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A Assembléia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente
- APEDEMA/RJ, através da sua Secretaria Executiva e Coordenações
Regionais, representando cento e oito entidades ambientalistas com
atuação no Estado do Rio de Janeiro, e cumprindo determinação do
seu VII Congresso Estadual, encaminhou oficialmente a governadora
Rosinha Garotinho e ao secretário estadual de Justiça e Direitos
do Cidadão, advogado Sergio Zveiter, pedido de reconstituição do
Centro de Referência de Justiça Ambiental - Cereja.
Com
o objetivo de reforçar a iniciativa, a APEDEMA/RJ está
solicitando às entidades filiadas e congêneres, bem como aos ativistas
ecológicos, manifestação junto a governadora Rosinha Garotinho (
rosinhagarotinho@rosinha.com.br
) e ao secretário Sergio Zveiter ( sergio@zveiter.adv.br ) pelo resgate
do Cereja.
A
fim de reforçar a reivindicação da APEDEMA/RJ, a
Comissão de Defesa do Meio Ambiente da ALERJ, através do seu presidente,
deputado André do PV, garantiu encaminhamento de indicação
legislativa pela recuperação institucional do Cereja.
Na semana que vem, o Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA
poderá aprovar deliberação nesse sentido.
19/03/03.
PRINCIPAIS REALIZAÇÕES
DO
CEREJA
CENTRO
DE REFERÊNCIA DE JUSTIÇA AMBIENTAL
(de
29/11/01 a 01/04/02)
Introdução
Em
13 de novembro de 2001, por meio da Resolução SEJ nº 01, foi instituído
o Centro de Referência de Justiça
Ambiental (Cereja) com o objetivo de promover estudos
para a formulação de atividades e fomento de ações
destinadas à divulgação das leis ambientais federais, estaduais
e municipais, como estímulo ao exercício dos direitos e deveres
da cidadania.
Vinculado
a Secretaria Extraordinária de Justiça, o Cereja iniciou suas
atividades a partir de solenidade pública em 29 de novembro de 2001.
Com
sua implantação, o Cereja
definiu agenda quinzenal de sessões públicas para
discussão de aspectos da situação ambiental no Estado e aprimoramento
de medidas que resultassem no cumprimento da legislação ambiental
vigente, tendo seu Regimento Interno publicado no Diário Oficial
em 31 de janeiro de 2002.
Assumindo importante
papel na interlocução para solução de problemas ambientais, por
ser constituído por representantes de órgãos públicos com atuação
no Estado do Rio de Janeiro, Ministério Público, ONG`s ambientalistas
e comunitárias e institutos de pesquisa e ensino, o Cereja estabeleceu
parceria com significativos segmentos do Poder Judiciário com o
objetivo de intermediar decisões favoráveis ao meio ambiente.
Outro fator determinante
para seu pleno desenvolvimento se deu na forma da sua própria gestão,
uma vez que seus coordenadores não possuem qualquer vínculo empregatício
com o Governo do Estado, sendo designados por Ato Oficial para dispor dos
mecanismos institucionais para servir ao interesse comum.
Mesmo sem dispor
de qualquer dotação orçamentária, ou tempo hábil (considerando que
foi criado quase ao final da administração Garotinho), o Cereja chegou a efetivar
importantes trabalhos em estímulo à cidadania ecológica, tais como:
a)
Solenidade de instalação – Em 29 de
novembro de 2001, no Palácio Nilo Peçanha, em Niterói, RJ. 84 (oitenta
e quatro) participantes, estando presentes representantes de 24
ONG`s, APEDEMA, UERJ, IAB, OAB, IPHAN, Secretaria Executiva do Governador,
Secretaria de Estado de Defesa Civil, EMOP, Prefeitura de Nova Friburgo,
PSB, PV, UFF, Fundação Leão XIII, Imprensa Oficial, SERLA, IEF,
FENAJ, CECA, Ministério Público Estadual, DPMA, Prefeitura de Guapimirim,
Comando Militar do Leste, ALERJ e IBAMA;
b)
Sessões
ordinárias - Até o dia 1 de abril de 2002, foram
8 (oito) sessões ordinárias realizadas, com média de participação
em torno de 30 (trinta) pessoas físicas e jurídicas, governamentais
ou não-governamentais. Destacaram-se entre os temas abordados: Ilha
Grande, criação de Vara Especializada em Meio Ambiente no âmbito
da Justiça Estadual, Serra da Tiririca, Plano Urbanístico Regional
de Niterói, Reserva da Juatinga, Loteamento Nova Sepetiba 2, Termelétrica
de Carvão de Itaguaí, Lagoa de Araruama, RPPN em Silva Jardim, Lagoa
de Itaipu, interdição de empreendimentos poluidores, antenas celulares;
c)
Sessões
extraordinárias - Até o dia 27 de março de 2002, foram
2 (duas) sessões extraordinárias realizadas, com média de 20 (vinte)
pessoas físicas e jurídicas, governamentais ou não-governamentais.
Destacaram-se entre os temas abordados: epidemia de dengue; antenas
celulares;
d)
Audiências públicas – Até o dia 14
de março de 2002, foram 4 (quatro) audiências públicas, sendo: “Problemas
ambientais na Ilha Grande e medidas dos órgãos públicos”,
em 18/01/02 (87 part.); “Situação de ocupação em áreas públicas
e privadas no entorno do Parque Estadual da Serra da Tiririca”,
em 31/01/02 (82 part.), e que resultou em reunião no auditório da
Prefeitura de Maricá com autoridades municipais para definir metas
de trabalho, em 19/02/02 (17 part.); “Novos Limites do Parque
Estadual da Serra da Tiririca e o Plano Urbanístico Regional na
Região Oceânica de Niterói”, em 12/03/02 (30 part.); “Novos
limites do Parque Estadual da Serra da Tiririca e o ordenamento
urbano no Município de Maricá”, em 14/03/02 (21 part.);
e)
Mutirões ambientais – Até o dia 25
de março de 2002, foram 16 (dezesseis) mutirões ambientais, sendo:
Ilha Grande (6 dias); Serra da Tiririca (3 dias); Morro da Viração
(2 dias); Lagoa de Itaipu (2 dias); Jurujuba (2 dias); Rio Itaocaia
(1 dia); Pendotiba (1 dia); e lixão do Morro do Céu (1 dia);
f)
Laudos
técnicos e inquéritos instaurados – Até o dia 25
de março de 2002, foram confeccionados 10 (dez) laudos técnicos
de vistoria, sendo instaurados 25 (vinte e cinco) inquéritos pelos
Ministérios Públicos Federal e Estadual para apurar responsabilidade
civil e criminal das atividades identificadas. Cada laudo técnico,
além de remetido ao Ministério Público, foi repassado ao conhecimento
de todos os demais órgãos públicos ambientais competentes para cada
um dos temas descritos;
g)
Compromissos obtidos – 1) Em audiência
solicitada pelo Cereja,
que contou com representantes da APEDEMA, Ministério Público Estadual,
DPMA, OAB-RJ, CDMA-ALERJ e CECA, o desembargador Marcus Faver, enquanto
presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, comprometeu-se
em criar junto as Varas de Fazenda Pública 5 (cinco) câmaras especializadas
em meio ambiente para agilizar os processos relativos a questões
ambientais (10/01/02); 2) Em solenidade realizada no auditório da
16ª Subseção da OAB-RJ, e organizada pelo Cereja, a Associação
dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói assinou
CARTA DE INTENÇÕES com 11 (onze) ONG`s ambientalistas, a Secretaria
Extraordinária de Justiça, o Ministério Público Estadual e a OAB-RJ,
com o objetivo de estabelecer parâmetros de desenvolvimento sustentável
respeitando o meio ambiente (12/03/02);
h)
Reflexos na imprensa – Até o dia 26
de março de 2002, foram obtidos 55 (cinqüenta e cinco) reflexos
na mídia impressa sobre as atividades desenvolvidas pelo Cereja, destacando-se
os jornais “Valor Econômico”, “O Globo”,
“O Fluminense”, “Jornal do Brasil”, “O
São Gonçalo”, “O Povo”, “O Eco”, “Bicho
Verde”, “Exato”, “Ondas”, “A
Voz da Cidade”, e matérias na mídia televisiva (“RJ-TV”)
e radiofônica (“Tupi”, “CBN”, “JB”).
i) Membros
designados – Até o dia 25 de março de 2002, foram
designados oficialmente para compor o Cereja 29 (vinte
e nove) organizações não-governamentais, 13 (treze) governamentais
e 11 (onze) cidadãos independentes.
Niterói, 01 de abril de 2002.
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