Janeiro/Fevereiro-2004
Correio da Cidade, Ano XI - Nº 176
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CALDEIRÃO
Cuidado, você pode estar aqui !
SUMIÇO - A Câmara precisa mesmo ser renovada quase que totalmente. Uma das razões é o sumiço dos vereadores quando a população mais precisa. Agora mesmo, durante as fortes chuvas de fim de ano, nenhum deles, mesmo com acesso ao poder, apareceu para ajudar o maricaense a não morrer afogado.
CONTRAMÃO - Um simples formando em Engenharia sabe que qualquer obra de esgotamento sanitário ou de águas pluviais deve começar de jusante para montante. Ou seja, que sejam alargados, primeiro, os valões da parte debaixo da obra, a fim de evitar enchentes. Pergunta: alguém pensou nisso ao autorizar a obra perto da casa do vereador Castor e que quase termina em tragédia no Natal ? Queremos, ou melhor, exigimos uma resposta imediata.
NATAL DE FOME - Foi o que aconteceu com os aposentados municipais. Desde outubro sem receber, eles vêem com indignação figurões desfilarem pelas ruas enlameadas com carrões de dar inveja a qualquer Propinoduto. Será que ninguém fica sensibilizado com a situação dos velhinhos ou a síndrome do Berzoini (ministro da Previdência petista) pegou ? Por onde anda o tal Estatuto do Idoso, aprovado pelo Congresso Nacional ? Será que ele não vale para aposentados maricaenses?
SINUCA DE BICO - É o que se costuma chamar de sinuca de bico, justamente aquele jogada que só os gênios do taco sabem enfrentar Os donos de vans vão fazer enquête junto aos muitos candidatos a prefeito para saber o que eles pensam sobre transporte alternativo. Os mais xingados pelos vanzeiros são o ex-prefeito Luciano Rangel e o atual.
CONTRASTE - Pela manhã, a visão de garças, biguás e quero-queros na Lagoa de Araçatiba é absolutamente confortadora. A noite, o surgimento de mais pontos de luz, anunciando novas construções em áreas aparentemente proibidas no entorno da lagoa, é preocupante. Pelas bandas de São José, e até Itaipuaçu o cordão de luzes está fechando.

PENÚRIA - Por falar em atraso no pagamento, os funcionários da Câmara, que não recebem desde novembro, inclusive o 13° salário, passaram um Natal de fome e, o que é pior, com contas e mais contas para pagar. Contas, afinal, que fatalmente serão cobradas nas eleições de outubro.

CONTAS - Um grupo de amigos fez uma aposta: ganha um doce quem contar mais buracos nas ruas da cidade. Ao organizar o regulamento, surgiu uma dúvida: vale buraco em rua não asfaltada ? Ficou decidido que só vale cratera em via pavimentada, porque a maioria das de barro é um buraco só.
TAREFAS - Caro amigo, que já está se destacando no cenário maricaense através das Escolas de Samba, anda tão atarefado que não consegue mais dar conta de tudo. Para ele, o dia a dia não devia ter 24 horas, mas os minutos. Se ele diz que vai agir em três minutos, senta e espera. Cada minuto pode durar cinco, 10 ou 24 horas. Adivinhou quem é ? Ele mesmo.

DIPLOMA - Ao receber, após á formatura, das mãos da filha, a caixinha vermelha onde deveria estar o diploma de Direito, o pai constatou que não havia nada no interior.. Semblante fechado e tristemente, disse: "Está vazia, o que eu estava pagando esses anos todos ?" Mal sabia que o diploma também é pago à parte.

TUDO É FESTA - Aconteceu na abertura da conferência sobre Segurança Alimentar. A Secretária de Ação Social, em discurso, garantiu que a cidade havia suportado bem as chuvas de fim de ano. Ao se levantar para ir embora, uma jovem comentou: "Das duas, uma, ou ela passou o Natal e o Reveillon, em Búzios ou não saiu de casa. "
CONCURSO - Preocupados, Mauricio Martins e Cacau de Ponta Negra comentavam a invasão da cidade por alguns animais silvestres por causa da falta de alimentos causada pela devastação florestal. " Em São José", dizia Maurício, "são os miquinhos que não dão sossego, invadindo as casas e roubando comida". Cacau então, respondeu: "Em ponta Negra, estou distribuindo vale refeição para que os ursos nos deixem em paz".
A GLÓRIA - Não esquenta a cabeça. Se você algum dia aparecer aqui no Caldeirão, é meio caminho andado para a fama. Portanto, pé na tábua que um dia nós o descobrimos, para quem sabe, a imortalidade.