04/12/2003
BABÉSIA

 
Existem cuidados necessários e muito úteis se as férias de seu pet forem na fazenda, no meio do mato, em meio a muito verde, vacas, cavalos e outros cães. Um dos perigos do campo para os pets da cidade são os insetos. Para evitar pulgas e carrapatos, aplique uma dose extra de antipulgas e o carrapaticida em seu pet. Além disso, uma inspeção diária na pelagem pode ajudar a detectar a presença de carrapatos, que podem transmitir doenças muito sérias a seu pet, como a babésia e a erlichiose.
O carrapato estrela, o mesmo que transmite a erlichiose e a babésia caninas é o responsável pela transmissão dessas mesmas doenças ao homem, além da febre maculosa. A erlichiose canina é uma doença cujo principal hospedeiro é o cão. A doença não é perceptível até a fase crônica. Suspeite se seu animal apresentar perda de peso e inapetência, ele pode estar com erlichiose.
A doença atinge rins, fígado, baço, pulmões, medula óssea, gânglios, e, se não tratada, pode até matar. Sob orientação veterinária, o tratamento envolve antibióticos e pode deixar seqüelas. "É difícil o proprietário perceber que algo vai mal até que a doença entre na sua fase crônica. Nesses casos, o melhor remédio é a prevenção. Caso o cão tenha ido viajar ou seja detectada a presença do carrapato, leve o animal ao veterinário para que seja prescrito um tratamento de prevenção. Nesse caso, é melhor pecar pelo excesso", diz o veterinário Israel Bleich.
Já a babésia é uma doença bem mais agressiva que a erlichiose. "Trata-se de uma hemorragia generalizada causada pela destruição maciça dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica). A doença se manifesta cerca de 12 dias após a infestação e, antes disso, é difícil de ser diagnosticado até começar o sangramento.
A babesiose pode matar de 24 a 48 horas após o início do sangramento. Quando infectado, o animal fica prostrado e muitas vezes necessita de transfusão de sangue. "Mais uma vez, a prevenção é o melhor remédio. Antes de viajar, aplique um carrapaticida no pet para evitar o carrapato, mas, se perceber sua presença na pelagem, ou ver traços de sangue sem machucado aparente, consulte um veterinário, que indicará um antibiótico para brecar uma eventual babésia", recomenda o doutor Israel.
Normalmente, o animal que contrai babésia se infecta também com a erlichiose. "Quando um veterinário diagnostica babésia no cão, ele costuma recomendar tratamento para a erlichia também, e vice-versa", diz o doutor Israel.
Outra doença que pode ser transmitida pelo carrapato estrela é a febre maculosa. "A bactéria que causa essa doença no cão é a mesma que atinge o homem", diz o doutor Israel. Além de provocar febre hemorrágica decorrente da anemia hemolítica, semelhante à babésia, a febre maculosa apresenta como sintomas edema (inchamento) dos órgãos, hipotensão e choque, que na maioria das vezes leva o animal a óbito.
"Não dá para esperar a manifestação de nenhuma doença transmitida pelo carrapato-estrela. Se o animal apresentar risco de ter contraído alguma doença, tem de ser tratado na hora. É melhor pecar por excesso que por falta", recomenda.
Se aparecer um caroço na pele de seu cão, pode ser um berne, que são transmitidos pelas moscas varejeiras. Os bernes causam coceira e irritação e devem ser retirados pelo veterinário ou pessoas com prática, caso contrário pode infeccionar.
Fique de olho no cachorro. Se ele apresentar inchaços suspeitos, corra para o veterinário. Seu pet pode ser alérgico à picada de algum inseto e providências rápidas podem ajudar a salvar sua vida.
Evite que o seu cão se envolva em encrencas com outros animais do local. Um coice de uma vaca ou cavalo pode prejudicar seu pet para sempre. Atenção também para os outros cães do local. Pode ser muito desagradável ter de interromper as férias para correr atrás de veterinário com um cão todo estrupiado nos braços.

 
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