Cada vez mais o Programa Frutificar
vem modificando a realidade da população do Norte e Noroeste fluminenses,
Além de transformar a fruticultura irrigada na mais nova vocação
da economia regional, o programa do governo estadual, implementado
pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento
do Interior (SEAAPI), faz surgir agora uma geração de profissionais
com especialização voltada para a atividade.
O CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica), em Campos, em
parceria com a Universidade Federal Rural do Estado do Rio de
Janeiro (UFRRJ), iniciou neste mês o primeiro curso, em nível
superior, para a formação de Tecnólogo em Produção Agrícola.
Segundo o professor Vicente de Paulo Santos de Oliveira, que fez
parte da comissão de formação do curso, dos 40 alunos matriculados,
80% deles afirmaram ter buscado a especialização visando o mercado
de trabalho no agronegócio da fruticultura, que vem se expandindo
naqueles municípios.
De acordo com o currículo, os novos profissionais que optarem
pela especialização em fruticultura, poderão atuar nas áreas de
elaboração de projetos, comercialização, projetos de irrigação,
processamento e industrialização de frutas e sucos, entre outras.
Segundo o secretário de Agricultura, Christino Áureo, essa tendência
é um dos elos da cadeia do agronegócio. “A fruticultura
é fundamental para a geração de empregos no meio rural
daquelas regiões e cada vez mais serão necessários profissionais
qualificados para atuar na atividade”, destacou Áureo.
O Frutificar – o maior investimento em agricultura já feito
no Estado – é um programa através do qual produtores que
queiram cultivar lavouras de frutas irrigadas têm acesso a uma
linha de crédito específica dentro do sistema Moeda Verde, com
juros de 2% ao ano, sem correção monetária, avalista e hipoteca
da terra, além de 5 anos de prazo para pagamento e carência de
2 anos. Os agricultores ainda têm a vantagem de só começar a pagar
a prestação do empréstimo depois que colher a primeira safra.
Desde que foi implantado, nunca havia se investido tanto, e de
modo ordenado, na busca do desenvolvimento agrícola com atividades
vocacionais de cada região.
Responsável pela incorporação de cerca de 4mil hectares de lavouras
de frutas irrigadas nas regiões Norte/Noroeste e Baixadas Litorâneas
fluminenses, o programa – lançado em 2000 no governo Anthony
Garotinho – foi responsável pela ocupação direta e indireta
de cerca de 20 mil trabalhadores rurais. A governadora Rosinha
Garotinho espera, até o final de seu governo, aumentar para 50
mil o número de empregos gerados no Estado.
A atividade da fruticultura tem capacidade para gerar cerca de
4 empregos diretos por hectare e as empresas cadastradas no programa,
chamadas de integradoras, têm o compromisso de absorver até 100%
da produção. O agricultor se compromete a entregar até 50% de
sua colheita, podendo comercializar o restante como quiser. Para
o Governo do Estado esta é uma forma de fazer com que o agricultor
tenha a comercialização garantida e não amargue prejuízos com
possíveis perdas.