Prezados Ambientalistas, Voluntários e Simpatizantes,
Entramos o ano com novas, boas e más notícias para
o meio ambiente no Brasil, no Estado do Rio de Janeiro e no Município
de Niterói.
Em nível nacional a nomeação da senadora Marina
Silva para o Ministério do Meio Ambiente foi, sem sombra de dúvida,
a mais significativa e importante manifestação do poder constituído
de reconhecimento público sobre a necessidade de uma Política Ambiental
condizente com a realidade brasileira.
Em nível estadual, infelizmente, a questão ambiental
parece ter "perdido" seu caráter de desenvolvimento sustentável. Segundo
o decreto estadual nº 32.621/03, agora há uma Secretaria de Estado
de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, e seu titular é o vice-governador
eleito Luiz Paulo Fernandez Conde. A nova Secretaria de Estado emgloba
a FEEMA, o IEF, a SERLA, a CECA, o FECAM, o CONEMA, o CODESUS/RJ,
o CONEPURB, o FPPP, o FDM, o PROSANEAR, a CEDAE, o Conselho Estadual
de Recursos Hídricos e o IEEA. O futuro da Política Ambiental estadual
ainda é uma incógnita para os diversos segmentos do movimento ambientalista.
E nível municipal, foi sancionada a lei nº2.042/02
que criou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
A decisão parece apontar para uma surpreendente valorização da Política
Ambiental municipal, em contraponto a política anterior que vinha
sendo desenvolvida pela gestão fracassada do PV. Contudo, o sucesso
da nova Secretaria Municipal dependerá, sobretudo, do resgate institucional
do Conselho Municipal do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (hoje
esvaziado politicamente), bem como da nomeação de um secretário comprometido
com as questões ambientais. Em Niterói ainda não foi nomeado o novo
secretário, que deverá sair dos quadros do PT.
Mesmo em meio a tantas mudanças no meio político,
com alternâncias necessárias para o setor ambiental, acredito que
experiências de sucesso sejam mantidas pelos atuais mandatários do
poder. Fóruns governamentais como o CONAMA, o CONEMA, os Conselhos
Gestores, os Comitês de Bacias, os Conselhos Consultivos ou Deliberativos
de Unidades de Conservação e os Centros de Referência devem ser mantidos
e fortalecidos para a "saúde" dos próprios governantes.
O futuro dirá quem são os aliados do meio ambiente.
Vamos aguardar.
Um forte abraço,
Gerhard Sardo
Ambientalista, jornalista, pós-gaduando em Análise
e Avaliação Ambiental (PUC-Rio), membro titular no Conselho Nacional
do Meio Ambiente (CONAMA) e no Conselho Municipal do Meio Ambiente
e dos Recursos Hídricos de NIterói (COMAN).
Niterói, 08/01/03. |