Produtores discutirão
normas para a exportação de frutas para o mercado
internacional
A produção de frutas no Estado do Rio
de Janeiro se prepara para atender às exigências do mercado internacional.
Cada vez mais freqüentes, as exportações desses produtos fluminenses
para a Europa precisam se adaptar para cumprir as normas estabelecidas
pelo comprador.
A Produção Integrada de Frutas (PIF) será um dos temas do III
Encontro de Fruticultura Irrigada, que acontece no Cefet (Centro
Federal de Educação Tecnológica),em Campos, na região Norte, nos
próximos dias 29 e 30 de maio, promovido pela Firjan e Governo
do Estado. O assunto vai tratar da discussão das normas que serão
estabelecidas pelo Ministério da Agricultura para a certificação
de frutas tropicais voltadas para a comercialização no mercado
europeu. Essa legislação, que deverá entrar em vigor a partir
de 2005, vai regulamentar as exigências no processo de produção
para exportação, como por exemplo, a utilização de mudas certificadas
e minimização do uso de fertilizantes, entre outras.
De acordo com o secretário estadual de Agricultura, Abastecimento,
Pesca e Desenvolvimento do Interior, Christino Áureo, o volume
crescente da exportação de frutas do Estado para o exterior é
um fator de indução para a qualidade. O esforço exportador fará
com que o padrão de qualidade para o mercado interno também seja
aumentado.
Norman Steiner, presidente da Cooperativa Mista de Produtores
Rurais de Quissamã, responsável pela exportação do primeiro
carregamento de coco produzido em território fluminense para a
Europa, ressaltou que, no caso específico do coco de Quissamã,
as regras de produção do Programa Frutificar foram a chave para
a abertura do mercado exterior. Segundo ele, a exigência da irrigação,
controle fitossanitário e adubação foram os ingredientes responsáveis
pela produção das frutas requisitadas pelo mercado inglês.
“Atualmente, ainda não são muitos os nossos produtores que
dispõem do coco tipo padrão – arredondado, limpo, sem manchas,
com no mínimo 400 ml de água e brix elevado (grau de doçura da
água), de 4,5 a 5,5”, disse Steiner ao afirmar que: “a
partir do momento que todos aqueles que integram o Frutificar
estiverem produzindo, esse perfil da fruta de qualidade será uma
constante nas lavouras de coco em nosso município”.
Além do coco, que já é vendido para a Grã Bretanha, a Cooperativa
de Quissamã está em negociações para até o final do ano enviar
seu primeiro carregamento de abacaxi para o exterior.