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JUSTIFICATIVA
DA MOÇÃO à 12ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE
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Somos do GHAPHAF Grupo de Apoio aos Portadores
do HIV/AIDS e Familiares, organização da sociedade civil, de Maricá,
no Estado do Rio de Janeiro, usuários do SUS, particularmente do Programa
DST/Aids.
Notamos que nossos amigos, profissionais de atendimento em saúde precisam
de um trabalho de sensibilização e informação que os levem a evitar
a discriminação dos pacientes que, temporária ou definitivamente,
deixam de procurar o atendimento, e que por vezes, só voltam ao ambulatório
por ocasião de alguma doença oportunista. Nessas oportunidades, muito
comumente, somos recebidos como se houvéssemos perdido nossos direitos
de cidadão. Existe, sim, reconhecemos, uma "rebeldia" involuntária
fruto da própria condição de paciente. São causas físicas, financeiras,
psíquicas e sociais que não são levadas em conta pelos atendentes.
Some-se a isso, a maior punição possível e levada a efeito, que é
a exclusão do Cadastro Nacional. Exemplificando algumas dificuldades
enfrentadas pela maioria desses pacientes, que os levam a
abandonar o tratamento, temos :
- a falta de recursos para locomoção, haja vista a suspensão do cadastramento
para obtenção de passes livres aos doentes crônicos.
- impedimentos, tais como, deixar de ganhar sua "diária" ou
falta de alguém que fique com as crianças;
- ingestão de verdadeiras "bombas de efeitos colaterais" sem adequada
alimentação;
- vida social comprometida pelos mesmos efeitos colaterais (diarréias,
vômitos, cefaléias etc.);
- distrofia estética causadora de reflexos na auto-estima e complexos
de rejeição;
Todos esses fatores, além de inúmeros outros, influem na aceitação
ou rejeição do tratamento químico disponível e, infelizmente, temos
observado mais e mais pacientes sucumbindo aos efeitos colaterais,
que o enfraquecem a ponto de impossibilitar uma resposta à altura
ao tratamento das doenças oportunistas. Tornam-se prioridades :
- Implantação, de fato, de Programas DSTs/Aids, completos ( Psicologia,
Assistência Social e Nutrição);
- Criação de um CARTÃO-ALIMENTAÇÃO, como parte do tratamento;
- Distribuição garantida de medicação natural (afinal, não cabe mais
química) que estimule o Sistema Imunológico. O SUS só vem garantindo
o controle viral e tratamento de doenças oportunistas, porém os complementos
vitamínicos e estimulantes da reprodução de células CD-4 devem ser,
obrigatoriamente, distribuídos a todos os inscritos no Cadastro Nacional;
- Disponibilização de opção de tratamento alternativo aos que, temporária
ou definitivamente, seja por que razões afastam-se do tratamento químico;
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- Oferecimento, pelo SUS, de terapias e medicações naturais, de eficácia
já comprovadas, atendendo desse modo ao “mudo apelo” dos
pacientes-rebeldes. |
Rio
de Janeiro, 13 de Novembro de 2003
Rita
Torres,
Presidente do GHAPHAF
4ª Conferência Estadual de Saúde do Rio de Janeiro
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