16/06/2003
Alguém disse,Saneamento básico é um sonho!
 
 “O que podemos esperar desse novo tempo que se inicia? Saúde, educação, emprego, moradia saneamento básico? Bem, essas palavras simplesmente traduzem as necessidades básicas de qualquer cidadão, foi dada a largada para mais uma maratona de corrupção. Os mais “bem-intencionados” dão asas a imaginação. Realmente, é sempre uma estratégia de marketing. Por exemplo, construção de museu , mudar nome de rua, fazer praças, estátuas, comprar balões mágicos, helicópteros, câmeras para ver de perto o glamour e o sucesso do crime organizado,  desviando o foco da discussão sobre a nossa desigualdade social, e as mazelas.
 
A realidade é bem diferente. Lamentavelmente, Temos a falta de saneamento básico e a degradação ecológica. Peixes morrendo, dengue, cólera, esquistossomose, tuberculose e epidemias diversas. E onde está o dinheiro destinado à saneamento básico e saúde. E por que tanta gente morrendo por falta de saneamento básico, atendimento médico e hospitalar?
 
Junto ao descaso com a saúde da população, um reflexo da insensatez dos governantes Nos últimos 30 anos, as pesquisas sobre os índices de criminalidade no País apontam o crescimento desordenado das regiões periféricas, a proliferação das favelas, a ausência da polícia, o desemprego, o caos da Saúde que se vê nos hospitais sucateados, escolas deterioradas, falta de lazer e educação, como detonadores da violência urbana. O desequilíbrio social provocado pela má distribuição de renda. Há ainda a banalização da violência, o desrespeito, a falta de ética e seriedade com que os temas sociais são tratados por determinados veículos de comunicação, fazendo com que a violência pareça um sintoma normal.
 
Continuemos, pois, a clamar por nossos direitos! Não seremos coniventes com a falsidade ideológica dos supostos ideais que nossos governantes dizem ser para o bem do povo brasileiro. Continuemos, pois, a reivindicar o que, por direito, é nosso! O povo não precisa de promessas! O povo precisa de respeito, amparo e orientação, para que tome consciência de todos os seus direitos e deveres, como cidadãos brasileiros que são”.
  
 
     PARQUE PAULISTA COM VALAS NEGRAS Há 30 ANOS
      Duque de Caxias é a segunda maior receita dos municípios do estado do Rio de Janeiro, e com a ajuda do baixada viva e nova baixada que não foi pouco dinheiro em 2002, não deu para fazer as obras no bairro Parque Paulista – D.Caxias. Bom então meu pensamento é mesmo discriminação com uma população de 27mil pessoas que não tem dignidade, cidadania e respeito à vida, que convivem com valas negras, pobreza e a doença da falta do saneamento básico e pavimentação.
 
Doenças causadas pela falta de saneamento básico
 
Existem mais de 100 doenças, causadas pela falta de saneamento básico, entre as quais cólera, amebíase, vários tipos de diarréia, peste bubônica, lepra, meningite, pólio, herpes, sarampo, hepatite, febre amarela, gripe, malária, leptospirose, Ebola, etc.
 
 A prefeitura de Duque de Caxias  realizou apenas 20% de  obras de saneamento básico e pavimentação no bairro.
 
     O prefeito afirmou no dia 06/set./2002 no canal de televisão rede tve, programa pensando em você, que até 06/nov./2002  as obras iriam começar, mas até agora, nada.
 
Estamos pedindo saneamento e pavimentação, há 403 dias, e esperando essas obras há mais de 30 anos.

 
 
Saúde e saneamento
 
A falta de saneamento está matando mais que a criminalidade desenfreada, sabemos que do saneamento de boa qualidade depende a queda da mortalidade infantil e dos índices inquietantes de doenças provocadas pela ausência, ou má prestação, de um serviço básico em locais civilizados. 
Para o setor, o orçamento no Brasil é uma peça mais ou menos de ficção. A lei está lá, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, mas a execução do orçamento depende de humores e conveniências dos governantes e políticos em geral. Além disso, as verbas votadas podem até ser liberadas, mas desviadas para outras finalidades de maior interesse do governo; quando não simplesmente subtraídas dos cofres públicos para contas particulares.
 
Quando ocorrem calamidades não rotineiras (a rotina da maioria dos brasileiros já é uma calamidade permanente, embora não decretada oficialmente), como as recentes inundações causadas por excesso de chuvas e não-planejamento do uso do solo, o estrago da falta de saneamento se revela em toda a sua dramaticidade. Entre as quais cólera, amebíase, vários tipos de diarréia, peste bubônica, lepra, meningite, pólio, herpes, sarampo, hepatite, febre amarela, gripe, malária, leptospirose, verminose, cólera, esquistossomose, diarréia, verminoses, doença de Chagas, bronquites, asma, alergias micoses, sarna, alergias provocadas por mosquitos, Ebola, desidratação, febre tifóide e outros males facilitados pela ausência ou precariedade de saneamento, e pela desnutrição endêmica, têm sua ocorrência aumentada, crescendo também o número de óbitos deles decorrentes.
 
É certo que esgoto enterrado não dá foto, e nem voto!
 
1 bilhão de pessoas não dispõem de água potável no mundo;
 
1,8 bilhão não têm acesso a sanitários e esgoto;
 
8 milhões de crianças morrem anualmente em decorrência de enfermidades relacionadas à falta de saneamento, o que significa 913 crianças por hora, 15 por minuto ou 1 a cada quatro segundos. (Revista Veja, 22/dez/99)
 
Mais de 10 milhões (24,8%) dos 41,8 milhões de domicílios existentes no Brasil no ano de 1998 não eram atendidos por rede de abastecimento d’água;
 
 23,2 milhões (55,5% do total) de domicílios não tinham acesso a sistemas de coleta de esgoto sanitário;
 
 
Especificamente em relação à zona urbana, 11,4% não dispunham de água tratada e 48,9% não eram atendidos por redes coletoras de esgoto sanitário. (IBGE, 1998)
 
88 milhões de brasileiros vivem em domicílios desprovidos de sistemas de coleta do esgoto sanitário;
 
Dos 5.507 municípios existentes no Brasil (1998), apenas  3.851 municípios são atendidos por 27 companhias estaduais de saneamento, e apenas 24% do esgoto sanitário produzido nos domicílios é tratado. (Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos – 1998).
 
12,8 milhões de domicílios atendidos por redes de abastecimento d’água são desprovidos de sistemas de coleta do esgoto sanitário produzido pela utilização dessa água.(IBGE)
 
65% das internações hospitalares de crianças menores de 10 anos estão associadas à falta de saneamento básico (BNDES, 1998);
 
a falta de saneamento básico é a principal responsável pela morte por diarréia de menores de 5 anos no Brasil (Jornal Folha de São Paulo - FSP, 17/dez/99);
 
Em 1997, morreram 50 pessoas por dia no Brasil vitimadas por enfermidades relacionadas à falta de saneamento básico. Destas, 40% eram crianças de 0 a 4 anos de idade (DATASUS);
 
Ou seja, o Brasil registra a morte de 20 crianças de 0 a 4 anos por dia, em decorrência da falta de saneamento básico, principalmente de esgoto sanitário (DATASUS);
 
Isso significa que morre uma criança de 0 a 4 anos a cada 72 minutos por falta de saneamento básico, mais precisamente, por falta de esgoto sanitário (DATASUS);
 
a eficácia dos programas federais de combate à mortalidade infantil esbarra na falta de saneamento básico (FSP, 17/dez/99);
 
os índices de mortalidade infantil em geral caem 21% quando são feitos investimentos em saneamento básico (FSP, 17/dez/99);
 
a utilização do soro caseiro, uma das principais armas para evitar a diarréia, só faz o efeito desejado se a água utilizada no preparo for limpa (FSP, 17/dez/99);


 

 
   Obrigado.  Reconhecemos que é de grande importância para nós o trabalho de vocês. 
                      Atenciosamente.                          
 
 Luis Gonçalves Ferreira -  tel: 9191-4909 -   E- mail -  luadry@ig.com.br
 
15/06/2003  Duque de Caxias RJ.