23/04/2004
ROGERINHO DA CAPADÓCIA - O SÃO JORGE DAS FÁBULAS

Na distante Mariquá o dia do Santo Guerreiro é muito comemorado, pois como em toda cidade de fábula, cavalos, dragões, putriões e outros animais mitológicos vivem no imaginário do folclore religioso do povo. Na verdade, tal qual a nossa pequena ave, todo munícipe daquela cidade imaginária, tem que matar, todo dia, um dragão para sobreviver; seja na política, no trabalho, ou até mesmo no sacrossanto recinto doméstico. Nosso conhecido animal luta, já há algum tempo, contra o tal monstro dentro de sua própria casa; grande, adiposo, celulítico e insano, o conhecido réptil vive a lhe aprontar peças, além, é claro, da cobrança do exercício contratual do abate mensal, sua pior obrigação em Mariquá. Como é de conhecimento, alguns dos outros animais, postulantes ao cargo alcaide, também padecem do mesmo mal. A raposa, ex-prefeito de Mariquá, tem o caso mais famoso e popular da cidade, vivendo dentro do posto de seguridade social do Município; o urso, atual prefeito, também cumpre o seu "karma", e sofre agruras no seu dia a dia; do porco não se tem notícias a respeito da influência de algum dragão em sua vida, embora todos nós saibamos que a porca não pode ser boa companhia; do peru, espera-se no mínimo uma perua exercendo tal função, o que já é cruel e trabalhoso no dia a dia. Convenhamos, matar dragões é o mínimo que se espera de nossos heróis; agora o desrespeito ao cidadão e, ao código de defesa do consumidor (propaganda enganosa) já é demais. A capa montada da revista "Isto é uma Mentira", na qual Mariquá se encontra entre os primeiros municípios em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, é criminosa. Mas, o nosso pequeno putrião não poderia ficar para trás, e proclamou para todos os munícipes que a extinção do DDD em Mariquá era de sua autoria; verdadeira fábula, isto é querer humilhar o pobre eleitor, sua inteligência e dignidade; mas a vingança de São Jorge é cruel .. Segura o dragão Mané!
Moral da estória: "Tá com pena, leva para casa e tenta comer companheiro"

Rogerinho, o OGUM do Centro.