálica
de uma ponte
que começou a ser construída e foi abandonada ao sol e à chuva
e hoje virou
monumento à incompetência e à improbidade.
A lagoa de Maricá que em qualquer lugar do mundo seria atração turística,
está
morrendo como já morreram outras duas do complexo de sete lagoas
da região.
Até o seu azul mudou como mudam as cores dos doentes, antes do livor
da agonia.
Os pescadores estão virando birosqueiros. È necessária uma noite inteira
de
trabalho para que os puçás recolham dois punhados de camarões.
Eu sei que a destruição da Terra é planetária, que os Estados Unidos,
reis do
mundo, se recusam a tentar salvar o planeta da poluição. Mas acho
que cada um
deverá defender o seu pedaço. Cada um podia lutar por seu rio mais
próximo, sua
restinga, seu manguezal, sua cachoeira. Eu, por mim, continuo lutando
pela
lagoa de Maricá. A mesma lagoa
Heloneida Studart
Deputada Estadual - PT/RJ
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