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Jornal
Costa Verde
Editor:
Elmo Pedroso
Fone 9714-0980
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Março/Abril
de 2003 - Ano XI - Nº 85
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SEMANA
DE TERROR EM PONTA NEGRA
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Residimos
em Ponta Negra. Nossa residência está situada no loteamento Santa
Clara,
considerado um dos IPTU mais caros do Município e pagos rigorosamente
em dia, incluindo este ano já pago a vista. |
Vim
residir aqui por extrema necessidade, pois sou cardíaco com seis pontes
no coração, portanto necessitando de muita paz e sossego.
É chegada a semana do Carnaval, a chamada
semana do terror, que se repete anualmente no Carnaval e na Semana
Santa, para os que vivem em Ponta Negra desejando paz e sossego.
Centenas de barracas e barracos são armados
nas praias, na lagoa e nos terrenos vazios colados nas residências,
indiscriminadamente, sem nenhum ordenamento, sem nenhuma higiene.
Instalam-se pessoas de todas as espécies, desde famílias educadas
até meliantes, bandidos, traficantes e viciados. |
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| Minha
casa tem sua frente e fundos tomados por estas barracas e barracos.
Caminhões colam no muro e seus ocupantes tem comando total sobre meu
terreno e residência. Som ligado dia e noite, no meu portão; viaturas
e motocicletas impedindo minha saída de carro. A noite,
casais fumam maconha, cheiram cocaína e fazem sexo encostados no portão
ou sob a amendoeira existente. |
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Quando
solicitados por mim para se retirarem ouço coisas como esta dita pelo
dono do caminhão encostado ao meu muro no sábado 01 de Março de 2003:
Não vou sair e você fica na sua senão acampamos
dentro do seu terreno e cuide de seu cachorrinho...
. Recorrer a Superintendência de Desenvolvimento de Ponta Negra, como?
É um órgão que não funciona no Carnaval. |
| Durante
mais de uma semana, de sexta (antes do Carnaval) ate domingo (depois
do Carnaval) vivemos em constante sobressalto, rondando o terreno
constantemente, sem dormir levantando a noite ao pequeno ruído com
medo de invasão ou assalto a minha residência ou com medo que dêem
veneno a meus cães. São dez dias enjaulados dentro de casa com medo
de tudo.. |
| Nos
acampamentos são instaladas privadas sem a menor técnica ou higiene
que, por certo irão contaminar o lençol freático pondo em risco a
saúde daqueles que aqui residem, já que a água utilizada por todos
nós é proveniente de poços perfurados em cada residência. As lixeiras,
quando feitas, são buracos próximos as barracas que, após a
saída, permanecem abertos com seus detritos sendo espalhados
pelo terreno e que lá permanecem até o vento se encarregar de levar
o lixo para outras bandas. Isso gera o aumento do número de moscas,
mosquitos e ratos. |
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| Nos
acampamentos, são instalados pontos de energia sem técnica ou cuidados,
pondo em risco os ocupantes, provenientes de “gatos” feitos
nos postes locais aumentando a sobrecarga e causando avarias
nos transformadores devido aos curtos-circuitos que são responsáveis
pelos apagões n o t u r n o s constantes e por longas horas durante
todos esses dias aumentando ainda mais a sensação de insegurança e
danificando nossos eletrodomésticos. |
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Isto
tudo vem acontecendo há anos, incentivado pelas autoridades locais,
políticos e pelo comercio local; registrando-se inclusive mortes por
arma de fogo em ano anterior e uma briga de grandes proporções este
ano na ponte sobre o canal. Compreendemos que o movimento aumenta
a arrecadação e o faturamento do comercio, mas não p o d e m
o s compreender que seja as custas da segurança física e da saúde
do contribuinte e consumidor local que nestes dias fica submetido
a um caos total com reflexos para mais adiante. |
| Não
somos contra o chamado Camping Selvagem, denominados barraqueiros,
que tomam de assalto nossa localidade no Carnaval e na Semana Santa
ou contra os chamados ônibus de farofeiros que ocupam nossas praias
e lagoas aos sábados e domingos impedindo nosso comparecimento. Somos
contra a desordem, a sujeira, a falta de higiene, a falta de respeito,
a falta de ordenamento e a insegurança proveniente dessa ocupaçao
desordenada. Estes fatos tem de ser disciplinados pelo poder publico
local para trazer tranqüilidade a população e para melhorar as condições
turísticas de nosso Município. |
| Esperamos
que as autoridades locais tomem esse documento como um alerta e que
já durante a Semana Santa não venha acontecer o aqui descrito.
Esperamos sinceramente que as autoridades se sensibilizem com as dificuldades
que sentem e passam os contribuintes de Ponta Negra durante o Carnaval
e Semana Santa, que não esperem acontecer um tumulto. Uma briga de
grandes proporções ou um terrível arrastão no comércio ou em nossas
residencias aem que tenhamos a mínima chance de defesa ou proteção
do quase inexistente policiamento local. |
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Ponta
Negra, 14/03/2003
Paulo D. Camel
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