A AUSÊNCIA DO PODER PÚBLICO
Volta e meia se fala sobre animais soltos nas pistas pondo
em risco a vida dos motoristas
que trafegam nas principais vias da cidade. Mas, outro
grande perigo constante, é sem dúvida, a presença excessiva de
ciclistas desavisados que acham que as ruas pertencem somente
a eles, e que não existe nenhuma regra de transito que possa impedi-los
de fazer suas peripécias, com sérios riscos tanto para eles, como
para as pessoas que transitam normamlmente pela cidade. Eles não
têm noção nenhuma de transito e nem de responsabilidade na condução
desse tipo de veículo.
Há, na verdade, uma forte razão para este número excessivo
de ciclistas em Maricá. Tudo porque o município não dispõe de
um transporte coletivo eficiênte, e a população têm que apelar
para a bicicleta como meio de locomoção, o que faz tumultuar ainda
mais o transito já tão caótico do município.
Entretanto, nada pode justificar colocar em risco a vida
das pessoas que nada tem a ver com a incompetência de um poder
público que não providencia um transporte coletivo capaz de atender
ao grande número de usuários existente.
Este pandemônio que virou nossa cidade, sem dúvida nenhuma,
tem solução. Basta que o poder público deixe de brincar com a
vida do cidadão maricaense , e resolva o sistema de transporte
coletivo, que talvez seja o mais desorganizado do país. Sabemos,
que quem depende de horário não pode contar com os poucos coletivos
que trafegam na cidade. Moradores de alguns bairros, que dependem
do transporte coletivo, tem muita dificuldade para trabalhar ou estudar. Pior é que a partir de
uma certa hora, quem tiver com algum problema de saúde, só resta
apelar para Deus, por não ter condução que o leve ao socorro mais
próximo.
Logo, não só os animais soltos nas pistas causam preocupações,
mas também o número excessivo de ciclistas vítimas de um transporte
coletivo ineficiente. Tudo pela ausência do poder público municipal,
que ao invés de dar atenção a este importante setor, está ai com
um discurso demagógico, e brincando com a vida de todos nós moradores
desta cidade.
José de Souza Soares