O NOSSO BAIRRO PARQUE PAULISTA EM DUQUE DE
CAXIAS CONVIVE HÁ MAIS DE 30 ANOS SEM SANEAMENTO BÁSICO!
NASCER PARA SOFRER!
A criança que não pode nascer!
A maternidade não tem suporte para atender!
O filho que estava ao lado não foi atendido!
O médico não foi trabalhar!
O filho agora doente por falta de saneamento básico, não foi à escola!
O professor lá não compareceu!
A família passa fome!
O pai está desempregado!
Então falta renda!
Falta saúde!
Falta direito!
Falta iniciativa social
Falta educação!
Falta formação!
Falta informação!
Falta consciência!
Falta oportunidade!
Falta emprego!
Falta dignidade!
Falta cidadania!
Falta humanos direitos!
Falta Autoridade!
Falta amor!
Falta humildade!
Falta solidariedade!
Falta segurança!
Falta paz!
Na falta do saneamento básico e da renda, sempre vai faltar tudo isso!
Capítulo I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS
E COLETIVOS (arts. 8º a 38)
Art. 8º - Todos têm o direito de viver com dignidade.
Parágrafo único - É dever do Estado garantir a todos uma qualidade
de vida compatível com a dignidade da pessoa humana, assegurando a
educação, os serviços de saúde, a alimentação, a habitação, o transporte,
o saneamento básico, o suprimento energético, a drenagem, o trabalho
remunerado, o lazer e as atividades econômicas, devendo as dotações
orçamentárias contemplar preferencialmente tais atividades, segundo
planos e programas de governo.
Art. 9º - O Estado do Rio de Janeiro garantirá, através de lei e dos
demais atos dos seus órgãos e agentes, a imediata e plena efetividade
dos direitos e garantias individuais e coletivos, mencionados na Constituição
da República, bem como de quaisquer outros decorrentes do regime e
dos princípios que ela adota e daqueles constantes dos tratados internacionais
firmados pela República Federativa do Brasil.
Cadê o desenvolvimento?
Só haverá desenvolvimento urbano sustentável em um estado se houver
investimento em saneamento básico!
Com o saneamento básico o comércio cresce, as indústrias se instalam,
então começa a gerar renda na localidade, com renda a população começa
a se educar, ter mais saúde se informar, correr atrás dos seus direitos,
cobrar mais dos poderes executivo, legislativo e judiciário, mais
educação, saúde, emprego, segurança e mais igualdade na distribuição
de renda.
Só assim teremos desenvolvimento.
Cerca de R$ 20 bilhões anuais sofrem cortes drásticos para saneamento
básico e saúde, enquanto aumentaram os recursos para prestação e pagamento
de serviços hospitalares.
Segundo dados, o orçamento federal sofreu corte de R$1,2 bilhões no
saneamento básico.
A importância do investimento em sistemas de coleta, tratamento e
disposição do esgoto sanitário não deixam qualquer dúvida, para a
melhoria da qualidade de vida da população brasileira.
Ao concluir o cidadão mais atento se dará conta de que pelo menos
mais uma criança terá morrido no Brasil em decorrência de doenças
relacionadas à ausência de saneamento básico, e a falta de sistemas
de esgoto sanitário.
A situação do esgotamento sanitário no Brasil na virada do século
21 se assemelhava a uma vala negra. No ano 2000, 75,6% do esgoto escoava
diretamente das casas para rios e mares, sem receber nenhum tipo de
tratamento prévio. É esgoto puro, in natura. Entretanto as condições
de insalubridade do sistema nacional, infelizmente, não se resumem
a isso. Quase a metade dos municípios e 67% dos domicílios de brasileiros
não dispunham de rede para coletar seus dejetos, que acabam em fossas,
sépticas ou rudimentares. Apenas 20% das cidades brasileiras coletam
e tratam de alguma forma o esgoto.
A realidade brasileira ainda se mostra cruel. A cada quinze
minutos, morre uma criança por falta de saneamento básico. De acordo
com informações da Associação Nacional dos Serviços Municipais (Assemae),
65% das internações hospitalares, na rede pública, de crianças com
até onze anos, são para tratar de enfermidades causadas pela falta
de saneamento.
Os administradores freqüentemente se desculpam, afirmando que o saneamento
é uma obra cara e, por esta razão, depende de recursos estaduais e
federais, nem sempre fáceis. Creio que há um grande equivoco, uma
vez que, as obras de saneamento podem ser executadas por etapas, até
à sua integração.
Ouve-se falar muito em uma tal ''vontade política'', será que não
é ela que está faltando? Com a conscientização da população, teremos
a resposta.
Os números do descaso
Saneamento precário provoca morte e internação
· Entre 1995 e 1997, 350 mil crianças com menos de 5 anos morreram
de doenças relacionadas à falta de saneamento
· Pelo mesmo motivo, a rede pública teve 2 milhões de internações
no período
· 10% dos lares não têm instalações sanitárias
· A falta de saneamento causa 80% das doenças no Brasil
· 1,8 bilhão não têm acesso a sanitários e esgoto;
· 8 milhões de crianças morrem anualmente em decorrência de enfermidades
relacionadas à falta de saneamento.
· 65% das internações hospitalares de crianças menores de 10
anos estão associadas à falta
de saneamento básico (BNDES, 1998);
· A falta de saneamento básico é a principal responsável pela
morte por diarréia de menores de 5 anos no Brasil (Jornal Folha
de São Paulo - FSP, 17/dez/99);
· Em 1998, morreram 29 pessoas por dia no Brasil de doenças
decorrentes de falta de água encanada,
esgoto e coleta de lixo, segundo cálculos da FUNASA realizados
a pedido do Jornal Folha de SãoPaulo (FSP, 16/jul/00);
· A eficácia dos programas federais de combate à mortalidade
infantil esbarra na falta de
saneamento básico (FSP, 17/dez/99)
· Os índices de mortalidade infantil em geral caem 21% quando
são feitos investimentos em saneamento
básico (FSP, 17/dez/99);
· As doenças decorrentes da falta de saneamento básico mataram,
em 1998, mais gente do que a AIDS (FSP, 16/jul/00);
· A utilização do soro caseiro, uma das principais armas para
evitar a diarréia, só faz o efeito desejado se a água
utilizada no preparo for limpa (FSP,17/dez/99).
Falta de saneamento mata 342 mil crianças no Brasil em dois anos
(zero hora 06/12/2000)
Engenheiro da OPS observou que as mortes do gênero no mundo somam,
a cada ano 3 milhões como se aniquilassem população equivalente
à do Uruguai
2 milhões de internações hospitalares foram causadas por água de má
qualidade ou contato com esgoto entre 1995 e 1997
R$ 300 milhões por ano eram gastos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
no tratamento de doenças causadas pela falta de saneamento
Em 1999, o índice de mortalidade infantil era de 33,5 crianças para
cada grupo de mil nascimentos
3 milhões de lares não têm banheiro
Dos 5,7 mil municípios brasileiros, 3,8 mil são atendidos por companhias
estaduais de saneamento. Outros 1.671 municípios têm serviços autônomos
Alguns vermes protozoários Giárdia lamblia, Entamoeba histolytica,
Balantidium coli
A questão não é só falta de recursos: a questão é falta de prioridade.
É falta de priorização do que é fundamental, do que é básico, que
é o saneamento.
doenças causadas pela falta de saneamento básico
Existem mais de 100 doenças, entre as quais cólera, amebíase, vários
tipos de diarréia, peste bubônica, lepra, meningite, pólio, herpes,
sarampo, hepatite, febre amarela, gripe, malária, leptospirose, Ebola,
etc. |