22/05/2003

SOS SANEAMENTO E PAVIMENTAÇÃO!

Recebido de Luis Gonçalves Ferreira - luadry@ig.com.br
 
 
O NOSSO BAIRRO PARQUE PAULISTA EM DUQUE DE CAXIAS CONVIVE HÁ MAIS DE 30 ANOS SEM SANEAMENTO BÁSICO!
 
NASCER PARA SOFRER!
 
A criança que não pode nascer!
A maternidade não tem suporte para atender!
O filho que estava ao lado não foi atendido!
O médico não foi trabalhar!
O filho agora doente por falta de saneamento básico, não foi à escola!
O professor lá não compareceu!
A família passa fome!
O pai está desempregado!
Então falta renda!
Falta saúde!
Falta direito!
Falta iniciativa social
Falta educação!
Falta formação!
Falta informação!
Falta consciência!
Falta oportunidade!
Falta emprego!
Falta dignidade!
Falta cidadania!
Falta humanos direitos!
Falta Autoridade!
Falta amor!
Falta humildade!
Falta solidariedade!
Falta segurança!
Falta paz!
 
Na falta do saneamento básico e da renda, sempre vai faltar tudo isso!
 
 
Capítulo I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS
E COLETIVOS (arts. 8º a 38)

Art. 8º - Todos têm o direito de viver com dignidade.
Parágrafo único - É dever do Estado garantir a todos uma qualidade de vida compatível com a dignidade da pessoa humana, assegurando a educação, os serviços de saúde, a alimentação, a habitação, o transporte, o saneamento básico, o suprimento energético, a drenagem, o trabalho remunerado, o lazer e as atividades econômicas, devendo as dotações orçamentárias contemplar preferencialmente tais atividades, segundo planos e programas de governo.
Art. 9º - O Estado do Rio de Janeiro garantirá, através de lei e dos demais atos dos seus órgãos e agentes, a imediata e plena efetividade dos direitos e garantias individuais e coletivos, mencionados na Constituição da República, bem como de quaisquer outros decorrentes do regime e dos princípios que ela adota e daqueles constantes dos tratados internacionais firmados pela República Federativa do Brasil.
Cadê o desenvolvimento?
Só haverá desenvolvimento urbano sustentável em um estado se houver investimento em saneamento básico!
Com o saneamento básico o comércio cresce, as indústrias se instalam, então começa a gerar renda na localidade, com renda a população começa a se educar, ter mais saúde se informar, correr atrás dos seus direitos, cobrar mais dos poderes executivo, legislativo e judiciário, mais educação, saúde, emprego, segurança e mais igualdade na distribuição de renda.
Só assim teremos desenvolvimento.
 
Cerca de R$ 20 bilhões anuais sofrem cortes drásticos para saneamento básico e saúde, enquanto aumentaram os recursos para prestação e pagamento de serviços hospitalares.
Segundo dados, o orçamento federal sofreu corte de R$1,2 bilhões no saneamento básico.
A importância do investimento em sistemas de coleta, tratamento e disposição do esgoto sanitário não deixam qualquer dúvida, para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira.
Ao concluir o cidadão mais atento se dará conta de que pelo menos mais uma criança terá morrido no Brasil em decorrência de doenças relacionadas à ausência de saneamento básico, e a falta de sistemas de esgoto sanitário.
 
A situação do esgotamento sanitário no Brasil na virada do século 21 se assemelhava a uma vala negra. No ano 2000, 75,6% do esgoto escoava diretamente das casas para rios e mares, sem receber nenhum tipo de tratamento prévio. É esgoto puro, in natura. Entretanto as condições de insalubridade do sistema nacional, infelizmente, não se resumem a isso. Quase a metade dos municípios e 67% dos domicílios de brasileiros não dispunham de rede para coletar seus dejetos, que acabam em fossas, sépticas ou rudimentares. Apenas 20% das cidades brasileiras coletam e tratam de alguma forma o esgoto.
     
 A realidade brasileira ainda se mostra cruel. A cada quinze minutos, morre uma criança por falta de saneamento básico. De acordo com informações da Associação Nacional dos Serviços Municipais (Assemae), 65% das internações hospitalares, na rede pública, de crianças com até onze anos, são para tratar de enfermidades causadas pela falta de saneamento.
Os administradores freqüentemente se desculpam, afirmando que o saneamento é uma obra cara e, por esta razão, depende de recursos estaduais e federais, nem sempre fáceis. Creio que há um grande equivoco, uma vez que, as obras de saneamento podem ser executadas por etapas, até à sua integração.
Ouve-se falar muito em uma tal ''vontade política'', será que não é ela que está faltando? Com a conscientização da população, teremos a resposta.
 
 
 
 
Os números do descaso
Saneamento precário provoca morte e internação
·  Entre 1995 e 1997, 350 mil crianças com menos de 5 anos morreram de doenças relacionadas à falta de saneamento
·  Pelo mesmo motivo, a rede pública teve 2 milhões de internações no período
·  10% dos lares não têm instalações sanitárias
·  A falta de saneamento causa 80% das doenças no Brasil
 
 
· 1,8 bilhão não têm acesso a sanitários e esgoto;


· 8 milhões de crianças morrem anualmente em decorrência de enfermidades  relacionadas à falta de saneamento.
 
· 65% das internações hospitalares de crianças  menores de 10 anos estão associadas à falta
  de saneamento básico (BNDES, 1998);


· A falta de saneamento básico é a principal  responsável pela morte por diarréia de  menores de 5 anos no Brasil (Jornal Folha  de São Paulo - FSP, 17/dez/99);


· Em 1998, morreram 29 pessoas por dia no  Brasil de doenças decorrentes de falta de água encanada,
  esgoto e coleta de lixo, segundo cálculos da FUNASA  realizados a pedido do Jornal Folha de SãoPaulo (FSP, 16/jul/00);


· A eficácia dos programas federais de combate  à mortalidade infantil esbarra na falta de
  saneamento básico (FSP, 17/dez/99)


· Os índices de mortalidade infantil em geral caem 21%  quando são feitos investimentos em saneamento
  básico (FSP, 17/dez/99);


· As doenças decorrentes da falta de saneamento básico mataram,  em 1998, mais gente do que a AIDS (FSP, 16/jul/00);


· A utilização do soro caseiro, uma das  principais armas para evitar a diarréia,  só faz o efeito desejado se a água  utilizada no preparo for limpa (FSP,17/dez/99).
 
 
Falta de saneamento mata 342 mil crianças no Brasil em dois anos  (zero hora 06/12/2000)
 
Engenheiro da OPS observou que as mortes do gênero no mundo somam, a cada ano  3 milhões  como se aniquilassem população equivalente à do Uruguai
2 milhões de internações hospitalares foram causadas por água de má qualidade ou contato com esgoto entre 1995 e 1997
R$ 300 milhões por ano eram gastos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento de doenças causadas pela falta de saneamento
Em 1999, o índice de mortalidade infantil era de 33,5 crianças para cada grupo de mil nascimentos
3 milhões de lares não têm banheiro
Dos 5,7 mil municípios brasileiros, 3,8 mil são atendidos por companhias estaduais de saneamento. Outros 1.671 municípios têm serviços autônomos
Alguns vermes protozoários Giárdia lamblia, Entamoeba histolytica, Balantidium coli
A questão não é só falta de recursos: a questão é falta de prioridade. É falta de priorização do que é fundamental, do que é básico, que é o saneamento.
doenças causadas pela falta de saneamento básico
Existem mais de 100 doenças, entre as quais cólera, amebíase, vários tipos de diarréia, peste bubônica, lepra, meningite, pólio, herpes, sarampo, hepatite, febre amarela, gripe, malária, leptospirose, Ebola, etc.