30/04/2003
Recebido da Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Estado
Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Estado

Frutificar inspira a criação de  curso universitário especializado
 
   
Cada vez mais o Programa Frutificar vem modificando a realidade da população do Norte e Noroeste fluminenses, Além de transformar a fruticultura irrigada na mais nova vocação da economia regional, o programa do governo estadual, implementado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior (SEAAPI), faz surgir agora uma geração de profissionais com especialização voltada para a atividade.
O CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica), em Campos, em parceria com a Universidade Federal Rural do Estado do Rio de Janeiro (UFRRJ), iniciou neste mês o primeiro curso, em nível superior, para a formação de Tecnólogo em Produção Agrícola.
Segundo o professor Vicente de Paulo Santos de Oliveira, que fez parte da comissão de formação do curso, dos 40 alunos matriculados, 80% deles afirmaram ter buscado a especialização visando o mercado de trabalho no agronegócio da fruticultura, que vem se expandindo naqueles municípios.
De acordo com o currículo, os novos profissionais que optarem pela especialização em fruticultura, poderão atuar nas áreas de elaboração de projetos, comercialização, projetos de irrigação, processamento e industrialização de frutas e sucos, entre outras.
Segundo o secretário de Agricultura, Christino Áureo, essa tendência é um dos elos da cadeia do agronegócio. “A fruticultura é  fundamental para a  geração de empregos no meio rural daquelas regiões e cada vez mais serão necessários profissionais qualificados para atuar na atividade”, destacou Áureo.
O Frutificar – o maior investimento em agricultura já feito no Estado – é um programa através do qual produtores que queiram cultivar lavouras de frutas irrigadas têm acesso a uma linha de crédito específica dentro do sistema Moeda Verde, com juros de 2% ao ano, sem correção monetária, avalista e hipoteca da terra, além de 5 anos de prazo para pagamento e carência de 2 anos. Os agricultores ainda têm a vantagem de só começar a pagar a prestação do empréstimo depois que colher a primeira safra. Desde que foi implantado, nunca havia se investido tanto, e de modo ordenado, na busca do desenvolvimento agrícola com atividades vocacionais de cada região.
Responsável pela incorporação de cerca de 4mil hectares de lavouras de frutas irrigadas nas regiões Norte/Noroeste e Baixadas Litorâneas fluminenses, o programa – lançado em 2000 no governo Anthony Garotinho – foi responsável pela ocupação direta e indireta de cerca de 20 mil trabalhadores rurais. A governadora Rosinha Garotinho espera, até o final de seu governo, aumentar para 50 mil o número de empregos gerados no Estado.
A atividade da fruticultura tem capacidade para gerar cerca de 4 empregos diretos por hectare e as empresas cadastradas no programa, chamadas de integradoras, têm o compromisso de absorver até 100% da produção. O agricultor se compromete a entregar até 50% de sua colheita, podendo comercializar o restante como quiser. Para o Governo do Estado esta é uma forma de fazer com que o agricultor tenha a comercialização garantida e não amargue prejuízos com possíveis perdas.
30-4-2003
 
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(Antônio Fábio Campos)
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