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Rezas
e cantos feitos na intenção do outro, a Ladainha é tema do primeiro
documentário da série “Memória do Fogo - Cantos de fé, de trabalho
e de orgia”, projeto que o documentarista mineiro radicado no
Rio de Janeiro e o cinegrafista Toni Nogueira (DGT-Filmes, São Paulo
www.dgtfilmes.com.br) vêm realizando há três anos, para compor um longa metragem temático sobre
a perda de identidade, a reação e a resistência de quatro manifestações
de culturas oral-rítmicas mais populares e espontâneas da Zona da
Mata mineira e do Estado do Rio de Janeiro, como os Jongos, as toadas
de trabalho e os mutirões.
Da série já foi produzido o documentário
“Morre congo, fica congo”, com os últimos cantadores do Jongo
Rural de Angra dos Reis; filme exibido em rede nacional pela TV
Cultura; na Royal Shakespeare Company (Londres); além
de encerrar a mostra “Da chanchada à feijoada – O cinema negro
no Brasil” (Museu da Imagem e do Som, São Paulo), o “II Festival
de Arte Negra – FAN” (Belo Horizonte – MG) e ser convidado para
exibição no Encontro Latino Americano de Culturas, México; na IPCTV,
de Tóquio e nos festivais de Waterloo
(Londres) e de Udine (Itália).
Os outros dois documentários que estão sendo produzidos
para compor a série são: “Cantos de calamboteiros”, sobre
os cantos de trabalho nas lavouras de cana e de café, em Campos
dos Goytacazes e interior de Minas Gerais e “Puti, muxi, mutirão”,
os cantos de orgia do mutirões, que será gravado na Zona Oeste do
Rio de Janeiro.
CULTURA TERMINAL
A SÉRIE
A série “Memória do Fogo - Cantos de fé, de trabalho e de orgia”
compreende o registro audiovisual de quatro manifestações da cultura
oral-ritmica brasileira, numa área específica do Sudeste brasileiro:
Zona da Mata mineira, área metropolitana e sul do Estado do Rio
de Janeiro. São quatro exemplos que testemunham a diversidade e
a riqueza das culturas populares em que o fogo é usado na interação
social, como elemento votivo e de festa.
Nos Jongos, o fogo estimula a cultura oral, uma vez
que afina o couro do angoma (tambor banto escavado em troco)
e sinaliza o canto e a dança. Entre os calamboteiros (cortadores
de cana-de-açúcar), o fogo aceso à hora do almoço, marca o momento
em que brincam, cantam e contam casos sobre o cotidiano da lavoura.
Nos mutirões, enquanto a comunidade se organiza para o trabalho
cooperativo, o fogo é o anúncio da celebração, da alegria e da compensação
pelo trabalho realizado. Na Ladainha, o fogo das velas sobre
a mesa/altar é votivo. Aponta-se uma Ladainha para agradecer
a graça recebida ou encaminhar a alma de um morto. Nos dois casos,
o fogo é a principal referência do ato de contrição, esteja ele
aceso no altar da sala ou na cozinha, preparando o alimento para
os fiéis.
Contos, cantos, atos
de fé, de trabalho e de orgia. A comunhão entre o sagrado e o profano.
Em todos esses momentos, o fogo é o catalisador para a identificação
de grupos. Seja em culturas terminais como o Jongo rural de Angra
dos Reis; a Ladainha de Maricá, no estado do Rio de Janeiro; os
Calamboteiros de Ponte Nova, em Minas Gerais; ou nas culturas em
crescente processo de valorização como o trabalho comunitário dos
mutirões.
OS PRODUTORES
Délcio
Teobaldo (Pesquisa,
roteiro e direção)
É escritor,
músico, pesquisador de culturas populares, produtor, roteirista
de TV e cinema; editor e diretor de TV.
Escreveu: "Isto
é coisa da idade" – livro indicado pela Câmara Brasileira
do Livro para a Feira de Guadalajara, México e Feira de Bolonha,
Itália; “Palavra puxa prosa” e “Quatro trancados no quarto”
(Miguilim, MG, 95; 2000 e 2003 – www.editoramiguilim.com.br); “A
filosofia das tradições afro-brasileiras”, com Muniz Sodré,
Roberto Moura e Pedro Moraes (EdUFF, RJ, 98); “Cantos
de fé, de trabalho e de orgia – O jongo rural de Angra dos Reis”
(E-Papers, RJ, 2003 - http://www.e-papers.com.br).
Shows: No
fuzuê da muvuca – Jam session na Bookmakers e temporada no Rio
Jazz Club, RJ, 96. “African’s”, W Ipanema, RJ, 2002. “Terreirada”,
Espaço Circo. Belo Horizonte, 2003; Memo, Rio de Janeiro, 03; Museu
da Imagem e do Som, São Paulo, 03; convidado do The Jazz Mainntenance
Festival, Trois Revière, Canadá (97); Workshop Festival de Waterloo,
Londres (2004).
Palestras
musicadas:
"A Filosofia das Tradições Afro-Brasileiras", Universidade
Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro e Grupo de Capoeira Angola
Pelourinho (GCAP), Bahia (1998); "Afro-Talk-Vídeo", Museu
da República, Sala Edson Carneiro, Rio de Janeiro (1999); "Musicalidade
Afro Brasileira - Do sagrado ao profano", UFF e GCAP (2000);
"V Encontro de Jongueiros. Angra dos Reis, RJ" (2000);
"Primeiro Fórum de Debates sobre Arte e Cultura Popular"
- Centro Cultural e Artístico de Botafogo (2000); (III Fórum de Cultura Brasileira - Centro Cultural e Artístico
de Botafogo, prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, Universidade
Federal Fluminense e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2001/2002);
“Cultura oral e cultura dos gestos” – “I Semana de Artecultura”
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002).
Produziu
e dirigiu:
“Morre congo, fica congo”. Curta-metragem com os últimos
cantadores do Jongo Rural de Angra dos Reis (DGT Filmes, SP, 2001).
“Na Pele”, videoclipes (Art-Vídeo/Rede Brasil, 2001). Roteirista
e editor do documentário “Infância Limitada”, terceira classificação
no “23° Festival Anual de Documentários” da BBC de Londres e prêmio
de melhor direção, 2002.
Roteirista de “Conversa Afinada”, minissérie de Música Popular
Brasileira da TVE-Brasil.
Contato:.(21) 2637 1254 dteobaldo@hotmail.com
Película
– Curta metragem com o escritor Saul Brown (Nova York
,1980 a1990); Kabul-Goa – Longa metragem, 16mm cores, direção
de Guará Rodrigues (1974 a1976); Mata e Silva – Curta metragem,
16mm cores, direção Rogério Sganzerla (1976); Bandalheira Infernal
– Longa metragem, 35mm preto e branco, direção de José Sette
de Barros (1976); Casa das Minas – Curta metragem, 16mm cores,
direção de Nunes Pereira (1977); Escultura e Natureza – Curta
metragem, 35mm cores, direção de José Sette de Barros (1977); O
Naturalista Krajsberg – Curta metragem, 35mm cores, direção
de José Sette de Barros (1977); Madrepérola – Longa metragem,
16mm cores, direção de Sérgio Bernades (1977); As Amazonas –
Média metragem, 16mm cores, direção de Túlio M. Lopes Filho (1978);
Indias do Sul do Brasil – Documentário 16mm cores, direção
Dr. Cláudio Paciornik; Já era uma vez uma história – Longa
metragem 16mm cores, direção de José Joaquim Sales (1979); Música
para Siempre – Longa metragem 16mm cores, direção de Guará Rodrigues,
Neville de Almeida e Dudi Guper. 1o Free Jazz Festival
(1978)
Assistente
de câmera:
Abismo
– Longa metragem, 35mm cores, direção de Rogério Sganzerla
(1976); Semana Santa em Prados – Curta metragem, 16mm cores,
Funarte (1977); Samba da Criação do Mundo – Longa metragem,
35mm cores, direção de fotografia Dib Luft, direção de Vera Figueiredo
(1978); O Pinto Sura – Curta metragem, 16mm cores, direção
de Marcos Ribas (1978)
Fotógrafo
Still:
Crazy
Love – Longa metragem em 16mm preto e branco, direção
de Julio Bressane (1973 Londres); Night Cats – Longa metragem
em 16mm preto e branco, direção de Neville de Almeida (1973 Londres);
OD – Curta-metragem de 30 minutos em Super 8, Londres (1975);
Carnevale – Curta-metragem de 30 minutos em Super 8, Salvador,
Bahia (1976)
Contato:.(11) 3045 0011 toni@dgtfilmes.com.br
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