11/04/2003
Jornal Costa Verde
Editor: Elmo Pedroso
Fone 9714-0980
Março/Abril de 2003 - Ano XI - Nº 85
A SAÚDE PODE TER SEU SEXTO SECRETÁRIO
     Com menos de três meses a frente da Secretaria Municipal de Saúde, o médico Dr. Antonio Lagoeiro pode ser o próximo secretário a deixar o cargo. Sua situação ficou insustentável apos a reunião de audiência realizada no dia 10 de março na Câmara Municipal. Cerca de 100 auxiliares de enfermagem contratados compareceram para saber do secretário uma possível permanência no quadro da Saúde, já que muitos desses foram contratados no governo Odenir Costa há quase 20 anos. Esses contratos de carteira assinada foram prorrogados ate o governo Luciano Rangel, no ano 2000.
     O que deixou os auxiliares de enfermagem chocados foi a maneira com que o secretário Lagoeiro se portou perante a representante da classe, a auxiliar de enfermagem Elizabeth, quando essa não concordava com a carga horária imposta ao quadro funcional. "Esse médico não anda muito bem da cabeça. Ele é muito prepotente e não possui diálogo com a classe", disse uma auxiliar de enfermagem que não quis se identificar. "Lagoeiro é uma pessoa desumana, para nós, pessoas que trabalhamos com gente. Estamos indignados. Não desejamos esse ditador desumano", disse outro enfermeiro.
"Quem vai perder é o prefeito, pois daremos a resposta nas eleições. Também somos povo" indigna-se uma terceira pessoa que trabalha no Hospital Municipal Conde Modesto Leal há mais de 20 anos.
      A situação do secretário Antonio Lagoeiro se torna cada vez mais difícil devido ao fato de não ter atendido aos vereadores Bidi e Tuninho do Birinight quando solicitaram abertura do posto de saúde e colocação de ambulância no período de carnaval em Cordeirinho e Itaipuaçu, enquanto que, no centro da cidade, próximo a Passarela do Samba, via-se duas ambulâncias de plantão, localizadas a menos de 300 metros do Hospital Conde Modesto Leal. Segundo parlamentares, era comum se ter, nesta época do ano, os postos de saúde abertos com uma ambulância, já que o fluxo de visitantes nessas comunidades chega a mais de 30 mil pessoas.
      Contra o secretário de saúde pesa também o fechamento de postos e sub postos de saúde na AMARI e AMAJI em Itaipuaçu. Alem desses, outros estão na iminência de serem fechados.
      Com as constantes brigas devido a falta de entrosamento na Saúde quem sai perdendo é sempre o Povo.